Mostra de Cinema de SP exibirá ‘Fjord’ e ‘Possible Love’ – 03/10/2026 – Ilustrada
Na edição em que celebra seus 50 anos, a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo exibe “Fjord” e “Mulher Desconhecida”, vencedores dos principais prêmios dos festivais de Cannes e Veneza, respectivamente. A seleção tem ainda a animação “Ray Gunn”, de Brad Bird, e “O Outro Lado das Redes”, sequência de “A Rede Social”, entre outros títulos de grandes estúdios e produções exibidas nos principais festivais internacionais.
O evento começa no próximo dia 15 e segue até 29 de outubro, com 380 filmes de 93 países a serem exibidos em 57 salas da cidade. Em paralelo, acontece também a terceira edição da Mostrinha, dedicada ao público infantil.
E as comemorações do natalício já começam neste domingo, com a sinceridade de uma exposição sobre o evento no Solar Fábio Prado, na zona oeste da cidade. Nesta edição, o casarão irá hospedar a Sala Petrobras, que nos últimos anos ocupou a Cinemateca Brasileira.
Também serão lançados dois livros. Um deles, “Antes que Eu Me Esqueça”, é de Renata de Almeida, diretora da Mostra. A obra revisita quase 40 anos de bastidores do evento.
Já o outro livro reúne todos os cartazes da mostra, que já foram assinados por nomes porquê Pedro Almodóvar e Akira Kurosawa, com páginas destacáveis.
Por termo, a mostra “Steps” reunirá fotografias do iraniano Abbas Kiarostami no Museu da Imagem e do Som, o MIS, de 20 de outubro a 8 de novembro.
A programação vai concentrar títulos que receberam alguns dos maiores prêmios do calendário de cinema do ano. “Fjord”, vencedor da Palma de Ouro em Cannes, despertou discussões sobre a intolerância e a polarização política.
Dirigido pelo romeno Cristian Mungiu, o filme acompanha um par conservador, interpretado pelos atores Renate Reinsve e Sebastian Stan, que se envolve em uma série de intrigas posteriormente se mudar para uma pequena cidade nas planícies nevadas da Noruega.
Já “Mulher Desconhecida”, que levou o Leão de Ouro em Veneza, retrata a vida de uma ex-empregada doméstica na Dinamarca posteriormente a Segunda Guerra Mundial. Com direção de May el-Touhky, o longa mostra porquê a rotina da personagem muda quando ela fica prometida de seu macróbio director.
Também terão sessões “La Perra”, drama da chilena Dominga Sotomayor com Selton Mello, “The History of Concrete”, de John Wilson, sabido por usar a linguagem documental de modo cômico, e os já anunciados “A Terreno de Meu Pai”, “Behemoth” e “Minotauro”, que levou o grande prêmio do júri em Cannes, além de “All of a Sudden”, de Ryusuke Hamaguchi e “O Samurai e o Prisioneiro”, de Kiyoshi Kurosawa.
Dentre os títulos que vão abordar conflitos armados e tensões no Oriente Médio, se destaca o curta “Joy of Joys”, do diretor Jonathan Glazer, de “Zona de Interesse”. O curta segue crianças em países afetados por guerras.
Outra seleção possante é a de filmes clássicos. A mostra exibirá uma transcrição restaurada de “Aurora”, de F.W. Murnau, com trilha ao vivo, e uma seleta de trabalhos do produtor português Paulo Branco, com títulos dirigidos pelo chileno Raul Ruiz, pela belga Chantal Akerman, além de João César Monteiro, Manoel de Oliveira e Wim Wenders.
Branco, aliás, vem a São Paulo junto de convidados porquê James Gray, que receberá o prêmio Leon Cakoff. O diretor americano, sabido pelos seus melodramas contemporâneos, apresentará o filme “Tigre de Papel”, que competiu pela Palma de Ouro em maio.
Além de ser o meio de uma retrospectiva na Mostra, Gray fará uma masterclass ao lado de Walter Salles, diretor de “Ainda Estou Cá”. Além do americano, representantes da distribuidora Neon, que venceu a Palma de Ouro nos últimos sete anos, também vêm ao evento.
O prateado Lisandro Alonso exibirá “Double Freedom” e participará de uma conversa com Ahmad Kiarostami, fruto de Abbas Kiarostami, sobre seu remake de “Palato de Cereja”, com Wagner Moura.
Já o americano Boots Riley participa do júri solene e apresenta a comédia “I Love Boosters”, enquanto o indiano S.S. Rajamouli, responsável de filmes de ação exagerados, também receberá o prêmio Leon Cakoff. “RRR: Revolta, Rebelião, Revolução”, de 2022, seu filme mais famoso por cá, será exibido em salas brasileiras pela primeira vez e Rajamouli fará uma masterclass, em que deve falar a saudação do aguardado homérico “Varanasi”, previsto para 2027.
A programação da Mostra de São Paulo envolvendo convidados ainda terá a exibição de dois episódios de “Sócrates Brasílico”, série documental dirigida por Walter Salles sobre o jogador, e o lançamento paulistano do livro de Kleber Mendonça Rebento, com o roteiro de “O Agente Secreto”. O curta mais recente do pernambucano, uma conversa com o diretor iraniano Jafar Panahi, também será exibido.
Outros títulos nacionais que estarão na mostra são “Feito Pipa”, que pode simbolizar o Brasil no Oscar, “Vicentina Pede Desculpas”, de Gabriel Martins, diretor de “Marte Um”, “Se Eu Fosse Vivo… Vivia”, filme de André Novais Oliveira e vencedor do prêmio sumo no último Festival de Brasília, “Privadas de Suas Vidas”, terror com vasos sanitários assassinos, um documentário sobre Fernanda Montenegro e títulos novos de cineastas porquê Julio Bressane, Affonso Uchôa e Thais Fujinaga.





