Novo ‘Homem-Aranha’ surfa na fama de Tom Holland e Zendaya – 29/07/2026 – Ilustrada
Além de ser uma missiva de paixão aos fãs, uma vez que Tom Holland tem descrito o filme, “Varão-Aranha: Um Novo Dia” começa com uma enunciação à MJ, ou Michelle Jones-Watson, papel de Zendaya. Isso porque, anos em seguida um manipanço que fez todos esquecerem sua identidade secreta, Peter Parker ainda sofre com o que fez para salvar a ex-namorada em “Sem Volta para Lar”, de 2021.
Enquanto o herói contempla a solidão, a vida de seu tradutor não poderia estar melhor. Casado com a colega de elenco há poucos meses, não é sigilo que o planeta está entre os mais badalados do momento. Semanas depois de lançar “A Odisseia”, de Christopher Nolan, previsões apontam que ele se aproxima de outro sucesso.
Para Zendaya, a rotina vem sendo também agitada. Talvez até mais, já que a atriz cancelou entrevistas que faria ao lado do marido, mesmo que o termo da série “Euphoria” tenha crédulo qualquer espaço em sua agenda. Enfim, além de estar também no heróico inspirado em Homero e na empreitada da Marvel, ela enfrentará Timothée Chalamet no terceiro “Duna” e cativou críticos com papéis de prestígio —uma vez que aquele que fez sob direção de Luca Guadagnino, em “Rivais”, e em “O Drama”, um sucesso mais recente feito pela produtora A24.
Suas tentativas de conciliar blockbusters e filmes de arte são mais poderosas que as do herói. Desde que herdou o papel, uma dezena detrás, Holland deu vida a um veterano de guerra em “Cherry” e interpretou um jovem que alterna entre 24 personalidades na minissérie “Entre Estranhos”.
Apesar dos elogios ao ator, que explorou dramas diferentes dos do “amigão da vizinhança”, os projetos receberam avaliações desastrosas. No mais, ele esteve no distópico “Mundo em Caos” e juntou-se à Pixar na animação “Dois Irmãos”. Os dois projetos, lançados na pandemia, não tiveram grande sucesso. Holland também, é evidente, derrotou vários vilões dos quadrinhos, em histórias próprias e junto dos Vingadores.
“Não é sigilo que a Marvel e a Sony [que detêm os direitos do personagem, apesar de um acordo que permite seu uso em títulos da Disney] me deram a chance de uma vida”, diz Holland. “Sempre será uma prioridade para mim. Sempre que puder, vou segurar o personagem com toda a virilidade e atenção.”
De um jeito ou de outro, o par que está na crista da vaga deve ajudar os Vingadores, principal grupo da Marvel, outra vez. Sete anos em seguida “Ultimato”, a segunda maior bilheteria da história, o estúdio enfrenta uma safra de arrecadações mornas, em que mesmo filmes uma vez que o “Quarteto Fantástico”, com o grupo que voltou às telas no ano pretérito, e o último “Guardiões da Galáxia” não arrecadaram mais que US$ 1 bilhão.
Na verdade, entre os 15 longas lançados desde a morte do Varão de Ferro, só as duas aventuras do Varão-Aranha, lançadas em 2019 e 2021, e as irreverências de “Deadpool & Wolverine”, de 2024, foram o suficiente para ultrapassar a marca.
Hoje, o pavor é que, mesmo com o retorno de Thor, do Capitão América de Chris Evans —numa das séries do Disney+, o personagem passou o viga para seu leal escudeiro, até logo sabido uma vez que Falcão— e dos amados X-Men, o novo “Vingadores” não derrote a fadiga dos super-heróis.
Já para a volta do “teioso”, recordista em pré-vendas, a expectativa é que “Um Novo Dia” arrecade até US$ 800 milhões no primeiro termo de semana, o que daria ao longa a segunda maior estreia de todos os tempos. Se depender do primeiro trailer, o mais visto do tipo num único dia, os fãs estão tão ansiosos para ver Tom Holland usando seu traje quanto fora dele e vivendo seu himeneu.
É que, ainda que ele não contracene com Zendaya em “A Odisseia”, as redes sociais foram tomadas por montagens do par em tapetes vermelhos, e não faltam memes sobre carícias que os dois têm trocado em eventos deste novo “Varão-Aranha”.
É o supremo que os aficionados devem ter da vida pessoal dos astros, já que eles desviam de questões sobre o ponto e levam o relacionamento com muito sigilo. O himeneu deles, por exemplo, foi na contramão do da cantora Taylor Swift, que, apesar de não ter divulgado imagens, fez um evento que paralisou Novidade York.
Segundo relatos, Holland e Zendaya optaram por um casório mais reservado, do qual não se tem registros e que só foi confirmado pela dupla dias depois. Tudo indica que eles se esforçam para dissociar sua face pública da vida privada, da mesma forma que Peter Parker.
“Oriente não é um filme de super-herói, mas o filme de um super-humano”, diz o diretor Destin Daniel Cretton. Ele destaca o conflito entre a identidade secreta do jovem herói e a sua persona midiática uma vez que precípuo para a façanha que acaba de chegar aos cinemas.
“Cá na Cidade do México [de onde o cineasta falou ao repórter], fica muito evidente uma vez que tantas pessoas se conectam com o personagem por fronteiras culturais. Tom Holland realmente o interpreta uma vez que uma figura universal.”
No filme, a depressão do protagonista alimenta instintos violentos, o que se soma à pressão de preservar a imagem de mocinho. Ele tenta se reconectar com a namorada —subtrama que ganhou espaço a partir do segundo filme, quando o namoro dos artistas veio à público—, e encontra uma ameaço inexplicável —uma mulher capaz de controlar mentes.
Vivida por Sadie Sink, a Max de “Stranger Things” —outro fenômeno recente que fez do elenco jovem um destaque—, a personagem apela para traumas de Peter e flerta com debates sobre saúde mental —discussão já presente em “Thunderbolts”, uma das apostas da Marvel no ano pretérito.
“Para mim, o filme é sobre comunidade. Ele se baseia na teoria de que somos mais fortes quando estamos juntos”, afirma Holland, que destaca vídeos curtos e outros conteúdos feitos por fãs a partir de cenas divulgadas. “É recompensador ver uma vez que os fãs embarcaram em nossa estratégia de marketing e se expressam a partir desses materiais.”
Ainda é cedo para saber se o sucesso dos maiores heróis dos últimos tempos prevalecerá em dezembro, quando os Vingadores voltam aos cinemas, mas a teia entre o planeta e seus seguidores não deve se desfazer tão cedo —mesmo que ele nem sempre queira tirar sua máscara.





