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Show do BTS em SP mostra força coletiva do grupo
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Show do BTS em SP mostra força coletiva do grupo e tem gritos a favor de Lula e contra Flávio

BTS durante show no MorumBIS, em São Paulo
Reprodução/X
Em sua quarta vinda ao Brasil, sem descrever encontros com fãs e shows solo, o septeto sul-coreano BTS lotou o Morumbis, em São Paulo, nesta quarta-feira (28). Foi um show para matar a saudade do grupo em seguida a turnê anterior, de 2019, que passou por cá.
Antes do primícias e nos poucos silêncios durante o show, fãs puxaram coros politizados uma vez que “olê olê olê olá, Lula Lula”, celebrando o presidente, e outros contra Flávio Bolsonaro, candidato derrotado na eleição presidencial que fugiu para os Estados Unidos.
A revelação política dos fãs tem contexto. Nas últimas semanas, seguidores do BTS fizeram segmento de uma mobilização dos fã-clubes no Brasil. Um momento-chave dessa participação ocorreu no domingo seguinte ao primeiro vez das eleições presidenciais, quando o presidente Lula iniciou seu exposição na “Marcha pela Democracia”, em São Paulo, agradecendo a iniciativa dos “fandoms do Brasil”.
O protesto nas ruas, realizado em 11 de outubro, foi o resultado de uma organização intensa nas redes sociais, utilizando estratégias típicas dessas comunidades, uma vez que mutirões e campanhas com hashtags. Representantes de tapume de 600 fã-clubes, incluindo os de grupos do K-pop, se uniram em prol da candidatura de Lula.
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Juntos (mesmo)
Posteriormente o término do serviço militar e a pausa nos projetos próprios, fica nítido que a teoria agora é mostrar o BTS novamente reunido, sem espaço para performances solo de RM, Jin, Suga, J-Hope, Jimin, V e Jung Kook.
Os destaques individuais aparecem em uma apresentação com foco no coletivo. RM, Suga e J-Hope dominam os versos com influência do hip hop. Jin, Jimin, V e Jung Kook conduzem a traço vocal mais melodiosa, com momentos dignos de cantores influenciados por soul music.
Também são responsáveis pelos ad-libs, sons curtos que parecem repentista (às vezes, de traje, são). É um pouco difícil entender toda a dinâmica das versões ao vivo, engolidas pela cantoria em altos decibéis do fandom em faixas uma vez que “Fake Love”, da temporada “Love Yourself”. Zero supera, no entanto, os hits “Butter” e “Dynamite”, mais perto do término. Todas elas vêm em versão com sons gravados e vocais, sem a presença de músicos.
As brincadeiras entre os membros dão charme ao show e são motivo de muitos gritos dos fãs. Qualquer momento de interação que pareça fugir do protocolo é recebido com alvoroço, tamanha é a devoção do ARMY, nome da base de fãs do BTS. Nas músicas mais animadas, é verosímil sentir o estádio tremer.
Em São Paulo, os fãs assistiram aos shows em quatro telões de LED integrados, em vez dos seis usados em outros países. A produtora atribuiu a mudança às limitações logísticas da segmento latino-americana da turnê.
O palco 360 graus e as quatro passarelas incrustadas na plateia compensaram a estrutura mais enxuta. Um ponto negativo é a segmento em que dançarinos se movimentam com panos, coreografia que remete ao desfile das delegações na orifício das Olimpíadas e pouco acrescenta visualmente. Quando retornam com bastões luminosos, o efeito cênico é muito mais embasbacante.
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Som pesado e plateia barulhenta
A plateia chegou cedo e dominou as ruas dos periferia do estádio desde a tarde. A partir das 20h, dominou o estádio com trajes em tons de roxo e acessórios uma vez que light sticks, leques e cartazes, muitos com juras de paixão em coreano.
Ao vivo, o som da orquestra é um pouco mais pesado do que nas gravações originais. O k-pop do BTS tem muito do hip hop americano dos anos 1990 e do EDM, a música eletrônica mercantil com pegada muito anos 2000. O rap com um quê de pop dançante e o refrão cantarolável estão no DNA da maior segmento do repertório. Das novidades, “Body to body” é imbatível, com jeitão de pop rock de estádio.
Uma vez que boy bands ocidentais (Backstreet Boys e One Direction, por exemplo), o BTS alcança seus melhores resultados uma vez que ato pop quando une o talento e o carisma de seus integrantes, com recta a frases em português uma vez que “Vocês encheram levante estádio gigante” e “Cês não tão de reinação”. Quem vai em um show de boyband quer ver coreografias muito sincronizadas, ouvir boas harmonias vocais e se deleitar com frases simpáticas.
Mas diferentemente dos grupos pop estourados nos anos 90, os sete membros não são exclusivamente garotos que cantam e dançam. Das 20 músicas mais ouvidas do BTS no Spotify, 14 têm pelo menos o nome de um integrante entre os compositores.
Mais dois shows em SP
Anunciada em janeiro, a turnê do álbum “Arirang”, lançado em março de 2026, começou em 9 de abril, em Goyang, na Coreia do Sul.
A agenda segue até março de 2027, com shows na Ásia, América do Setentrião, Europa, América Latina e Oceania. No Brasil, o BTS se apresenta em três noites no MorumBIS. Além desta quarta, cantam na sexta (30) e no sábado (31) sempre com ingressos esgotados.

Fonte G1

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