A Seccional do Região Federalista da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-DF) lançou nesta sexta-feira (7) o Violentômetro Jurídico, uma instrumento que recomenda porquê um guia sobre os diferentes níveis de violência que uma mulher pode enfrentar.
O lançamento foi no seminário “20 anos da Lei Maria da Penha: Inovações Legislativas, Desafios e Novos Horizontes”, realizado no dia em que a Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006) completou duas décadas.
O material expõe os diferentes níveis de violência que uma mulher pode enfrentar, organizado em três estágios: “Fique Atenta”, “Proteja-se” e “Fuja”.
A partir disso, são descritos, para cada situação, a ação violenta e o sentimento que a vítima costuma vivenciar. Desde sinais de violência psicológica e moral, porquê humilhação pública, controle da vestimenta e das redes sociais; evoluindo para violência patrimonial e a chantagem emocional e/ou sexual.
No terceiro e mais grave dos três estágios, estão a violência física direta, o agravo sexual, a prenúncio com armas e a até a tentativa de homicídio.
Para a diretora de Mulheres da OAB/DF, Nildete Santana de Oliveira, que fez a apresentação do violentômetro, a ação é um progresso na proteção às mulheres do Região Federalista.
“O Violentômetro Jurídico nasce para dar nome ao que muitas mulheres ainda não conseguem identificar porquê violência. Ele mostra, de forma clara e didática, que a agressão não começa no tapa. Ela já começa na humilhação, no controle, na pataratice. Ao reconhecer esses primeiros sinais, a mulher pode buscar ajuda antes que a situação se agrave. É um instrumento de prevenção e, sobretudo, de empoderamento”, disse Nildete.
Durante o seminário, a OAB-DF foi certificada com o selo “Nós Por Elas”, entregue pelo instituto de mesmo nome. A certificação reconhece a seccional porquê uma organização comprometida com a construção de ambientes mais seguros, inclusivos e igualitários para as mulheres, sobretudo, para aquelas em situação de violência doméstica e familiar.
Feminicídios no Brasil e no DF
O Brasil registrou, em 2025, 1.571 vítimas de feminicídio, o maior número da série histórica iniciada em 2015. No Região Federalista, foram 29 casos.
A representante do Ministério Público do Região Federalista e Territórios (MPDFT) Cláudia Braga Núñez avaliou que os números elevados no província decorrem de um protocolo da Polícia Social, que investiga todos os homicídios contra mulheres sob a perspectiva de gênero.
“Enquanto a média vernáculo de classificação porquê feminicídio gira em torno de 40%, cá, esse índice chega a 60%. Isso demonstra que nossas instituições estão atentas e que temos menos subnotificação, o que evidencia uma atuação institucional integrada e eficiente”, pontuou a promotora de Justiça.
20 anos de Lei Maria da Penha
A presidente da Percentagem de Combate à Violência Doméstica e Familiar da OAB/DF, Isabelle Duarte, destacou que, duas décadas depois da Lei Maria da Penha, é preciso debater as inovações da legislação e proceder para que o texto lítico represente proteção de veste.
“A Lei Maria da Penha é reconhecida por ser uma das melhores leis do mundo. Mas, percebemos que há, ainda, um número muito significativo de casos [de violência contra mulheres], mesmo 20 anos depois da sua promulgação”, admite a advogada.
Isabelle Duarte defende a ensino da população porquê a melhor forma de mourejar com o tema.
“Há um problema estrutural, o machismo estrutural, o patriarcado, que infelizmente ainda oprimem muito as mulheres”, constata.
A advogada aponta que a ensino também serve para que as mulheres conheçam seus direitos e, sobretudo, identifiquem quando são vítimas de agressões”.
A liderança destacou o fortalecimento do atendimento por meio das Delegacias Especiais de Atendimento à Mulher (DEAMs), das Patrulhas Maria da Penha e de equipes multidisciplinares (psicólogos e assistentes sociais), além do suporte da Morada da Mulher Brasileira e do trabalho conjunto da OAB com essas instituições.
Onde buscar ajuda
Mulheres em situação de violência e pessoas que desejam apoiá-las podem buscar orientação na Meão de Atendimento à Mulher – o Ligue 180. A medial fornece informações sobre os direitos das mulheres e indica os serviços de suporte mais próximos, porquê delegacias especializadas, centros de referência, defensorias públicas e unidades de saúde. Também recebe e encaminha denúncias aos órgãos competentes.
A mulher pode procurar qualquer delegacia de polícia para registrar a ocorrência e solicitar medidas protetivas de urgência.
Em casos de emergências e ocorrências imediatas, o telefone 190 da Polícia Militar do Região Federalista.
Já a Sentinela Maria da Penha é um serviço realizado pelas polícias militares em diversos estados e municípios para escoltar mulheres que possuem medidas protetivas de urgência. As equipes da Sentinela Maria da Penha podem realizar visitas periódicas, orientar as mulheres e revistar o cumprimento das determinações judiciais.
Atualmente, o Brasil conta com 13 Casas da Mulher Brasileira, que reúnem, em um mesmo espaço, diferentes serviços especializados de atendimento às mulheres em situação de violência. A integração dos serviços procura evitar que a mulher precise percorrer diferentes locais para receber atendimento e proteção.
O Ministério das Mulheres contabiliza outras 38 Casas da Mulher Brasileira em diferentes etapas de obras e de contratação pelos gestores estaduais e municipais.








