SoftBank busca obter US$ 100 bilhões no Oriente Médio para investir em IA – 09/10/2026 – IA
Tóquio
|Financial Times
O fundador do SoftBank, Masayoshi Son, procura levantar até US$ 100 bilhões (R$ 502,4 bilhões) junto a investidores do golfo Pérsico, enquanto a gestora de investimentos procura novo poder de queimada financeiro para ampliar uma aposta colossal em IA que já o transformou em um dos maiores defensores da tecnologia.
Nas últimas semanas, Son manteve conversas com autoridades e executivos de cocuruto escalão, inclusive nos Emirados Árabes Unidos, sobre a verosímil captação de recursos, segundo várias pessoas a par do tópico.
Masayoshi Son, fundador do SoftBank, dá palestra em evento da empresa
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Kim Kyung-Hoon – 14.jul.26/Reuters
A iniciativa é a mais recente de uma série de grandes apostas em IA feitas pelo bilionário nipónico, incluindo um investimento de US$ 65 bilhões (R$ 326,56 bilhões) na OpenAI, criadora do ChatGPT.
Ela também ocorre em um momento em que o delonga da tão aguardada IPO (oferta pública inicial de ações) da OpenAI e os temores quanto ao intensidade de exposição do SoftBank ao boom da IA levaram alguns investidores a reavaliar a capacidade de Son de injetar mais numerário em uma tecnologia que ele classificou porquê revolucionária.
Uma vez que secção da verosímil captação no golfo Pérsico, o fundador do SoftBank usaria o numerário para gerar um fundo talhado a comprar empresas e, em seguida, empregar IA e outras tecnologias avançadas para melhorar suas operações, disseram as pessoas.
A Roze, partilha de robótica e IA física do SoftBank que Son espera levar à Bolsa com uma avaliação elevada, deverá desempenhar um papel fundamental nesse processo.
Não há garantia de que as conversas com investidores do golfo Pérsico serão bem-sucedidas, destacaram as pessoas ouvidas pela reportagem.
Nos últimos anos, países da região destinaram secção de sua vasta riqueza ao setor de lucidez sintético, com o objetivo de variar suas economias dependentes de ativos de pujança, com destaque para o petróleo.
Abu Dhabi, em pessoal, despontou porquê um dos maiores investidores mundiais em IA, por meio de veículos porquê o fundo MGX, voltado à lucidez sintético, e a holding de IA G42. Representantes de ambas as empresas não responderam aos pedidos de glosa.
O SoftBank não quis comentar.
Son continua sendo um dos investidores mais controversos do setor de tecnologia, com uma estratégia de investimento que alguns consideram equivalente a um pressentimento em uma morada de aposta. A abordagem ocasionalmente resultou em fracassos de grande repercussão, porquê o da WeWork, que entrou com pedido de recuperação judicial no término de 2023.
No entanto, ele também obteve sucessos espetaculares, sobretudo com a Alibaba, e reinventou repetidamente o SoftBank —primeiro porquê um grupo de telecomunicações e, agora, porquê um dos maiores financiadores de IA do mundo.
Son já recorreu anteriormente a investidores do golfo Pérsico para obter os grandes aportes necessários para sustentar suas ambições. A Mubadala, um dos fundos soberanos dos Emirados Árabes Unidos, e o Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita investiram no primeiro Vision Fund do SoftBank, de US$ 100 bilhões, em 2017.
Desde sua geração, o primeiro Vision Fund acumulou murado de US$ 29 bilhões em ganhos com investimentos até o término de junho. O Vision Fund 2, mais recente, que é financiado principalmente pelo SoftBank e detém a participação na OpenAI, gerou US$ 20,5 bilhões.
Son tem recorrido a uma combinação de captação de recursos e empréstimos —parcialmente garantidos pela participação do SoftBank na obreiro de chips Arm—, além de recursos próprios, para financiar seus investimentos. No mês pretérito, a empresa concluiu a maior emissão de títulos de cocuruto risco já registrada, pagando aos investidores rendimentos de até 9,75% para levantar mais de US$ 11 bilhões (R$ 55 bilhões).
Qualquer compromisso de investidores do Golfo com grande disponibilidade de capital também ocorreria em um momento decisivo para o boom da IA, que levou as ações de Wall Street a máximas históricas e desencadeou uma corrida de investimentos.
A Anthropic, criadora do Claude e principal rival da OpenAI, deve lançar nas próximas semanas uma oferta pública inicial potencialmente recorde, mesmo em meio à intensificação dos temores quanto à segurança da tecnologia.
Son rejeitou os céticos em relação à tecnologia, afirmando em julho que “aqueles que condenam a IA estão cuspindo para cima”. Mais recentemente, admitiu que, se a IA fosse usada por agentes “mal-intencionados”, poderia “se tornar extremamente perigosa”.
A decisão da OpenAI de delongar uma oferta pública inicial, devido ao que tanto a empresa quanto seus concorrentes dizem serem riscos relacionados ao desenvolvimento da IA, pode prejudicar os planos do SoftBank para novos investimentos no setor.
As ações do SoftBank ainda acumulam subida de 25% neste ano, mas caíram mais de 30% desde o pico de junho, quando a empresa se tornou brevemente a mais valiosa do Japão.
As ações caíram 5% na sexta-feira, depois de a receita anualizada da OpenAI ter sido murado de US$ 20 bilhões subordinado ao que a empresa havia indicado.
A capacidade do SoftBank de captar recursos por meio de dívida está vinculada às avaliações atuais registradas em seus balanços, com o valor patrimonial líquido em 72,3 trilhões de ienes (R$ 2,28 trilhões) no término de junho.
Sua relação entre empréstimos e valor dos ativos era de 13% no término de junho —muito inferior do teto de 25% estabelecido para as operações normais.
Executivos do cocuruto escalão do SoftBank afirmam que oscilações de limitado prazo na avaliação da OpenAI ou de outras grandes empresas do portfólio não afetarão os planos de investimento.
Uma queda na avaliação da OpenAI poderia ser problemática, segundo analistas e outras pessoas próximas à empresa, já que grande secção dos investimentos do SoftBank está ligada diretamente à criadora do ChatGPT ou, de forma mais ampla, à IA.





