Mumford & Sons estreia no Rock in Rio 10 anos após auge do indie: 'Hoje temos músicas melhores'
Ben Lovett (teclado), Marcus Mumford (voz) e Ted Dwane (inferior), do Mumford & Sons
Divulgação/Universal Music
O Mumford & Sons, orquestra que trouxe dedilhados de banjo e uma pegada folk ao rock recíproco britânico, está vivendo uma transição curiosa: de ídolos de festivais nos anos 2010 ao posto de quase um nome do “classic rock” para a Geração Z. Pois é, o tempo passa.
Em conversa com o g1, o vocalista Marcus Mumford e o baixista Ted Dwane falaram sobre a novidade período, as parcerias com nomes uma vez que Gracie Abrams e Hozier, e a saudade do público brasílico. O reencontro acontece em 12 de setembro, no Palco Sunset do Rock in Rio, dez anos depois do show no Lollapalooza 2016. Até hoje, foi a única vinda pelo Brasil.
Naquela noite de 2016, a orquestra conquistou os fãs no festival paulistano misturando seu country indie rock levado no banjo (dos tempos de “Babel”, vencedor do Grammy de Melhor Álbum em 2013) com um rock meio Coldplay, mais moldado para embalar multidões. Os morrinhos do Autódromo de Interlagos ficaram lotados de fãs pulando e cantando. Será que essa período passou?
“Para ser honesto, sempre tive um pouco de vergonha de lançar discos, mas oriente é a minha coisa favorita que já fizemos”, explica Mumford. “Não somos uma orquestra que nega o pretérito, nós amamos o nosso pretérito e tocamos essas músicas toda noite. Mas também estamos ansiosos pelo que vem a seguir.”
O grupo é um trio desde 2021, em seguida a saída do guitarrista Winston Marshall. Ele elogiou o livro no qual o jornalista conservador Andy Ngo escreve sobre o movimento Antifa, e se afastou em seguida a repercussão negativa. A orquestra disse não responder mais perguntas sobre isso.
Ao lado do tecladista Ben Lovett, Mumford e Dwane vêm ao Rock in Rio em seguida o lançamento de “Prizefighter”, sexto álbum deles, lançado em fevereiro. Produzido com Aaron Dessner, do The National, e gravado em dez dias em Novidade York, o álbum chegou menos de seis meses em seguida “Rushmere” (2025).
g1 — Porquê vocês passaram do maior hiato da história da orquestra para o pausa mais limitado entre discos na discografia de vocês?
Ted Dwane — É uma ótima pergunta. Acho que começou, obviamente, quando nos reunimos na mansão do Marcus somente para passar o tempo e estrear a redigir música. Nós meio que montamos “Rushmere” uma vez que um disco que parecia um pensamento muito completo. Mas, de alguma forma, na mixagem e na finalização daquele álbum, nós simplesmente tivemos um fluxo de originalidade que continuou. Mais músicas estavam surgindo e não queríamos parar.
Acho que ficamos muito animados com o concepção de que, em seguida um período de tempo fora (e, na verdade, mesmo sem esse tempo fora), nós sempre gostamos da teoria de sermos mais instantâneos com a forma uma vez que lançamos música. Logo, em vez de esperar e fazer esses ciclos que historicamente fizemos, pareceu que seria gratificante sermos mais livres e manter o ritmo, trazendo as pessoas para o nosso mundo criativo o mais rápido que pudéssemos. Logo, cá estamos.
g1 — Hoje, muitos “feats” são construídos sobre estratégias de marketing para cruzar públicos. Mas as colaborações com Hozier e Gracie Abrams parecem vir de um lugar muito mais genuíno. Porquê surgiu a faísca criativa para essas parcerias específicas?
Marcus Mumford — Sim, essa é uma boa pergunta. Muito, foi um pouco majoritariamente relacional. A Gracie Abrams estava lá no dia em que começamos oriente disco, por acidente. O Aaron Dessner e a Gracie estavam em uma sala dissemelhante no mesmo prédio, e eles desceram até nós enquanto estávamos trabalhando, somente para manifestar oi. O Aaron nos tocou algumas coisas. Ele nos mostrou e a Gracie disse: “Vocês têm que fazer um pouco nisso”. E logo, naquela noite, eu mandei para ela por mensagem as letras em que eu estava trabalhando uma vez que uma teoria. E logo ela se tornou uma vez que a fada madrinha deste disco. Foi muito originário pedir para ela trovar nele, e ela disse sim e quis trovar em “Badlands”, transformando aquela música em um dueto incrível que ela nunca seria originalmente.
E foi a mesma coisa com o Hozier: nós o conhecemos há 15 anos. Conhecemos o Aaron Dessner há 15 anos, o mesmo com o Bon Iver. Foi tudo muito relacional. A Gigi Perez também esteve em turnê conosco, ela cantou em “Icarus” e achamos que ela soava incrível, logo pedimos para ela estar no disco. A única pessoa para quem ligamos do zero foi o Chris Stapleton, somente porque sou um fã obsessivo dele há muito tempo e não conseguia parar de imaginá-lo cantando na primeira música do disco, que se labareda “Here”. Logo, sim, tudo veio de um lugar artístico.
A orquestra sempre foi muito colaborativa, mas nunca representamos isso em disco antes. Queríamos entrar no espírito de colaboração que o Aaron Dessner tem quando faz um disco. Ele envolve umas 10 pessoas, amigos, somente por diversão, sem nenhum tipo de pensamento estratégico. O coração da nossa música é a colaboração.
Mumford and Sons fazem show no palco Onix do Lollapalooza 2016
Fábio Tito/G1
g1 — Você disse que o show de 2016 no Lollapalooza Brasil foi um dos momentos mais especiais da curso da orquestra. O que você lembra daquela noite? Ela ainda se destaca uma vez que um dos seus shows favoritos?
Marcus Mumford — 100%. Nunca esquecerei aquela noite. Foi uma vez que a maior plebe para a qual já tocamos, eu acho. A plebe mais frenética para a qual já tocamos. Teve até uma invasão de palco, o que foi risonho e “picante”. E somente a atmosfera, porque foi na pista de Fórmula 1 em São Paulo, perceptível? Você estava lá? Foi rememorável, honestamente. E temos desejado voltar ao Brasil desde logo. Estamos muito animados por finalmente conseguir. Acho que vamos nos divertir muito. Vai ser um bonito reencontro.
g1 — No Rock in Rio, vocês tocam em um dia com grandes atos pop uma vez que Maroon 5, Demi Lovato e um som muito brasílico, o João Gomes — que faz uma mistura de folk do Nordeste com música eletrônica e pop. Porquê vocês se sentem com esse mix? Acham que compartilham o mesmo público?
Ted Dwane — Isso é uma das coisas que mais nos empolga em festivais. Tenho pensado nisso e é muito interessante ver, nos nossos próprios shows, uma vez que o perfil demográfico das pessoas que vêm a um show do Mumford & Sons é muito diverso e extenso. Isso é um pouco muito jubiloso.
“Amamos festivais desde sempre porque você toca para um público imenso e, muitas vezes, pessoas que podem nem saber a sua música. Eles são um envolvente único e hoje em dia são cada vez mais ecléticos.”
Acho que isso realmente representa os hábitos de audição das pessoas também. Desde que temos streaming, meu interesse músico sempre foi meio excêntrico e diverso, mas nunca tanto quanto agora, por pretexto do chegada a toda essa música que eu tenho. Logo, sim, acho que vai ser muito risonho. Provavelmente faremos alguns novos amigos.
Ben Lovett, Marcus Mumford, Winston Marshall e Dwane Ted, do Mumford & Sons, orquestra vencedora do melhor álbum no Grammy 2013
Robyn Beck / AFP Photo
g1 — O que vocês sabem do Rock in Rio? Alguma cena vem à cabeça, uma vez que aquele coro do Freddie Mercury com o público?
Marcus Mumford — Sei que o Rio é uma das maiores cidades de música do mundo. Logo, um festival lá… Obviamente nunca fomos ao festival, mas estávamos conversando com eles havia um tempo para concertar isso. A última vez que estivemos no Rio foi com o Florence + the Machine, eu acho. É uma das maiores cidades do mundo, uma das maiores cidades de música do mundo. Estamos muito animados. Vai ser um refrigério finalmente voltar ao Brasil.
g1 — A trilha de “Ted Lasso” virou um tipo de refúgio para mim na pandemia. Eu ouvia e esquecia de tudo. Porquê foi gerar isso?
Marcus Mumford — A trilha deu muito trabalho, porque fiz toda a constituição com um rosto chamado Tom Howe durante a covid, e tinha que permanecer mandando as coisas de um lado para o outro porque eu estava em lockdown cá, trabalhando de mansão. Mas a música tema em si veio muito rápido. Isso foi fácil. A trilha sonora instrumental é que foi difícil.
Eu compus tudo em cima da imagem, logo tive que testemunhar a tudo enquanto fazia a música e, para ser sincero, fiquei meio enjoado e não conseguia manifestar se era engraçado ou não. Minha esposa me perguntou uma noite: “É bom?”, e eu respondi: “Eu realmente não sei. Tenho testemunhado tanto que não consigo manifestar”. Logo, quando se tornou esse sucesso massivo uma vez que série, fiquei surpreso. Pensei: “Que bom para eles, é muito legítimo”. Foi uma alegria trabalhar nisso. Senhor o Jason Sudeikis, o elenco todo. Eles têm uma coisa muito próprio nessa série, e estou muito entusiasmado para a próxima temporada. Tem sido uma alegria extra na minha vida, pela qual sou muito grato.
g1 — Toda vez que ouço o primícias da música, eu primícias a sorrir.
Marcus Mumford — Ah, que legítimo. Mas agora você pula a preâmbulo?
g1 — Não, eu nunca pulo.
Marcus Mumford — Boa!
Mumford & Sons: Ted Dwane (inferior), Marcus Mumford (voz), Winston Marshall (guitarra) e Ben Lovett (teclado)
Divulgação
g1 — Para a Geração Z, o som dos anos 2000 e 2010 — incluindo o de vocês — está virando um tipo de “classic rock”, da mesma forma que os anos 70 e 80 eram para a nossa geração, ou talvez para a geração anterior à nossa. Porquê é ver essa mudança de percepção?
Marcus Mumford — Rosto, que privilégio. Um privilégio enorme. Mas o que eu realmente espero é que esse pessoal consiga abraçar o “Prizefighter” uma vez que seu próprio disco. Que eles vivam o que alguns de nós experimentamos nos anos 2010, com músicas uma vez que “The Cave”, “I Will Wait” e “Little Lion Man”, e com um monte de outros artistas que estavam por aí naquela quadra. Espero que eles vivam isso por conta própria com músicas uma vez que “Rubber Band Man”, “The Banjo Song”, “Here”, “Shadow of a Man” e “Badlands”. Porque, para ser honesto, acho que hoje temos músicas melhores.
Não somos uma orquestra que nega o pretérito, nós amamos o nosso pretérito e tocamos essas músicas toda noite. Mas também estamos ansiosos pelo que vem a seguir. Apresentar esse novo disco para as pessoas… nunca estive tão entusiasmado.
“Para ser sincero, eu sempre tive um pouco de vergonha de lançar discos, mas oriente é meu predilecto das coisas que já fizemos. Eu meio que não me importo com o que as pessoas pensam dele, porque estou tão feliz com o resultado que sinto que ele agora é do público.”
Mas o que eu espero é que as pessoas não sintam que perderam o bonde da nossa orquestra por não estarem lá nos anos 2010, porque elas podem viver o “Prizefighter” agora, nos anos 2020.
g1 — Por que você costumava sentir vergonha?
Marcus Mumford — Acho que estive em negação sobre ser um artista por muito tempo, sabe? E, honestamente, na maioria dos discos que já fizemos, eu ouvia seis meses depois e pensava: “Ah, eu teria mudado aquilo”. Acho que ficamos mais confortáveis em nossas próprias peles e melhores em nossos trabalhos. Agora ouço o “Prizefighter” e não mudaria zero. Isso não significa que todo mundo vai gostar, simples. Mas eu senhor esse disco no fundo dos meus ossos e estou muito orgulhoso dele.
Eu me sinto menos inseguro. As pessoas podem pensar o que quiserem e isso é legítimo, o sabor existe na música e eu senhor a música por isso. Estamos em um mundo onde você pode ouvir oito gêneros diferentes nos mesmos dez minutos. Foi mal eu cresci também: os primeiros dois álbuns que comprei foram “Kind of Blue”, do Miles Davis, e “The Miseducation of Lauryn Hill”. Um disco de jazz e um de R&B. Eu era um garotinho truão no sul de Londres. Talvez a música sempre tenha sido assim, mas nunca foi tão alcançável quanto agora.
g1 — Talvez isso tenha a ver com a idade, porque eu me identifico: hoje não sinto mais vergonha e tenho muito mais crédito do que costumava ter. E acho fascinante que, para uma novidade geração, vocês possam ser o R.E.M. ou o U2 deles. Bandas de rock uma vez que vocês, ou uma vez que o Arctic Monkeys, estão virando bandas de “dad rock”.
Marcus Mumford — É, isso é risonho. E é totalmente ok. Quando eu me apaixonei de verdade pelo Radiohead foi em “Hail to the Thief”, porque os discos anteriores eram todos do meu irmão mais velho. Não eram realmente os meus discos; eu ouvia e escutava eles. Mas quando “Hail to the Thief” saiu, o Radiohead virou a minha orquestra.
E aí eu pude voltar no catálogo e ouvir “Amnesiac”, “Kid A”, ir até “The Bends” e “Pablo Honey”, e tomar aqueles discos uma vez que meus também. Foi “Hail to the Thief” que foi a minha porta de ingresso para aquela orquestra. E eles nunca pareceram ser a orquestra de mais ninguém a não ser minha. Sempre pareceram a minha orquestra, de “Hail to the Thief” em diante.
Fonte G1




