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Phantom Blade Zero é bom RPG baseado em filmes de
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Phantom Blade Zero é bom RPG baseado em filmes de kung fu – 27/10/2026 – Ilustrada

A indústria de games da China passa por uma transformação. A exemplo de outros produtos de subida complicação exportados pelo país, porquê carros elétricos e microchips, jogos chineses aos poucos deixam de carregar o estigma de imitações pouco originais de versões superiores fabricadas nos Estados Unidos, no Japão ou na Europa. Em muitos casos, competem no mesmo patamar com grandes lançamentos de estúdios consolidados.

O primeiro jogo do chamado escalão “AAA” —isto é, com cumeeira orçamento e qualidade técnica— da China a compreender notabilidade mundial e colecionar críticas favoráveis foi “Black Myth: Wukong”, lançado há dois anos e que já tem sequência confirmada.

Agora, o estúdio S-Game, que nunca lançou um jogo desse porte antes, espera que “Phantom Blade Zero” se junte a Wukong porquê outro exemplo de um jogo chinês não exclusivamente competente tecnicamente, mas cativante o bastante para disputar com americanos e japoneses.

A S-Game e seu diretor, Qiwei “Soulframe” Liang, foram bem-sucedidos na empreitada. “Phantom Blade” é um RPG nos moldes clássicos do “soulslike” que faz muito tudo o que define esse gênero —é bastante reptador, tem chefes que exigem várias tentativas antes de serem superados, possui progressão relativamente linear e checkpoints fixos.

Ao mesmo tempo, traz inovações que casam muito muito com a ambientação do jogo, fortemente insipirada no cinema de kung fu da China e de Hong Kong. Nele, o jogador controla Soul, um guerreiro que vive no Wulin —um termo que significa, literalmente, “floresta marcial” e representa o imaginário submundo escondido das artes marciais, dos espadachins e dos herois clássicos da literatura chinesa.

O Wulin está sob ataque. Uma doença misteriosa transforma pessoas em fantoches, e Soul, indiciado de um violação terrível que aparenta não ter cometido e gravemente ferido no início do jogo, tem exclusivamente 66 dias de vida para se vingar.

A história é, de indumentária, um pouco genérica e não muito cativante, e a dublagem —considerando a versão em chinês— não é principalmente inspirada. Com muro de 20 horas de jogo, é difícil estar particularmente interessado em desvendar se Soul, de indumentária, encontrará a vingança que procura e que término levarão os personagens secundários da trama.

Felizmente, “Phantom Blade” não é um filme. A história serve exclusivamente de tecido de fundo para o combate, que realmente faz o jogo lucilar supra de outros “soulslikes” muito menos interessantes publicados aos montes todos os anos. As animações, tanto de Soul quanto de inimigos, são variadas o bastante para gerar a submersão de que se está dentro de um clássico de kung fu.

Em peculiar, Soul tem ataques e reações específicas a determinados chefes. Contra um deles, um espadachim bêbado no melhor estilo de Jackie Chan em “O Reino Proibido”, o protagonista pode segurar a gládio do inimigo com os pés, dançar ao volta dele e, depois de derrotá-lo, comprar sua arma —e sua garrafa de álcool, com uma divertida mecânica na qual, quanto mais bebe, mais potente e menos traste fica.

No universal, para o combate, o jogo toma porquê inspiração o clássico “Sekiro: Shadows Die Twice”, da japonesa FromSoftware, e enfatiza um conjunto de desvios, bloqueios e aparos que o jogador precisa utilizar até desgastar a barra de guarda do oponente e, enfim, causar-lhe dano.

A diferença é que, enquanto em “Sekiro”, basta quebrar a guarda uma vez, “Phantom Blade” exige que o jogador o faça várias vezes para derrotar um director. Por outro lado, inimigos comuns não voltam à vida uma vez derrotados, ao contrário do que ocorre em vários jogos parecidos, e chefes com mais de uma tempo não retornam à primeira se Soul for derrotado.

Outra inovação é o sistema de armas. O jogo incentiva o jogador a combiná-las o sumo verosímil: ao restringir um botão, Soul troca de arma, recupera guarda e ataca ao mesmo tempo, uma mecânica que se torna principal em lutas mais difíceis. As armas são bastante variadas entre si, e a facilidade de resetar seu nível significa que é preciso sempre repensar sua estratégia ao longo do jogo, deixando-o mais interessante.

Outros aspectos do jogo que merecem elogios são a trilha sonora, que mistura instrumentos tradicionais chineses com música eletrônica para gerar uma ambientação surpreendentemente imersiva, e os gráficos lindíssimos da China ficítica em que vive Soul.

Saindo por muro de R$ 230, inferior do preço de outros jogos “AAA”, “Phantom Blade Zero” pode ser uma boa opção para o jogador em procura de um jogo de ação recreativo, original e que se destaca da maioria dos “soulslikes” no mercado.

O jornalista recebeu uma traslado do jogo para teste.

Folha

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