San Francisco
|Financial Times
A OpenAI não abrirá seu capital até que possa “tomar decisões seguras com crédito”, segundo o CEO Sam Altman. A enunciação surge em meio ao início de um novo processo judicial por suas ferramentas terem invadido o sistema de terceiros.
Altman afirmou que seria “ruim para o mundo se a OpenAI demorasse demais para terebrar seu capital”, mas que a startup não iria “seguir a todo vapor rumo a um IPO” em um momento no qual as capacidades da perceptibilidade sintético evoluem rapidamente.
“Vamos priorizar a missão e a segurança, garantindo que possamos seguir com muita crédito para a próxima lanço da IA sem que as pessoas fiquem debatendo qual é a verosimilhança percentual de fazermos todas essas coisas ruins no mundo”, disse Altman a jornalistas nesta terça-feira (29), durante a conferência anual da empresa para desenvolvedores.
Discurso de Sam Altman, CEO da OpenAI, durante a conferência anual da empresa voltada para desenvolvedores
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Heather Diehl/Getty Images via AFP
A conferência ocorre em meio ao intenso escrutínio sobre as práticas de segurança e o desempenho da OpenAI, posteriormente uma série de invasões de grande repercussão, e à poderoso concorrência de Anthropic, Meta e outras empresas.
Alertas de pesquisadores de IA, entre eles funcionários da Anthropic, de que há 10% de chance de uma IA fora de controle exterminar a humanidade na próxima dezena provocaram um clamor mundial em torno dos riscos da tecnologia.
Enquanto isso, a OpenAI enfrenta preocupações relacionadas ao mau comportamento de seus agentes durante testes e exercícios de treinamento, incluindo invasões à startup Hugging Face e a sites governamentais.
O laboratório de IA admitiu que levou semanas ou meses para detectar esses incidentes em seus sistemas e que dezenas de sites e organizações podem estar envolvidos.
Grupos de manifestantes acampados do lado de fora da conferência da empresa para desenvolvedores, nesta terça, exibiam cartazes pedindo que a OpenAI “coloque as pessoas supra do lucro”.
Também nesta terça, uma organização jurídica sem fins lucrativos chamada Lítico Advocates for Safe Science & Technology (LASST) entrou com uma ação na Califórnia para tentar prometer que a OpenAI adote uma abordagem mais rigorosa no desenvolvimento de IA, incluindo melhores práticas de avaliação, monitoramento e treinamento.
O grupo afirmou que sua ação contra a OpenAI é a primeira desse tipo, enquanto analistas alertam que a startup pode enfrentar uma vaga de reivindicações jurídicas inéditas.
“Considerando o que vemos em termos de progresso e desenvolvimento [da IA], a frequência e a sofisticação dessas invasões só tendem a aumentar”, afirmou Vivian Dong, diretora de programas da LASST.
“Sem incerteza, consideramos necessárias novas regulamentações e leis, mas, ao mesmo tempo, invadir um sistema de terceiros já é proibido, é transgressão… Suspeito que a OpenAI esteja muito consciente dos riscos jurídicos decorrentes das ações de seus agentes”, acrescentou Dong.
Depois de já ter delongado seu IPO para o próximo ano, a OpenAI está negociando com investidores uma novidade rodada privada de financiamento. A empresa procura captar US$ 30 bilhões (R$ 156,1 bi) ou mais, com uma avaliação de muro de US$ 1,4 trilhão (R$ 7,3 tri), segundo pessoas a par do objecto. A meta de US$ 30 bilhões foi noticiada inicialmente pela Bloomberg.
A empresa espera prolongar a melhora de seu desempenho mercantil e enfrentar a prenúncio crescente dos concorrentes com o lançamento de novos assistentes de IA chamados Dots, representados por avatares.
As ações da Meta subiram muro de 18% desde que a empresa lançou seu próprio assistente pessoal de IA, chamado Muse, em 8 de setembro.
Os Dots da OpenAI poderiam ser usados por influenciadores para elaborar publicações em redes sociais ou por cientistas para estimar o lançamento de evidências, afirmou a OpenAI, que pretende aproveitar a enorme oportunidade mercantil de oferecer perceptibilidade pessoal aos clientes.
A receita anualizada da startup cresceu mais de 70% desde julho, quando lançou o GPT-5.6, e agora está em muro de US$ 70 bilhões (R$ 364,2 bi), segundo uma pessoa que conhece as finanças do grupo.
A empresa de US$ 852 bilhões (R$ 4,4 tri) também explora novas formas de monetizar seus modelos de IA existentes e ampliar seu alcance para além dos 1,2 bilhão de consumidores e usuários corporativos que afirma atender atualmente.
A OpenAI também terá de convencer os clientes de que os Dots serão confiáveis o bastante para desempenhar um papel na vida pessoal e profissional dos usuários.
Esse esforço ganhou influência renovada em meio aos apelos da OpenAI para que laboratórios rivais desacelerem o ritmo de desenvolvimento de novos modelos. Na segunda-feira (28), a OpenAI anunciou que cancelaria o lançamento previsto de seu padrão mais recente, citando preocupações com segurança.





