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Medalhista paralímpica Adria Santos chefia instituto em SC 09/07/2026
Esporte

Medalhista paralímpica Adria Santos chefia instituto em SC – 09/07/2026 – Esporte

Maior medalhista paralímpica brasileira, Adria Santos, 51, não se esquece do dia em que a categoria em que competia passou de T12 (baixa visão severa) para T11 (cegos).

“Eu me senti impotente, não queria concordar que teria de decorrer com uma venda nos olhos”, lembra. O nervosismo foi tanto com a mudança que passou aquela noite, em 1994, sem conseguir dormir, pensando em uma vez que se sairia na novidade categoria.

Mesmo tendo conquistado uma medalha de ouro dois anos antes nas Paralimpíadas de Barcelona, Adria diz que não confiava em si. O sentimento é generalidade entre mulheres, uma vez que mostrou a pesquisa “Imaginário de Poder das Mulheres Brasileiras”, da qual Adria foi uma das entrevistadas.

O estudo, feito pelo Estúdio Clarice —organização de lucidez e geração com foco em investigar e fomentar o poder feminino por meio de pesquisas e produções audiovisuais—, mostrou que 27% das mulheres apontam duvidar da própria capacidade.

Mesmo insegura, Adria correu com a venda e o veredicto veio: ela foi campeã e, dali em diante, zero a parou. “Era alguma coisa que eu tinha que concordar. Fui me acostumando a usar a venda e os resultados vieram.”

Adria conquistou murado de 600 medalhas em competições mundo afora, incluindo quatro de ouro em Jogos Paralímpicos. Além da de Barcelona, ganhou duas em Sydney, em 2000, nos 100 e nos 200 metros, e uma em Atenas, em 2004, oito de prata e uma de bronze.

Com as láureas, veio também a consciência de que ela é uma mulher poderosa. “Saber que eu conseguia vencer outras competições me deu crédito para continuar”, lembra.

As conquistas, ela diz, vieram de sua formalidade, do espeque da equipe, dos amigos e de uma boa estrutura familiar.

“Tive uma puerícia que libido para todas as crianças, brincando e subindo em árvore”, diz a filha de dona Matilde, mãe de nove filhos —dos quais quatro nasceram com alguma deficiência visual. A de Adria é retinose pigmentar, astigmatismo e ceratocone. Aos 13 anos, perdeu a visão do olho esquerdo e, aos 18, a do recta.



Algumas pessoas acham que podem fazer alguma coisa de uma forma dissemelhante do que eu gostaria porque não enxergo. Logo, às vezes, tenho que manter minha postura mais firme para ser respeitada

Não ter uma referência feminina no esporte em que competia fez falta, e hoje ela se orgulha de servir uma vez que exemplo de força para jovens atletas. Sente-se mormente emocionada quando meninas lhe dizem se inspirar nela. “É um sentimento de realização saber que elas podem sonhar em ser o que quiserem a partir da minha história.”

No entanto, a sensação de poder desapareceu quando Adria se aposentou das pistas, em 2013, em seguida uma lesão no menisco no ano anterior. Porquê acontece com muitos atletas de cima rendimento, ao parar, ela entrou em depressão.

Foi ao buscar ajuda profissional que conseguiu se reerguer e começou a decorrer na rua. Também competiu em 2018 e 2019, enquanto fazia faculdade de instrução física, uma vez que paraciclista.

Seu sonho se realizou em 2022, quando fundou o Instituto Adria Santos, em Joinville (SC), onde vive desde 2003.

Atualmente, a instituição oferece aulas de atletismo e atividades lúdicas para murado de 130 crianças de 6 a 12 anos de escolas públicas com e sem deficiência. Também promove palestras com a fundadora sobre sua trajetória e a relevância da inclusão de pessoas com deficiência.

Porquê mulher que se vê uma vez que potência, Adria conseguiu enfrentar os desafios surgidos quando se tornou gestora. As adversidades incluem situações de preconceito. “Algumas pessoas acham que podem fazer alguma coisa de uma forma dissemelhante do que eu gostaria porque não enxergo. Logo, às vezes, tenho que manter minha postura mais firme para ser respeitada.”

Assim uma vez que ela, murado de 33% das mulheres entrevistadas pelo Estúdio Clarice já tiveram que controlar expressões faciais e gestos para serem ouvidas. E, mesmo alterando sua postura, há quem duvide de sua capacidade uma vez que gestora.

“Porquê mulher, tenho que provar que consigo fazer o mesmo que homens fazem o tempo inteiro. Porquê mulher e deficiente, essa questão é ainda mais intensa”, diz.

Mas Adria não se deixa derruir. “As pessoas também duvidavam da minha capacidade quando eu corria, e eu mostro meu poder pelos meus atos.”

Optimista, ela sabe da relevância que tem para os jovens de seu instituto. “Sinto que sou a fortaleza para eles e, se eu estou potente, eles estão fortes comigo.”

Folha

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