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Nubank trava batalha com Revolut por mercado dos EUA
Tecnologia

Nubank trava batalha com Revolut por mercado dos EUA – 23/09/2026 – Finanças


Nova York e São Paulo


O brasílio Nubank e a britânica Revolut, os bancos digitais de maior valor de mercado do mundo, estão travando uma guerra em seus planos de expansão para o inflexível mercado dos Estados Unidos.

As duas empresas obtiveram neste ano aprovação condicional para licenças bancárias nos EUA, e o Nubank lançou oficialmente sua oferta por lá neste mês. A Revolut tem presença limitada no país, e pretende ampliá-la logo que estiver plenamente regulamentada porquê banco.

As duas fintechs estão aproveitando uma janela regulatória excepcionalmente permissiva nos EUA para deixar sua marca. As apostas também são altas porque as expectativas de sucesso de longo prazo no país sustentam suas elevadas avaliações de mercado.

A Revolut, em privado, precisa prosseguir entre os consumidores americanos nos próximos anos para continuar justificando sua avaliação de mercado atual, de aproximadamente US$ 115 bilhões (R$ 588,3 bilhões), antes de uma preâmbulo de capital planejada para 2028.


No último dia 10, Nubank promoveu evento em Miami para lançar conta nos EUA e conta global


Divulgação – 10.set.26/Nubank

“Os EUA são o maior prêmio. Se você invadir os EUA, é um tanto maior do que toda a Europa”, disse Nigel Morris, cofundador da Capital One e diretor da empresa de capital de risco QED, investidora do Nubank.

Mas lucrar espaço no setor bancário americano não é fácil. O mercado é regido por uma complexa teia de regulamentações estaduais e federais e reúne milhares de instituições financeiras —de bancos comunitários que têm vínculos profundos com os mercados locais a gigantes de Wall Street com trilhões de dólares em depósitos, além de grandes operadoras de cartões de crédito com enormes volumes de dados de clientes.

Algumas tentativas de outras fintechs de entrar nos EUA não deram perceptível. No início deste ano, o banco do dedo britânico Monzo afirmou que recuaria para se concentrar na expansão na Europa.

DESAFIANDO GIGANTES

Revolut e Nubank se tornaram marcas conhecidas em seus países de origem ao desafiar concorrentes consolidados.

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Fundado originalmente em 2013 porquê um cartão de crédito operado por aplicativo e sem cobrança de mensalidade, o Nubank, medido em US$ 67 bilhões (R$ 342,7 bilhões), tem hoje mais clientes do que qualquer instituição financeira privada do Brasil.

Desde portanto, o grupo sediado em São Paulo expandiu-se para México e Colômbia e soma mais de 135 milhões de clientes.

Com 80 milhões de clientes em 40 países, a Revolut, sediada em Londres, é a startup mais valiosa da Europa. A empresa também obteve licenças bancárias no Reino Uno e na França, o que lhe permite ampliar a licença de crédito e competir com instituições tradicionais.

O Nubank patrocinou o estádio de futebol de Miami, rebatizando-o de Nu Stadium, e patrocina o Inter Miami, time do planeta prateado Lionel Messi.

Bravo por Berkshire Hathaway, Sequoia e Tiger Global e com ações listadas nos EUA desde 2021, o Nubank há muito tempo está de olho no mercado americano.

Seu fundador, David Vélez, disse ao FT que o padrão de negócios da empresa era uma “tese global”, e não um tanto restringido à América Latina. Assim porquê outras instituições financeiras digitais, o Nubank afirma que a carência de agências físicas lhe permite reduzir os custos para os clientes.

Nik Storonsky, CEO da Revolut, indicou preferência pelos EUA porquê sítio para a preâmbulo de capital, ao mesmo tempo que considera uma listagem dupla em Londres.

“É um mercado extremamente importante para a Revolut, e estamos definitivamente comprometidos em ser bem-sucedidos cá”, disse ao FT Cetin Duransoy, CEO da Revolut nos EUA.

MERCADO COMPETITIVO

Embora a recompensa para as fintechs possa ser grande, o mercado bancário dos EUA demonstra sinais de saturação, com mais de 4 milénio bancos e cooperativas de crédito.

Na última dez, a Revolut conquistou clientes europeus com pagamentos digitais baratos e transações internacionais. Esse padrão é mais difícil de reproduzir nos EUA, onde viagens internacionais são menos frequentes e os clientes são fiéis às operadoras de cartão de crédito e a seus programas de pontos.

“É um mercado extremamente difícil de invadir… O pagamento momentâneo da Revolut já foi uma vantagem, mas hoje nem tanto”, disse John Cronin, diretor da SeaPoint Insights, empresa independente de pesquisa financeira.

Duransoy reconheceu que os EUA eram um mercado “extremamente muito atendido”. Mas acrescentou: “Nosso principal resultado será o que fez da Revolut a Revolut, voltado para qualquer pessoa que precise mourejar com várias moedas em sua vida”. A empresa planeja inicialmente buscar clientes que trabalham ou estudam no exterior, um nicho de mercado.

O Nubank tem porquê claro clientes semelhantes com uma “conta global”, além de sua conta nos EUA. A primeira é regulamentada na Suíça e permite que pessoas de 35 países enviem e gastem moeda em todo o mundo usando stablecoins lastreadas em dólar e euro.

O banco brasílio planeja aproveitar sua experiência com crédito ao consumidor nos EUA. Essa superfície sustentou seu propagação e sua rentabilidade, com o lucro líquido trimestral superando US$ 1 bilhão (R$ 5,11 bilhões) pela primeira vez neste ano.

Cristina Junqueira, CEO do Nubank nos EUA e cofundadora da empresa, disse que o mercado de cartões de crédito era “extremamente saturado” para pessoas de subida renda, mas que havia “pouquíssimas opções” para as menos abastadas.

O Nubank pagará aos clientes dos EUA rendimento de 3,5% sobre o saldo de suas contas-correntes, percentual que será proeminente para 4,5% para aqueles que usarem o cartão de crédito. Bancos americanos raramente pagam juros sobre saldos de contas-correntes.

Ao contrário do Nubank, a Revolut tem experiência limitada com crédito, além de testes com pequenos empréstimos e financiamentos imobiliários na Lituânia. Isso poderia levar a “tropeços” antes de sua preâmbulo de capital, disse Cronin. “Não há experiência sólida na licença de crédito.”

Duransoy, da Revolut, disse ao FT que a empresa lançaria contas-correntes, contas de poupança e produtos de crédito, incluindo empréstimos parcelados e cartões, durante um período inicial de três anos de supervisão rigorosa dos órgãos reguladores. O banco também planeja lançar contas e empréstimos empresariais. Com o tempo, pretende prosseguir para o financiamento imobiliário.

As duas empresas estão de olho no galeria de remessas de US$ 160 bilhões (R$ 818,5 bilhões) entre os EUA e a América Latina, que cresce rapidamente. O Nubank, cuja sede nos EUA fica em Miami, poderia se beneficiar do reconhecimento de sua marca entre os latino-americanos.

Ambas afirmam estar concentradas em testar o mercado para se harmonizar à demanda dos consumidores, em vez de tentar atrair clientes com uma grande ofensiva de marketing.

“Não espero um grande impacto inopino”, disse Morris, que acredita que as duas empresas ganharão ritmo nos próximos dois ou três anos. “Elas levarão muito tempo para interpretar o código.”



Folha

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