Relembre frases de Oscar Schmidt 17/04/2026 Esporte

Relembre frases de Oscar Schmidt – 17/04/2026 – Esporte

Esporte

O ex-jogador de basquete Oscar Schmidt morreu nesta sexta-feira (17), aos 68 anos, em São Paulo. Possuidor de uma das mais marcantes carreiras do esporte brasílio, ele se notabilizou pela precisão nos arremesos, títulos e, também, frases.

Relembre frases de Oscar Schmidt

“Toda globo que eu chuto, é porquê se eu ordenasse para ela ir dentro da cesta. Cada globo eu tenho crédito que vai lá dentro” (Folha, 1987)

“Eu sou um rosto muito emotivo, coloco o coração em tudo. Naquele dia em que vencemos os Estados Unidos no Pan-Americano de 87, não consegui me sustar. Deitei na quadra e chorei, enrolado na rede da cesta” (Jornal do Brasil, 1992)

“Minha paixão é o basquete e passei minha vida toda jogando. Não tenho frustração. Não tem preço que pague 15 anos de seleção brasileira, porquê ídolo” (Folha, 1994)

“Só sei fazer duas coisas na vida: jogar basquete e ser pai. Sonhei a vida inteira em jogar para viver e vivo para jogar. Quando penso em parar, fico angustiado demais” (O Mundo, 1995)

“O basquete é tão bonito que só pode estar detrás do futebol, insuperável” (O Mundo, 1995)

“Não existe mão santa. Minha mão foi treinada. Sempre foram mais 500 arremessos ou mais por dia” (Folha, 1995)

“O único pedido que faço aos mais jovens é que eles sintam o mesmo orgulho que eu senti jogando pela seleção. Muitas vezes, somos criticados injustamente por quem zero entende de basquete. Cá, a gente deixa de lucrar verba, arrisca nossa pele para proteger nosso país com o coração. Mas vale a pena. Zero é melhor do que vencer com a camisa do Brasil.” (O Mundo, 1996)

“Sou um desportista de cimo nível e, ainda assim, é enorme a dificuldade para conseguir um patrocinador para o meu time. Se é difícil para mim, dá para imaginar os obstáculos enfrentados por quem faz ciclismo, boxe ou polo aquático” (Veja, 1998)

“Esporte e religião são as duas coisas mais fortes para tirar as crianças do lado ruim da vida. Criam objetivo, fé, sonho. Quem não tem sonho descamba para o mau caminho” (Veja, 1998)

“Treinei para ser o melhor jogador de basquete do mundo, ninguém treinou mais do que eu. No início, completava os coletivos com milénio arremessos por dia, na solidão dos ginásios. Não foi por falta de dedicação que não consegui ser o melhor do mundo” (Veja, 1998)

“Entro em quadra para jogar no meu limite. Se erro a primeira globo, a segunda, não fico achando que não é meu dia. Penso que na próxima vou concertar. E acerto” (Jornal do Brasil, 1999)

“Acho normal o futebol ter mais espaço na mídia. Mas fico orgulhoso de ser ídolo do esporte no país do futebol” (Jornal do Brasil, 1999)

“Em 11 anos que atuei na Itália, recebi 13 faltas técnicas. Cá [no Brasil], levo uma em quase toda partida. Infelizmente, sou mais respeitado lá fora” (Folha, 2000)

“É difícil manifestar adeus. Gostaria de voltar tudo, reencetar, mas sei que não é verosímil. Mudar a rotina vai ser difícil. Hoje, posso manifestar que não estou pronto para deixar de jogar” (Quotidiano de SP, 2003)

“Vocês viram e vão ver muitos jogadores melhores do que eu, mas não vão ver um que tenha treinado mais e que tenha tanta obstinação pelo basquete. Treinei para ser o melhor e não consegui. Mesmo assim, tive muito mais do que imaginei” (Quotidiano de SP, 2003)

“Vou morrer pensando nas emoções que eu vivi com meus companheiros da medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Indianápolis, do Mackenzie e do Flamengo, e da minha despedida da seleção brasileira nos Jogos Olímpicos de Atlanta, em 1996, e de jogar ao lado do meu rebento” (Quotidiano de SP, 2003)

“Eu sempre comentava em lar e com os amigos que achava que já poderia morrer, porque tenho a sensação de missão cumprida. Logo, quando eu soube do tumor, não fiquei nervoso com a possibilidade da morte. Só me preocupava porquê a minha mulher e meu rebento estavam se sentindo naquele momento” (IstoÉ, 2011)

“A vida é curta e tem de ser muito vivida com a família e os amigos. Já me sinto mais descansado do que antes. Estou muito mais complacente com a minha esposa. Eu sabia que era admirado pelas pessoas, mas com esse incidente descobri o quanto eu sou querido” (IstoÉ, 2011)

“A política, de roupa, não era a minha vida. Tudo me incomodava. Eu queria fazer um pouco, mas tinha de passar por licitação antes. Aí, vai demorando, demorando”¦ e perde-se até a vontade de fazer. Quando fui candidato ao Senado, foi pior. Ganhei inimigos e ainda hoje recebo e-mails com críticas. Minha mulher torceu contra a minha candidatura e ainda muito que eu perdi. Prefiro permanecer assim, de calça de agasalho, chinelo e meia. Minha curso política durou um ano e meio.” (IstoÉ, 2011)

“Eu sempre fui nervoso, com meus filhos, a esposa. Discutia por desculpa, sei lá, de uma janela ocasião ou não, sem motivo qualquer, uma perda de tempo. Fui desportista, nunca bebi, nunca me droguei ou fiz extravagância e tive um tumor no cérebro. Essa destemperança não vale a pena.” (IstoÉ, 2011)

“Eu tive uma vida linda, consegui praticamente tudo que eu quis, cheguei infinitamente mais longe do que um dia eu sonhei chegar. Se a natureza me colocou esse problema, eu tenho que ser capaz de superá-lo. E já estou superando. Se tiver de perfurar a minha cabeça dez vezes, vou perfurar” (IstoÉ, 2013)

“Eles [família] estão muito abalados, sabem que eu vou embora antes e isso é muito difícil. Basta tocar no matéria que começam a chorar, eu que tenho que consolá-los. Sei que eles estão passando por maus bocados, mas vão superar. Vamos superar mais esse duelo” (IstoÉ, 2013)

“Esse tumor pegou o rosto falso. Vocês vão ver em 15 anos” (Folha, 2013)

“Simples que tenho [medo de morrer]. Mas qual o problema nisso? Vou me combalir? Minha vida foi muito formosa e extraordinária. Maior do que pensei que poderia ser. Simples, se isso ocorrer vai ser uma tristeza enorme, principalmente por deixar minha família. Mas esse dia vai demorar a chegar. Não pense em besteira, zero de morte, não, porque esse tumorzinho pegou o rosto falso. Vejo o cancro porquê mais um degrau. Sei que tenho uma doença grave que estou tratando porquê se fosse a coisa mais difícil que já apareceu na minha vida. Vou fazer tudo o que estiver ao meu alcance para me sanar. Susto da doença eu não tenho. Arranquei fora, estou tratando. O que mais posso fazer?” (Veja, 2013)

“Mão Santa é o caramba! É Mão Treinada! Acho que ninguém treinou tanto quanto eu treinei. Você nunca pode encontrar que foi o suficiente. Se parar, o negócio regride. Além dos dois treinos por dia, dava mais de milénio arremessos, sem folga nem nos fins de semana. Só saía da quadra depois de concertar 20 cestas seguidas. No totalidade, acho que dava umas oito horas diárias de treino. Meus números e minha taxa de acerto foram fruto disso” (Veja, 2013)

“O vôlei ser o segundo esporte do Brasil é uma vergonha. É o único país do mundo assim. Uma modalidade em que se joga oito meses do ano com a seleção. Todo ano tem Liga Mundial. É muito campeonato. Brasiliano adora ver a seleção lucrar, por isso o vôlei foi crescendo. Mas tiraram, desse jeito, um monte de jogadores do basquete, atletas altíssimos, com porvir, que foram para o vôlei” (Veja, 2013)

“Na minha opinião, o Pan de 1987 foi a conquista mais importante do basquete brasílio. De 1985 a 1988, tivemos a melhor tempo da minha geração. Ninguém acreditava na gente nem mesmo o nosso time. Tínhamos um pânico enorme de perder de mais de 50 pontos dos americanos. Pensávamos: ‘Porquê é que nós vamos lucrar dos caras na lar deles?’. Ficamos três meses concentrados, fazendo amistosos contra outras equipes americanas antes da competição. Foi por isso que ganhamos, pois o treinamento é a secção mais decisiva do esporte. Todo 23 de agosto, dia da final, eu me lembro do Pan. Lucrar o Mundial Interclubes pelo Sírio foi bom, jogar uma partida profissional com meu rebento, também, mas zero se iguala àquela vitória” (Veja, 2013)

“Passei a frequentar um meio [espírita] em Campinas todas as segundas-feiras, onde recebo energizações e tomo líquidos à base de ervas. Sou católico, nunca havia pisado em um meio, mas sempre fui simpático a esse tipo de fé. É tudo de Deus, não é mesmo?” (Veja, 2013)

“Eu temi pela minha vida, mas com o coração cândido, porque minha vida foi linda. Quem não gostaria de ter minha vida? Disputando esporte, defendendo o Brasil. É uma coisa maravilhosa. Temi, mas temi tranquilo.” (Globoesporte.com, 2014)

“Se eu fosse presidente não deixaria o Brasil ir ao Mundial, ficaria em lar para ver na músculos o que é permanecer de fora.” (Folha, 2016, sobre o Brasil remunerar para ter vaga no torneio)

“Eu estou vivendo, e muito muito. Não é um tumorzinho que vai me derrubar.” (Folha, 2016)

Folha

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