No término de julho, grandes murais publicitários foram instalados em espaços nobres e de subida circulação no núcleo de Milão com a foto de Ronaldinho Gaúcho. Ele vestia o novo uniforme do Ravenna Football Club, time da cidade de Ravena, que fica a 300 km de intervalo, à extremidade do mar Adriático. A camiseta branca, com bordados dourados e a marca R10 na frente, o nome do jogador com o número 10 detrás, esgotou-se em poucos dias.
Segundo a prelo italiana, que fala em “febre Dinho”, em referência ao sobrenome dele no país, foram vendidas online 2.000 peças nas primeiras 48 horas. No site, o próximo lote tem entrega prometida para o término de outubro. Cada uma custa 129 euros (R$ 778), tapume de 20 euros a menos do que uma solene do Milan, time em que o brasílio jogou de 2008 a 2010.
A diferença é que o Milan já venceu o Campeonato Italiano 19 vezes, enquanto o Ravenna nunca nem passou da segunda ramificação em mais de século anos de existência. Nesta temporada, disputa a terceira ramificação, recém-iniciada.
A chegada de Ronaldinho ao clube faz secção de uma campanha que tem a avidez de levar o Ravenna à Serie A nos próximos anos. Aos 46 anos, Ronaldinho foi anunciado com pompa em Miami, nos Estados Unidos, em junho. Em 20 de agosto, foi apresentado com sarau em Ravena.
O brasílio está inscrito na lista de jogadores e poderá entrar em campo em partidas oficiais nesta temporada, mas é incerto se isso vai suceder. Ronaldinho não joga oficialmente desde 2015, quando estava no Fluminense. Na estreia do Ravenna, na segunda-feira (24), contra o Reggiana, ele não apareceu nem no banco de reservas.
“Se eu vou entrar em campo? Não sei, é o técnico que sabe. Estou cá para ajudar meus companheiros e vencer, se provável”, disse o atacante na apresentação. Se marcar um gol, será o de número 300 na curso. “Será ainda mais bonito.”
Especula-se que o jogo ideal para a sua estreia seja o clássico sítio, contra o Forlì, que será disputado em mansão, em 15 de novembro, um domingo.
Além de fazer secção do elenco, Ronaldinho entrou uma vez que sócio do clube, no projeto comandado pelo companheiro Ignazio Cipriani, 38. Secção de uma família italiana ligada desde os anos 1930 ao setor de bares, restaurantes e hospedagem, Cipriani opera nos Estados Unidos uma rede de hotéis de luxo. Nascido em Ravena, o empresário comprou o clube em 2024. Segundo ele, a chegada do atacante não é só uma operação de marketing.
“Essa não é uma simples jogada de frontaria ou de marketing para falarem de nós. Ronaldinho se tornará sócio do Ravenna, esse é um ponto meão da operação”, disse o empresário, antes da apresentação. “Dinho foi o jogador que fez a minha geração se gostar pelo futebol. Tenho certeza de que fará se apaixonarem também os jovens de Ravena e os levará a torcer pelo time da cidade deles.”
Com 156 milénio habitantes, Ravena é um núcleo portuário e turístico que pouco aparece no noticiário pátrio. A chegada de avião de uma notoriedade internacional, que um dia já foi eleito o melhor jogador do mundo, e sua apresentação ocasião aos moradores foram um facto de parar a cidade.
“Tinha um pai do meu lado que tinha a filha nos ombros e, com os braços, erguia o rebento para ver o Ronaldinho no palco. Foi realmente um amplexo geracional, com um excitação em todas as idades. Crianças e idosos –todos queriam ver Ronaldinho”, disse à Folha Matteo Dalla Vite, jornalista da Gazzetta dello Sport que cobriu o evento, escoltado por mais de 3.000 pessoas.
“Os italianos se lembram dele uma vez que um mágico. Fez secção de um Milan que foi um dream team, e ele fazia um espetáculo no espetáculo: no aquecimento antes da partida, brincava com a globo e tentava do meio-campo concertar o travessão. Era coisa de cinema”, recordou.
O objetivo do Ravenna de chegar à primeira ramificação passa pela estratégia de notícia e marketing que envolve Ronaldinho, mas não só. O proprietário Cipriani conta com um parceiro investidor, e o clube procura montar um time competitivo. Em julho, foi anunciada a contratação de outro brasílio, o meia Vinicius Di Stefano, revelado nas categorias de base do São Paulo.
Para Dalla Vite, outro diferencial é o vice-presidente Ariedo Braida, que foi dirigente do Milan entre o término dos anos 1980 e 2013, na era de Silvio Berlusconi uma vez que presidente do clube. Foram quase 30 taças erguidas, sendo cinco da Champions League. “Braida é mítico. Tem um olho incrível para o mercado e para o futebol. Tem 80 anos, mas continua espertíssimo.”
Com avidez, verba, dirigentes experientes e um nome uma vez que Ronaldinho, é provável o Ravenna chegar à Serie A? “Os contos de fada existem. Nem sempre funcionam, mas existem”, respondeu o jornalista.





