Há 20 anos, em 15 de julho de 2006, era lançado ao público universal o Twitter, rede social que redefiniu a informação online com o passarinho azul. Criada para permitir o compartilhamento de mensagens curtas, hoje é conhecida uma vez que X e pertence ao trilionário Elon Musk.
Desde que o empresário comprou a rede social, ela passou por grandes mudanças. Mudou o padrão de negócio posteriormente queda de funcionários e de anunciantes. Também passou a ser visto uma vez que um espaço eminentemente político, o que afastou propostas de publicidade. Por consequência, passou a cobrar assinaturas e apostar em perceptibilidade sintético para manter relevância e lucrar lucratividade.
Mesmo com as mudanças, a plataforma continua influenciando a forma uma vez que pessoas, empresas, autoridades públicas, veículos de prensa e criadores de teor se manifestam. Para especialistas, o diálogo com estes setores se tornou mais conseguível com a dinâmica da rede.
A história da plataforma começou em março de 2006, na cidade de São Francisco, na Califórnia, por Jack Dorsey, Evan Williams, Biz Stone e Noah Glass. O lançamento ao público, porém, só ocorreu em julho. O nome original já estava em uso na era, logo a plataforma começou com o nome “Twttr”. Anos depois, os fundadores conseguiram comprar o nome “Twitter”.
O termo pode ser traduzido uma vez que trilo —o quina emitido por um pássaro—, o que explica o bicho uma vez que o símbolo original da rede.
A rede social teve desenvolvimento significativo a partir de 2007, quando foram registrados 400 milénio tuítes por trimestre. Em fevereiro de 2010, muro de três anos depois, a plataforma já tinha 50 milhões de publicações por dia, de pacto com medições próprias.
O desenvolvimento veio escoltado da consolidação uma vez que espaço de debate político a partir de 2008, nas eleições presidenciais dos Estados Unidos. Barack Obama alcançou 20 vezes mais seguidores no Twitter do que o opoente John McCain. A partir daí, a rede passou a ser muito usada por candidatos uma vez que secção da estratégia de campanha e para divulgação de notícias.
Priscila Milk, estrategista do dedo e professora de mídias sociais da ESPM, afirma que o formato de seguimento em tempo real facilitou o desenvolvimento do Twitter. Segundo ela, quem quer saber o que está acontecendo recorre à plataforma, e os Trending Topics, por exemplo, são usados até hoje para entender o que está em subida no mundo.
Adriane Buarque, coordenadora do laboratório de informação política da ESPM, explica que os blogs foram os primeiros espaços em que o votante podia ter voz diante do candidato. “O Twitter surge uma vez que um microblog simples de expressar pontos de vista. Quando deixa de ser exclusivamente um blog e se torna também um espaço informacional, vira um foguete no espaço político, principalmente em eleições”, pontua.
A rede social também passou por muitas fases financeiramente. Em dezembro de 2010, a empresa levantou US$200 milhões e atingiu valorização de US$3,7 bilhões. Em outubro de 2013, realizou o IPO— momento em que uma empresa privada abre capital e passa a permitir que qualquer investidor compre ações. Em novembro do mesmo ano, atingiu valor de mercado de US$31 bilhões.
Em 2021, o Twitter tinha uma receita de US$5 bilhões, mas o prejuízo líquido chegou a US$221 milhões, subida de 37% em relação a 2020.
A principal mudança na história da rede social teve início em março de 2022, quando o empresário Elon Musk, já possessor da Tesla e da SpaceX, adquiriu 73,5 milhões de ações e assumiu participação de 9,2% da empresa. Ele justificou a ingressão na companhia afirmando que ela estava “minando a democracia ao não aderir aos princípios da liberdade de sentença”.
No mesmo ano, o trilionário comprou a rede por US$44 bilhões. O agora X passou com cortes de equipe, mudanças na moderação e no resultado, além de redução brusca de anunciantes.
Em janeiro de 2023, mais de 500 anunciantes já haviam suspendido investimentos em publicidade na plataforma, uma queda de 40% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo dados divulgados na era. Buscando gratificar as perdas em receita, Musk dispensou muro de 3.700 funcionários em novembro de 2022.
Em procura de melhorar o balanço econômico posteriormente a queda de anunciantes, Musk adotou outras estratégias de receita. O X passou a oferecer assinaturas, com benefícios uma vez que selo de verificação, menos anúncios e edição ilimitada de publicações.
O possessor da rede social está em jacente contato com autoridades políticas. Durante a campanha de Donald Trump à Moradia Branca em 2024, o trilionário foi um dos maiores apoiadores do republicano. Em seguida comprar a rede, reverteu a suspensão da conta do político, fora do ar desde a invasão do Capitólio Hoje, Trump usa a Truth Social, criada por ele e aos moldes do X.
Eleito, Trump o indicou para liderar o Departamento de Eficiência Governamental (DOGE), criado para trinchar gastos públicos e reduzir a burocracia. Ele deixou o função em maio do ano pretérito posteriormente atritos com o mandatário.
Fabio Andrade, economista e professor da ESPM, afirma que a saída dos anunciantes tem relação com o entendimento de que o Twitter sob Musk passou a ter uma dimensão política clara, o que fez as marcas evitarem um comprometimento com a imagem da rede.
Um incidente marcante dessa dimensão política aconteceu em agosto de 2024, quando Alexandre de Moraes, ministro do STF (Supremo Tribunal Federalista), suspendeu o X no Brasil, depois de Musk recusar-se a nomear um representante lítico da plataforma no país e a executar ordens judiciais. Moraes afirmou que Musk e o X incentivavam discursos extremistas e antidemocráticos, além de obstruir a Justiça.
Em outubro do mesmo ano, a rede social voltou a funcionar no Brasil, depois que a empresa norte-americana acatou as exigências do ministro.
A estrategista do dedo e professora de mídias sociais da ESPM Priscila Milk afirma que, com a compra do Twitter por Musk, outras redes sociais passaram a atrair o público que não se identificava com as ideias do novo possessor do X.
“A plataforma se torna muito mais voltada a um grupo que valoriza a liberdade de sentença irrestrita e pode ter opiniões polêmicas em relação a grupos minoritários, uma vez que o próprio Musk. Esses grupos que não se encaixam nessa risco de pensamento passam a buscar um envolvente novo, uma vez que Threads e Bluesky”, diz.
Apesar disso, a profissional diz que o X ainda é relevante na internet e mantém essa posição por ter sido construído em um momento importante de desenvolvimento do meio do dedo, no início dos anos 2000, o que ajudou a consolidá-lo ao longo dos anos.
Milk afirma que o Twitter e, mais tarde, o X mudaram a forma uma vez que pessoas, empresas, veículos de prensa e autoridades se comunicam ao longo desses 20 anos. “Passamos a ver empresas, governos e órgãos públicos adotando uma informação mais conseguível, sem formalidades, mesmo em comunicados de líderes de Estado, por exemplo. O mensageiro é responsável por adequar a mensagem ao público perceptível, e foi isso que aconteceu com o Twitter e, depois, com o X”, diz a docente.





