Pesquisa quer descobrir de onde vêm tartarugas que vivem em

Pesquisa quer descobrir de onde vêm tartarugas que vivem em Arraial

Brasil

Em uma tarde de mar sossegado e firmamento crédulo, mergulhadores em um caiaque entram no mar da Praia do Pontal, que faz segmento da Suplente Extrativista Marinha do Arraial do Cabo, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro.

Quando chegam a respeito de 200 metros da tira de areia, um deles mergulha e, em questão de minutos, volta para a pequena embarcação com uma tartaruga marinha. Logo em seguida, outra é capturada da mesma forma.

A atividade, acompanhada por pescadores e banhistas mais curiosos, não tem zero de predatória. Pelo contrário: é um monitoramento da saúde desses animais e faz segmento do Projeto Costão Rochoso, da organização não governamental (ONG) Instauração Educacional Ciência e Desenvolvimento. A iniciativa procura evidências científicas para preservação e recuperação dos costões, dimensão de transição entre o mar e o continente.

 


Arraial do Cabo (RJ), 14/04/2026 – Pesquisadores do Projeto Costão Rochoso fazem captura de tartaruga-verde (Chelonia mydas) para monitoramento da espécie com triagem e exames na Praia do Pontal, na Reserva Extrativista (RESEX) Marinha do Arraial do Cabo. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Arraial do Cabo (RJ), 14/04/2026 – Pesquisadores do Projeto Costão Rochoso fazem captura de tartaruga-verde (Chelonia mydas) para monitoramento da espécie com triagem e exames na Praia do Pontal, na Reserva Extrativista (RESEX) Marinha do Arraial do Cabo. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Pesquisadores do Projeto Costão Rochoso fazem tomada de tartaruga-verde para monitoramento da espécie na Praia do Pontal, na Suplente Extrativista Marinha do Arraial do Cabo – Foto: Fernando Frazão/Dependência Brasil

O projeto conta com parceria da Petrobras e colocou em prática um duelo: deslindar de onde vêm as tartarugas que habitam em Arraial do Cabo, litoral do país com maior quantidade de tartarugas-verdes em dimensão de sustento.

Uma das fundadoras do projeto, a bióloga Juliana Fonseca conta que em Arraial são encontradas todas as cinco espécies de tartarugas marinhas que ocorrem no Brasil.

Bateria de exames

Depois de capturadas pelos mergulhadores, elas são levadas para a tira de areia. “A gente faz uma bateria de exames, que consiste em tarar, medir e coleta de tecido. É porquê se a gente estivesse fazendo uma biópsia para entender a origem dela”, detalha Juliana à Dependência Brasil.

“Apesar de ter muitas tartarugas cá em Arraial, é a dimensão com maior densidade de tartarugas-verdes do Brasil, a gente não sabe onde elas nasceram. Logo é isso que a gente está tentando entender agora”, completa.

 


Arraial do Cabo (RJ), 14/04/2026 – Pesquisadores do Projeto Costão Rochoso fazem captura de tartaruga-verde (Chelonia mydas) para monitoramento da espécie com triagem e exames na Praia do Pontal, na Reserva Extrativista (RESEX) Marinha do Arraial do Cabo. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Arraial do Cabo (RJ), 14/04/2026 – Pesquisadores do Projeto Costão Rochoso fazem captura de tartaruga-verde (Chelonia mydas) para monitoramento da espécie com triagem e exames na Praia do Pontal, na Reserva Extrativista (RESEX) Marinha do Arraial do Cabo. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Pesquisadores do Projeto Costão Rochoso fazem triagem e exames de uma tartaruga-verde na Praia do Pontal, na Suplente Extrativista Marinha do Arraial do Cabo – Foto: Fernando Frazão/Dependência Brasil

“Quando identificamos essa origem, conseguimos entender quais estoques populacionais dependem dessa dimensão. Ao identificar de onde vêm essas tartarugas, passamos a compreender melhor a conexão entre áreas de desova e áreas de sustento”, justifica a bióloga.

Segundo Juliana, essas tartarugas, que têm expectativa de vida em torno de 75 anos, passam aproximadamente dez deles nas águas de Arraial do Cabo. Algumas chegam a permanecer por até 25 anos e só depois retornam à região onde nasceram para se reproduzir.

A bióloga detalha que elas costumam chegar pequenas e se desenvolvem no litoral fluminense.

“São juvenis, recém-chegadas na costa. Depois que elas nascem, têm uma período oceânica que dura, pelo menos, cinco anos. Logo, com muro de 25 centímetros, voltam para a costa. Em Arraial do Cabo, elas crescem e se desenvolvem muito muito, ou seja, engordam cá com a oferta de provisões”, descreve.

 


Arraial do Cabo (RJ), 14/04/2026 – A bióloga Juliana Fonseca, pesquisadora do Projeto Costão Rochoso, faz monitoramento de tartaruga-verde (Chelonia mydas) com triagem e exames na Praia do Pontal, na Reserva Extrativista (RESEX) Marinha do Arraial do Cabo. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Arraial do Cabo (RJ), 14/04/2026 – A bióloga Juliana Fonseca, pesquisadora do Projeto Costão Rochoso, faz monitoramento de tartaruga-verde (Chelonia mydas) com triagem e exames na Praia do Pontal, na Reserva Extrativista (RESEX) Marinha do Arraial do Cabo. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A bióloga Juliana Fonseca faz monitoramento de uma tartaruga-verde na Praia do Pontal, na Suplente Extrativista Marinha do Arraial do Cabo – Foto: Fernando Frazão/Dependência Brasil

Identificação e DNA

O projeto monitora a saúde das espécies tartaruga-verde e tartaruga-pente em três praias de Arraial do Cabo ─ Praia dos Anjos, Praia Grande e Praia do Pontal ─ e na Ilhéu de Cabo Insensível, todas na suplente marinha. Assim porquê casco, nadadeiras e rabo, até as unhas são medidas.

“É um monitoramento para entender porquê a saúde das tartarugas marinhas está”, diz Juliana.

Os pesquisadores também utilizam fotografias e softwares de computador para identificar os indivíduos.

“A foto de identificação é basicamente olhar para a cabeça da tartaruga. Ela tem placas na cabeça dela com formatos e tamanhos diferentes para cada quidam, basicamente porquê a nossa sensação do dedo”, explica.

Desde 2018 já foram catalogados muro de 500 indivíduos. Desses, 80 passaram por coleta de DNA, que ajudará a deslindar de onde vieram. As análises são feitas por meio de uma parceria com a Universidade Federalista Fluminense (UFF) e devem ter resposta dentro de seis meses.

Aproximação humana

Outra pesquisa desenvolvida pelo Projeto Costão Rochoso é identificar a intervalo que essas tartarugas conseguem admitir de aproximação humana.

“As tartarugas são muito carismáticas, todo mundo quer observar. Por conta disso, infelizmente, a gente tem muitos relatos de assédio, de tomada, de pegar a tartaruga e tirar de dentro da chuva, isso é um estresse muito grande para esses animais”, constata a mergulhadora.

 


Arraial do Cabo (RJ), 14/04/2026 – Pesquisadores do Projeto Costão Rochoso fazem captura de tartaruga-verde (Chelonia mydas) para monitoramento da espécie com triagem e exames na Praia do Pontal, na Reserva Extrativista (RESEX) Marinha do Arraial do Cabo. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Arraial do Cabo (RJ), 14/04/2026 – Pesquisadores do Projeto Costão Rochoso fazem captura de tartaruga-verde (Chelonia mydas) para monitoramento da espécie com triagem e exames na Praia do Pontal, na Reserva Extrativista (RESEX) Marinha do Arraial do Cabo. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Pesquisadores do Projeto Costão Rochoso fazem tomada de tartaruga-verde para monitoramento da espécie, na Suplente Extrativista Marinha do Arraial do Cabo – Foto: Fernando Frazão/Dependência Brasil

“O que a gente faz é uma aproximação simulada, a gente vai se aproximando e vendo quando ela muda de comportamento. A gente vai ter uma média da intervalo mínima que essas tartarugas conseguem suportar”, conta sobre a metodologia.

Segundo ela, com base nessas informações, será elaborada uma silabário de boas práticas de reparo de tartarugas marinhas para ser usada no turismo não somente em Arraial, mas em outras regiões do Brasil e do mundo.

Durante a atividade de pesagem e mensuração e coleta de tecido, é geral a aproximação curiosa de banhistas, alguns deles crianças. “Está doente?”, pergunta um dos turistas.

Integrantes do projeto esclarecem à população o objetivo preservatório da atividade. No calçadão da praia, a poucos metros do cercadinho onde acontecem os procedimentos, uma placa sinaliza de forma clara: “Proibido tocar nos animais marinhos”.

 


Arraial do Cabo (RJ), 14/04/2026 – Placas indicativas na Praia do Pontal, na Reserva Extrativista (RESEX) Marinha do Arraial do Cabo. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Arraial do Cabo (RJ), 14/04/2026 – Placas indicativas na Praia do Pontal, na Reserva Extrativista (RESEX) Marinha do Arraial do Cabo. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Placa indicativa da proibição de tocar nos animais marinhos, na Praia do Pontal, na Suplente Extrativista Marinha do Arraial do Cabo – Foto: Fernando Frazão/Dependência Brasil

A bióloga e pesquisadora Isabella Ferreira conta que, para realizar a tomada das tartarugas, é preciso ter formação em curso de áreas porquê veterinária, biologia ou oceanografia.

Aliás, são necessárias autorizações do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), ligado ao Ministério do Meio Envolvente e Mudança do Clima, e do Projeto Tamar, criado em 1980 e reconhecido internacionalmente porquê uma das mais bem-sucedidas experiências de conservação marinha.

“Nós pedimos autorização para tudo que a gente faz cá, da tomada, marcação, foto. Todas as vezes que a gente vem para cá, a gente notifica os guardas ambientais e mostra a nossa autorização”, relata.

*Repórter e fotógrafo viajaram a invitação da Petrobras, parceira do Projeto Costão Rochoso.



Fonte EBC

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