Durante boa segmento da primeira dez dos smartphones, cada novidade geração trazia uma mudança fácil de perceber. O primeiro iPhone popularizou a navegação por toque; poucos meses depois vieram as lojas de aplicativos; em seguida, os aparelhos ganharam telas maiores, sensores de sentimento do dedo e câmeras capazes de substituir, para muita gente, as compactas digitais.
Hoje, as mudanças são mais discretas. Processadores ficam um pouco mais rápidos e baterias duram algumas horas a mais. O Galaxy S26 Ultra, lançado no Brasil em fevereiro a partir de R$ 11.499, tenta restabelecer o pretérito com algumas novidades de hardware, o que é positivo, mas também mostra o quanto a indústria está “na seca” e se acostumou a evoluções pequenas.
A principal novidade do aparelho é a chamada tela privativa, um sistema integrado ao próprio display que limita o ângulo de visão lateral quando ativado. Na prática, quem olha de lado vê somente uma extensão escurecida, enquanto o usuário continua enxergando o teor normalmente.
A instrumento atende a uma demanda antiga de quem já usava as “películas privativas”, filtro físico escuro que prejudicava a visibilidade até do possessor do celular.
Em vez disso, a tecnologia direciona a luz dos pixels para que chegue somente no olho de quem estiver logo em frente ao dispositivo. E quando o modo está desligado, a tela volta a operar com clarão e ângulo de visão completos.
O recurso permite inclusive selecionar somente uma extensão da tela para proteção, útil para esconder notificações comprometedoras ou senhas enquanto o restante do teor permanece visível. Há também um “modo de privacidade máxima”, que prejudica um pouco a visibilidade da tela, mas mantém a restrição mesmo em ambientes escuros.
Na câmera, uma função curiosa aparece no estabilizador de vídeo: o bloqueio nivelado. Com a opção ativada, mesmo quando o telefone é girado completamente, inclusive de cabeça para insignificante, o sistema tenta manter a imagem alinhada na mesma orientação.
Em testes feitos pela reportagem, a instrumento conseguiu preservar o enquadramento na maior segmento do tempo, embora com alguns tremores perceptíveis. A limitação é que o recurso não funciona em 4K, ficando restrito a gravações de até 1440p.
Ainda em hardware, o aparelho abandona a estrutura de titânio da geração anterior e retorna ao alumínio, para não aumentar tanto o peso com as novas ferramentas adicionadas.
Na segmento do software, boa segmento das novidades do S26 Ultra está na estrato de perceptibilidade sintético integrada ao sistema One UI 8.5. A atualização da agente Bixby consegue executar tarefas dentro do telefone, porquê furar aplicativos, mudar configurações, usar a calculadora ou solicitar um sege em serviços de transporte.
No entanto, aplicativos porquê WhatsApp ou redes sociais não permitem esse tipo de aproximação, o que impede a assistente de enviar mensagens ou publicar conteúdos em nome do usuário.
Segundo a própria Bixby explica quando questionada, essas plataformas não disponibilizaram APIs (interface de programação de aplicações) que autorizem esse tipo de ação por assistentes virtuais.
A Samsung também ampliou as ferramentas de edição de imagem por perceptibilidade sintético, que permitem inserir elementos ou remover objetos diretamente no celular —o recurso também funciona a partir de comandos escritos. A instrumento consegue remover óculos de uma pessoa e ajustar maquiagem, por exemplo, sem exigir aplicativos externos ou muito esforço.
Nos testes, a Folha constatou que quando a instrumento considera que uma mudança não pode ser feita, ela responde “Não foi provável gerar a edição solicitada. Tente um tanto dissemelhante”. O bloqueio impede manipulações potencialmente problemáticas, e se recusa, por exemplo, a trocar roupas de pessoas em fotos ou fazer duas pessoas aparecerem se beijando em uma imagem.
O filtro, porém, também barra pedidos muito mais simples. Mudar a frase facial de alguém ou pedir transformações mais subjetivas costuma resultar na mesma resposta de erro. O recurso parece funcionar melhor para edições pontuais, porquê inserir desenhos ou objetos fictícios, do que para manipulações mais elaboradas.
A reportagem também testou o carregador ultrarrápido de 60 W, que promete chegar a 75% em somente meia hora. No primeiro carregamento do Galaxy S26 Ultra, a bateria saiu de 0% para 20% em murado de oito minutos, chegando a 60% depois 25 minutos conectado à tomada.
A velocidade diminui a partir dos 75%, para evitar sobrecarga, mas os 100% ainda chegaram em murado de uma hora no totalidade.
A Samsung ainda apresentou junto ao aparelho os novos Galaxy Buds4. Os fones chamam atenção pelo juntura confortável, que permanece fixo mesmo durante movimentações bruscas.
O cancelamento de rumor ativo funciona muito, mas não impressiona tanto quanto o de alguns concorrentes diretos da categoria. Entre as funções curiosas está um sistema que detecta sons muito altos, porquê sirenes, e envia alertas ao usuário.
Uma das propostas da operário é que o fone se conecte maquinalmente ao telefone somente ao furar a case próximo ao aparelho, mas em alguns testes o pareamento precisou ser feito manualmente.
No conjunto, o Galaxy S26 Ultra e seus acessórios entregam o desempenho e os recursos esperados de um celular no topo da risco da Samsung. As (poucas) novas ferramentas são criativas e funcionam muito na maior segmento do tempo, mas não mudam de forma muito relevante o uso cotidiano do aparelho.
