Oscar Schmidt liderou a conquista do Brasil no Pan de

Oscar Schmidt liderou a conquista do Brasil no Pan de 1987 – 18/04/2026 – Esporte

Esporte

Se torcedores e jornalistas esportivos precisavam de um milagre para tutelar a canonização das mãos de Oscar Schmidt, podem ter porquê argumento o que aconteceu em 23 de agosto de 1987, diante de tapume de 16 milénio pessoas, em Indiana, nos Estados Unidos.

Contra todos os prognósticos, o jogador de basquete chamado de Mão Santa conduziu a seleção brasileira para uma façanha mais lembrada do que o bicampeonato mundial de 1959 e 1963.

Inventores desse esporte e invictos em lar, os anfitriões eram hegemônicos e favoritos a mais um título. Porém, o Brasil conseguiu uma improvável viradela na final do torneio masculino dos Jogos Pan-Americanos, em Indianápolis, uma cidade simbólica para o basquete dos EUA.

Oscar, falecido na sexta-feira (17), aos 68 anos, com uma paragem cardiorrespiratória, em Santana de Parnaíba (SP), sempre negou a santidade das suas mãos.

Creditava sua pontaria à exaustiva repetição nos treinamentos. Não queria ser um exemplo pelo talento, e sim pela dedicação, que ele defendia porquê provável para qualquer pessoa.

Sua curso de quase três décadas acumula números impressionantes. A ele é atribuída a segunda maior pontuação de um jogador de basquete, 49.737 pontos. Ao ser ultrapassado pelo planeta americano LeBron James, em 2024, Oscar celebrou o novo recorde porquê uma imposto dos atletas para a evolução da modalidade esportiva.

Em suas cinco participações olímpicas, de 1980 a 1996, o flanco brasiliano colecionou marcas porquê a de maior cestinha da história dos Jogos, com 1.093 pontos. Também é o maior pontuador da seleção verde-amarela, com 7.693 pontos.

Vencedor mundial interclubes pelo clube paulista Sírio, em 1979, ele foi resplandecer na Europa. Brilhou em 11 temporadas na Itália e duas na Espanha.

Em 1984, Oscar recusou invitação do New Jersey Nets, de Novidade York, para atuar na maior vitrine do basquete, a liga profissional dos EUA, a NBA. Caso aceitasse, não poderia mais jogar pela seleção brasileira nas principais competições.

Mesmo assim, o potiguar de Natal não deixou de ser venerado por homenagens americanas. Em segmento, por pretexto do impacto que ele causou naquele miraculoso triunfo no Pan de Indianápolis.

Candidatos à NBA

Mesmo proibido pelas regras olímpicas de escalar atletas profissionais, os EUA dominavam amplamente o basquete masculino nos Jogos. Só não haviam conquistado o título de 1972, em Munique, diante da arquirrival União Soviética.

Eram representados por jovens dos fortes campeonatos universitários. Muitos deles, prestes a entrar na NBA. Uma vez que zero menos que Michael Jordan e Patrick Ewing em 1984.

Nos Jogos Pan-Americanos de 1987, não foi dissemelhante. Todos os 12 convocados jogaram depois na NBA, ainda que brevemente.

Porvir integrante do Dream Team de 1992, o pivô David Robinson, da Ateneu Naval dos EUA, conquistaria o título em 1999 e 2003 com o San Antonio Spurs. Rex Chapman e Danny Manning também se destacariam na liga.

O multipremiado treinador Denny Crum, da Universidade de Louisville, havia ganhado o ouro na Universíade de 1977, na Bulgária.

Em Indianápolis, seu time estava voando. Venceu Panamá, Argentina, México, Venezuela e Uruguai com uma média de 29 pontos de diferença. Na semifinal, exclusivamente 80 a 75 contra Porto Rico.

Já o Brasil bateu o Uruguai por 111 a 79, Porto Rico por 100 a 99 e Ilhas Virgens por 103 a 98. Perdeu para o Canadá por 91 a 88 e ficou em terceiro lugar no Grupo B, detrás de canadenses e porto-riquenhos.

Nas quartas de final, passou pela Venezuela por 131 a 84. Na semifinal, derrotou o México por 137 a 116.

Pavor da humilhação

Um pausa incomum até a final contra os EUA aumentou a sofreguidão. “A gente começou a se sentir mal a cada dia, imaginando que aconteceria o pior. Pensava assim: vamos aproveitar, já conquistamos a medalha de prata, que era nosso objetivo”, relata Ricardo Cardoso Guimarães, o ex-armador Cadum, aos 66 anos.

Uma vez que não vinha sendo convocado desde a Olimpíada de 1984, ele não participou do confronto entre brasileiros e americanos na semifinal do Campeonato Mundial, na Espanha, no ano anterior. Mas foi uma rara novidade na lista do treinador Ary Vidal para o Pan.

Por sua vez, exclusivamente Robinson continuava no time americano. Sua memorandum era de uma vitória tranquila por 96 a 80 contra o Brasil, em 17 de julho de 1986, em Madri.

Ele e os demais comandados pelo técnico Lute Olson foram campeões ao ganharem dos soviéticos por 87 a 85 na decisão. Os brasileiros perderam a medalha de bronze para a Iugoslávia de Drazen Petrovic por 117 a 91.

O próprio Oscar reconheceria posteriormente o temor de uma guião acachapante na partida que encerraria a programação esportiva do Pan e, portanto, atrairia grande atenção.

Outro líder daquela seleção, o ex-ala Marcel, também se angustiava. “A verdade é que eu estava morrendo de temor de tomarmos uma porrada deles, uma guião de 50 pontos. Todo mundo tinha essa sensação”, confessou, em enunciação publicada pela Liga Vernáculo de Basquete (LNB) em 2012.

“A gente só acreditou que podia vencer quando o jogo terminou. Realmente estava com muito temor de passar vergonha, em rede pátrio”, admite Cadum, que esteve nas Olimpíadas de 1980, 1984, 1988 e 1992.

Os primeiros minutos da final confirmaram as previsões. Com muitos erros e uma rápida desvantagem de 6 a 0, o Brasil se mostrou zonzo. “Começou com um passeio para os caras, 14 a 2”, recorda Cadum.

Os detalhes estão marcados na sua memória. “Não tem um dia que a gente não lembre daquele jogo, dos momentos que o antecederam, do pós-jogo, da preparação, do sofrimento para invadir o impossível. É tão vivo, que parece que aconteceu na semana passada, e já são [quase] 40 anos”, diz o ex-atleta.

O primeiro tempo acabou com o placar de 68 a 54. O prejuízo dos visitantes só não foi maior porque, no último segundo, Marcel conseguiu uma cesta de três pontos, quase da metade da quadra.

No início da lanço complementar, os americanos pareciam mais acomodados, administrando a vantagem. Porém, o cenário foi mudando. O Brasil reagiu, com mais intensidade, tentando intimidar os oponentes emocionalmente. Cestas de Oscar deram um exaltação.

“Até hoje, a gente não consegue responder qual foi o gatilho que deu para o time virar”, afirma Cadum.

A seleção americana se desestabilizou. Não mantinha a marcação cerrada que dificultava as tentativas dos dois principais arremessadores brasileiros: Oscar e Marcel.

Aos 29 anos, o camisa 14 passou a justificar o indesejado sobrenome de Mão Santa. Vibrando muito a cada jogada, uma particularidade típica dele, inflamou os brasileiros em quadra e fora dela.

Cadum conta que a pressão passou para o lado opositor. “Eles eram mais novos e sentiram. A gente segurou o time deles. Mesmo na provocação, de desafiar os caras a jogar, e eles não conseguiram jogar. Sentiram o baque, e a gente foi crescendo. Contagiou o banco de reservas, os torcedores brasileiros. Aquela eletricidade”, analisa.

Seleção feminina na arquibancada

Na partida prévio, a seleção de Paula e Hortência havia perdido a final feminina para os EUA por 111 a 87. Portanto, as vice-campeãs estavam na plateia para substanciar a torcida pelos compatriotas na Market Square Redondel, que seria demolida em 2001.

No segundo tempo, Oscar, com 35, e Marcel, com 20, contribuíram para os 66 pontos do Brasil. Seus arremessos de três pontos foram fundamentais. Essa inovação na pontuação havia ocorrido em 1984, e os universitários americanos não estavam acostumados com a intervalo da traço demarcatória.

Nos últimos minutos, mais experientes, os brasileiros controlaram a surpreendente folga no placar, que terminou em 120 a 115. No totalidade, Oscar marcou 46 pontos e terminou porquê cestinha do Pan com 249.

Foi a primeira guião da seleção americana masculina de basquete no seu país. Uma vez que a organização do evento não cogitava zero menos do que a medalha de ouro, não havia providenciado o hino pátrio brasiliano para a cerimônia de premiação, que atrasou.

“Era vitória certa dos EUA. Tiveram que buscar o hino num estádio de futebol relativamente próximo”, explica Cadum.

As comemorações e o pranto ainda são lembrados. O êxtase brasiliano contrastava com a estupefação dos americanos. Em geral, havia a incredulidade de todos.

Conseguir o impossível

A escassez de grandes conquistas esportivas do Brasil naquela quadra ajudou a ressaltar o feito em Indianápolis.

O treinador Ary Vidal e os jogadores ficaram marcados pelo sucesso. “Sim, nos imortalizou. Para sempre será lembrado”, opina Cadum, que tinha porquê colegas Oscar, Marcel, Guerrinha, Israel, Gerson, Rolando, Paulinho Villas Boas, Maury, Sílvio, André e Pipoka.

Ele acredita que o maior legado daquele título foi superar um travanca que parecia intransponível. “Trazer isso para nossa vida, de querer sempre mais, de não estar contente com pouco. A gente carrega isso até hoje”, diz.

É uma desfecho compartilhada por aquela geração. “Vencemos o invencível. Depois daquele dia, passei a confiar que posso fazer qualquer coisa na vida. Não posso mais falar que não dá pra fazer alguma coisa porque dá”, disse Marcel ao site da LNB por ocasião dos 25 anos daquela final.

No natalício de 36 anos da conquista, em 2023, Oscar escreveu em seus perfis de redes sociais: “O dia em que o nosso time esqueceu da existência da termo impossível e só lembrou da termo coragem”. Ele repetia que aquele jogo mudou sua vida.

“Mudou o basquete mundial”, alega Cadum. Não só porque, combinada à logro com a medalha de bronze dos EUA na Olimpíada do ano seguinte, aquela inédita guião fez os americanos pressionarem dirigentes pela permissão a atletas da NBA, o que enfim aconteceria nos Jogos de 1992.

Vários personagens do basquete avaliam que aquela final comprovou a novidade dinâmica do jogo com o vinda da regra dos arremessos de três pontos.

“Abriu a quadra. As defesas não podiam mais permanecer no garrafão, tinham que trespassar. Isso provocou um maior jogo individual, um contra um. E hoje a gente vê na NBA que o jogo um contra um é o que prepondera porque você tem que marcar o lançadura de três pontos”, declarou Marcel ao Orbe Esporte em 2017.

Oriente texto foi originalmente publicado cá.

Folha

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