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Tarsila do Amaral: Herdeira morta está presente em ata
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Tarsila do Amaral: Herdeira morta está presente em ata – 26/06/2026 – Plástico

Uma presença notável —ou melhor, exiguidade— chamou a atenção de grande secção dos herdeiros de Tarsila do Amaral numa ata recente de resultados financeiros da empresa que está hoje primeiro do controle dos direitos autorais da modernista. Na lista de presentes, apesar de indicada em letras maiúsculas porquê “falecida”, está uma herdeira já morta da artista visual que está entre as mais valorizadas do país.

O pormenor um tanto curioso, que, de concordância com advogados, não muda o efeito jurídico da partilha de rendimentos distribuídos aos herdeiros pela Tarsila do Amaral Licenciamento e Empreendimentos, a Tale, só inflamou mais a recontro entre os seus descendentes. De um lado, os que estão dentro da sociedade e no comando do moeda e, do outro, aqueles que abandonaram o embarcação em repúdio à atuação dos atuais diretores da firma.

Nicolina Di Giacomo Amaral, a morta que aparece listada entre os presentes, era a mãe do desembargador jubilado Thales Estanislau do Amaral, um dos herdeiros muito vivos de Tarsila do Amaral que se voltou contra a Tale por discordar da conduta de seus atuais gestores, liderados por Paola Montenegro, ex-DJ e sobrinha-bisneta da artista com presença ativa nas redes sociais, em que promove os licenciamentos envolvendo a parente ilustre.

O principal motivo da contenda familiar é a destituição da percentagem de especialistas que antes deliberava sobre a autenticidade das obras de Tarsila, também responsáveis por seu catálogo raisonné, o livro que lista todas as suas obras reconhecidas e funciona porquê bússola para um mercado de obras na vivenda de dezenas de milhões de dólares.

Nos últimos anos, houve disputas ferrenhas que põem em incerteza a autenticidade de uma tela atribuída à modernista e datada da dezena de 1920, um quadro mostrado na feira SP-Arte à venda por R$ 60 milhões, e uma série de desenhos também de suposta autoria de Tarsila do Amaral que não foi reconhecida por especialistas nem pelo mercado, mas sim, de modo unilateral, pelo atual perito contratado pela Tale.

Há ainda grande discórdia em torno de licenciamentos que uma lado dos herdeiros consideram vulgares, com imagens das obras de Tarsila estampando até calcinhas. Muito inanidade também tem sido feito sobre uma mostra imersiva, ou seja, sem obras de verdade, que vai ocupar a partir de agosto o Nubank Art Lab, novo espaço patrocinado pelo banco no Conjunto Pátrio, em São Paulo.

Na ata de resultados da Tale, além da morta, um erro de operação na quantidade de presentes também inflamou os ânimos —a lista de herdeiros contemplados, todos numerados, pula um número, do 12º presente vai direto para o 14º na ata.

O que poderia ser um erro de digitação é indigitado pela lado contrária à Tale porquê tentativa da firma de inflar os seus quadros e provar ter mais nomes a seu obséquio do que contra —uma reunião realizada pelos que aderiram ao campo oposto, porém, desmente essa sensação. Num universo de quase 60 herdeiros de Tarsila do Amaral, de concordância com essas assinaturas, unicamente 40% constam entre os apoiadores liderados pela DJ.

Esses opositores do atual regime, liderados por Tarsilinha do Amaral, a sobrinha-neta da artista que até o início da dezena era a responsável por seus direitos autorais, agora se organizam para movimentar uma ação contra a Tale para reaver o controle, já que, na visão deles, é a maioria dos herdeiros e não a minoria agora na firma que deveria se encarregar da gestão —uma ação anterior já havia oferecido proveito de razão a essa versão, de que a Tale não representa a totalidade dos descendentes da modernista.

Outra ação a ser movida pela oposição é um pedido de R$ 100 milénio em indenização por danos morais contra três dos diretores hoje primeiro da Tale, que fizeram acusações públicas contra Tarsilinha do Amaral, que dizem ter desviado R$ 2 milhões das contas da Tale, o que ela nega.

Procurados, representantes da firma dizem, por meio do legista Paulo Soares, que não comentam a ata das reuniões da empresa nem seus resultados financeiros fora do contexto do inventário da artista, acrescentando que todos os herdeiros têm aproximação a essas informações caso queiram esclarecimentos.


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Folha

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