Notícias Favoritas

O seu portal favorito de notícias na Internet

'Musk' faz público temer pelo futuro da humanidade 09/09/2026
Celebridades Cultura

‘Musk’ faz público temer pelo futuro da humanidade – 09/09/2026 – Ilustrada

Logo que decidiu que seu próximo projeto seria leste documentário, em 2019, o cineasta norte-americano Alex Gibney começou pelo prelúdios —pedindo uma entrevista com o objeto de seu próximo mergulho cinematográfico, Elon Musk. A resposta veio pelo Twitter, rede social que ainda não havia sido comprada por Musk, e era clara, curta e grossa. “Gibney is a douche”, um tanto porquê Gibney é um babaca, em linguagem muito mais regateira.

Para contornar a falta de respostas às perguntas do cineasta, Gibney criou um avatar de Musk, porquê um personagem de videogame, que lembra o bilionário sul-africano, mas é muito mais deleitável de se ver, bonitão até, e que fala frases ditas por ele na vida real, em diversas entrevistas ao longo de sua curso, desde que surgiu porquê um nerdão ousado e talentoso porquê tantos outros do Vale do Silício, no meio dos anos 1990. Curiosamente, o jovem Musk era calvo desde muito cedo, com o topo da cabeça já visível por reles dos fios claros e ralos, muito dissemelhante do topetão esvoaçante que ele exibiu várias vezes mais recentemente.

Uma das afirmações mais alarmantes do empresário, engenheiro, inventor e sabe-se lá o que mais, é que ele não tem certeza de que a gente vive mesmo na verdade, e não em uma simulação. Tipo o Neo, personagem de Keanu Reeves em “Matrix”, só que, na versão de Musk, ele não é “The One”, o escolhido, que vai salvar a humanidade de servir porquê combustível para robôs de uma grande corporação que destroi o mundo. Zero disso. Ele quer ser o faceta que inventa a corporação que domina o planeta. E depois o povoa só com seus descendentes, projeto leste que parece muito antecipado, com seus 14 filhos conhecidos.

Ou 13, se a gente descontar a filha trans, Vivian Wilson, de 24 anos, que mudou legalmente seu gênero, seu sobrenome, e é dada porquê morta por seu pai, que só se refere a ela pelo nome de promanação. Vivian é uma das cinco primeiras “crias” de Musk com sua primeira mulher, a escritora canadense Justine Musk, que teve gêmeos e trigêmeos em menos de dois anos, entre 2004 e 2006. Antes disso, o parelha perdeu o primeiro rebento, Nevada, nascido em 2002 e morto com 10 semanas de vida.

A morte de Nevada, aliás, é o primeiro drama da vida pessoal que acontece em esfera pública de Elon Musk e tem sua versão contestada por sua ex-mulher no documentário apresentado em Veneza. Na idade da morte do bebê, em 2002, Musk escreveu no Twitter que o rebento morreu em seus braços. Mas Justine conta, no documentário, que na verdade era ela que estava com o bebê no pescoço. Esse é um dos momentos mais emocionantes e reveladores do filme, ou, pelo menos, um dos poucos que evoca uma emoção normal, humana, mesmo que obscuro. Ali está uma mãe, chorando a morte de um rebento, e contestando a versão do pai egocêntrico.

No resto do filme, que se debruça sobre todos os aspectos da vida e da obra de Elon Musk, o que o público sente é uma mistura de desprezo, revolta e susto do horizonte, além da certeza de termos falhado terrivelmente porquê sociedade, se leste é o sujeito que acumulou a maior riqueza. Musk tem satélites que rondam várias vezes por dia toda a superfície da Terreno, e são capazes de conectar, mas também espionar, todos os habitantes do planeta.

A história da vida de Elon segue uma trama quase arquetípica: um menino esquisitão que lia HQs e jogava videogame obsessivamente vira um varão poderoso e se transforma em um arqui vilão sem escrúpulos. Durante sua puerícia, na África do Sul, apanhava com frequência de outras crianças e, quando chegava em morada, ainda era repreendido por seu pai, Errol Musk, um tipo valentão que gosta de holofotes e trabalhou porquê engenheiro para os militares de seu país, teve negócios imobiliários e chegou a vender esmeraldas da Zâmbia. No filme, Errol Musk lembra de ter atirado e matado três homens negros que ameaçaram invadir sua morada nos anos 1980. E dá um recomendação para os espectadores: “não apostem contra Elon se não quiserem perder”.

No Festival de Veneza, onde foi apresentado fora de competição, o documentário de Alex Gibney foi representado por seu diretor e pelos produtores, mas também teve a presença da ex-influenciadora de ultra direita norte-americana Ashley St. Clair, mãe de um dos filhos do empresário, que dá entrevista no filme e contou, presencialmente, que Musk chegou a oferecer US$ 40 milhões para que ela não falasse. Seu relacionamento com o sul-africano foi pontual, ele se aproximou dela pelas redes sociais e de faceta sugeriu que tivessem um rebento. Curiosa pela figura do empresário, foi sendo envolvida pela maneira ‘maior que a vida’, ‘larger than life’, porquê se diz em inglês, dele se portar, viajando de avião pessoal pra lá e pra cá e gastando fortunas para conseguir o que quer. St. Clair conta que Musk se refere aos dinheiros que gasta com subornos, chantagens e trapaças em universal porquê ‘cenouras’, porquê se as pessoas fossem coelhos em uma corrida, e fossem decorrer mais rápido e com mais dedicação se tivessem mais cenouras balançando em sua frente.

O documentário, narrado pelo diretor em alguns momentos, faz uma verificação de Elon Musk com o personagem de um filme inglês de 1936 chamado “O Varão Que Fazia Milagres”, dirigido por Lothar Mendes e Alexander Korda, sobre um varão geral, medíocre, que, num ato aparentemente aleatório, recebe poderes divinos e consegue tudo que quer. Quando percebe que pode realizar milagres, vai aumentando o escopo de suas vontades, se declara o Rei do Mundo, mas acaba destruindo o planeta quando decide que a Terreno não vai mais rodar ao volta do Sol. O filme é uma comédia. O documentário, não.

Folha

LEAVE A RESPONSE

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *