O Brasil tem murado de 94 milhões de leitores digitais. Consumidores que, nos últimos 12 meses, usaram qualquer dispositivo eletrônico, uma vez que celular, notebook ou aparelho de leitura, para acessar notícias, livros, audiolivros, pdfs, textos informativos, quadrinhos e mangás.
A constatação é de um levantamento que procura traçar o perfil e os hábitos dos leitores, identificando o tipo de teor que consomem, uma vez que o acessam, com que frequência, por quais motivos, uma vez que se inteiram das novidades, entre outras informações relevantes para o aprimoramento de políticas públicas e de estratégias de mercado.
Realizada pela Nielsen BookData, multinacional especializada em pesquisas sobre o mercado editorial, a pesquisa Perfil e Hábito do Leitor Do dedo Brasílico aponta que o universo de leitores digitais é constituído por perfis uma vez que o da técnica de enfermagem e cuidadora Maria das Neves de Araújo Alves, de 60 anos.
Moradora de Valparaíso de Goiás, no Entorno do Província Federalista, e empregada em Brasília, Nevinha passa ao menos três horas diárias dentro de ônibus, se deslocando entre sua morada e o trabalho. Secção do tempo, ela dedica à leitura de romances e livros de ação.
“Prefiro ler no telefone porque ele está sempre comigo e posso ler no ônibus, no posto de saúde, em quase todo lugar”, contou Nevinha à Dependência Brasil.
Nevinha explica que mantém o hábito há pelo menos quatro anos, já tendo perdido a conta de quantos livros e textos leu.
“Termino um livro, primórdio outro. Não sou boa para velar nomes, portanto, não sei referir nenhum, mas sabor de livros com romance e ação que escolho na própria plataforma. Leio o resumo e pego os que acho curiosos. Alguns eu leio até o termo, mesmo não gostando da história. Outros me emocionam, eu pareço viver a trama. Parece que conheci as personagens de verdade”, acrescentou Nevinha.
Ao escolher a plataforma gratuita que utiliza, a leitora levou em conta o vestuário de dispensar downloads – o que a ajuda a forrar dados móveis e espaço de armazenamento no aparelho.
Para a cuidadora, o suporte eletrônico eliminou barreiras práticas, substituindo as publicações em papel.
“O livro se torna mais difícil para mim, porque é mais um peso para eu carregar na bolsa, no ônibus. E eu teria que ou comprá-lo ou ir a uma livraria – e não há nenhuma perto de onde eu moro”, refletiu Nevinha.
Dados
Divulgada nesta quarta-feira (2), a pesquisa da Nielsen BookData aponta que os conteúdos digitais que os entrevistados mais acessaram nos 12 meses que antecederam a pesquisa, feita entre 1º e 11 de junho deste ano, foram notícias e livros digitais, seguidos por artigos em blogs ou sites especializados e audiolivros.
O levantamento também revela uma dinâmica muito específica sobre o consumo cultural no país. Sessenta e quatro por cento dos leitores digitais integram as classes C (46%), D e E (18%). Os que pertencem à classe B são 29%, enquanto os da classe A são 7%.
A partir das 3 milénio entrevistas feitas com pessoas de todas as classes e regiões do país, os pesquisadores concluem que o telefone celular é o principal dispositivo de aproximação aos diferentes formatos de teor do dedo: 72% dos que leem livros eletrônicos ou ouvem audiolivros o fazem por smartphone. O telefone celular também teve a preferência de 85% dos que leram outros tipos de textos que não os livros.
Os leitores digitais brasileiros são predominantemente jovens adultos (18 a 44 anos), com maior presença (56%) feminina. Metade dos leitores digitais se declara branca. Pardos (37%) e pretos (11%) respondem por quase toda a outra metade (48%), enquanto amarelos são 2% e os indígenas 0,2%.
Seis em cada dez (61%) leitores de livros afirmam ter optado pela versão do dedo pela facilidade de aproximação. Outros 48% disseram preferir os aparelhos digitais pela possibilidade de carregar consigo, para qualquer lugar, vários livros em um só dispositivo. O preço mais barato do que o de um título similar em papel foi o terceiro motivo mais citado pelos entrevistados.
Ou por outra, 48,8% contaram ter consumido livros e audiolivros que obtiveram gratuitamente em sites, aplicativos ou links não oficiais, enquanto 46,4% disseram ter recorrido a sites institucionais, uma vez que a plataforma MEC Livros, do Ministério da Instrução, e a obras em domínio público. Quarenta e seis por cento dos entrevistados sinalizaram que nem sempre sabem se um livro do dedo gratuito é lícito ou autorizado. E 43% dos entrevistados afirmaram que leem “muito mais”, graças às oportunidades digitais
Plataformas digitais uma vez que aliadas
Para Rodrigo Meinberg, executivo-chefe da plataforma do dedo de leitura Skeelo, que ajudou a viabilizar a pesquisa, as telas, longe de concorrerem com os livros físicos, tornaram-se uma importante aliada na formação de leitores, proporcionando superar desafios históricos da divulgação à distribuição.
“Talvez nunca antes na História tantas pessoas tenham falado sobre livros uma vez que agora, com as redes sociais, que são fontes geradoras de invenção de novos autores”, comentou Meinberg.
O executivo pondera que as pesquisas de mercado até portanto feitas no Brasil e no mundo não captavam fielmente os impactos das mudanças tecnológicas para o mercado editorial.
“Hoje, o livro está presente [nos telefones celulares de] quase todos os brasileiros”, acrescentou o executivo. Ele destaca o vestuário de as principais operadoras de telefonia celular terem parcerias comerciais com aplicativos e ecossistemas de leitura do dedo, chegando a disponibilizar uma gama de livros gratuitos para seus clientes.
“Segundo o IBGE, em 2018, exclusivamente 18% dos [5.570] municípios brasileiros possuíam uma livraria. O que restringe o aproximação da população a novos livros, à cultura, informação e desenvolvimento social. Já a rede traste [de telefonia] chega onde as livrarias não chegam. Ou seja, estamos diante de uma grande oportunidade”, disse Meinberg.
De entendimento com o executivo, a pesquisa mostra que só nos últimos 12 meses, 47 milhões de brasileiros tiveram contato e leram um livro do dedo ou um pdf ou ouviram um audiolivro.
Rompimento de barreiras
Para o presidente do Instituto para a Democratização da Leitura Do dedo, Rafael Lunes, a tecnologia tornou-se “o meio por onde a cultura e a ensino finalmente romperam as barreiras da exclusão física”.
“O cenário da leitura em um país continental, gigantesco, uma vez que o Brasil, apresenta um paradoxo persistente: avançamos significativamente na alfabetização, mas temos ainda milhares de municípios brasileiros sem uma única livraria ou livraria operacional. Ensinamos a ler, mas há uma flagrante escassez de oferta de leitura”, comentou Lunes.
Para Lunes, o país ainda enfrenta o duelo de superar “a alfabetização funcional” e passar a formar “leitores habituais”, promovendo o aproximação a “bons livros”.
“A tecnologia nos permite transformar as telas digitais de inimigas em aliadas deste processo”, concluiu Lunes, elogiando a plataforma MEC Livros por, em menos de seis meses, ter superado as marcas de 1,1 milhão usuários e de mais 750 milénio downloads, ajudando a “derrubar o estigma de que o brasílio não gosta de ler” e servindo de “exemplo prático de uma vez que a tecnologia pode oferecer aproximação aos livros.







