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Um ano após chegada, Ancelotti escolhe o Brasil da Copa
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Um ano após chegada, Ancelotti escolhe o Brasil da Copa – 17/05/2026 – Esporte

Apresentado uma vez que treinador do Brasil em maio de 2025, Carlo Ancelotti disse estar adiante da “melhor seleção do mundo”. Um ano depois, vai vulgarizar os nomes dos jogadores nos quais aposta para concretizar sua avaliação.

O italiano anunciará na tarde desta segunda-feira (18) os 26 convocados para tutelar o time verde-amarelo na Despensa do Mundo de 2026, a ser realizada nos Estados Unidos, no México e no Canadá. A lista será conhecida em evento marcado para as 17h, no Museu do Amanhã, na região médio do Rio de Janeiro —Orbe, SBT, SporTV, ESPN, CNN, CBF TV, ge tv e CazéTV vão transmitir.

“O que os jogadores e o futebol brasílico não podem perder é sua maior qualidade: originalidade, alegria e pujança”, declarou Ancelotti, que, nos 12 meses desde sua contratação pela CBF (Confederação Brasileira de Futebol), fez um esforço para aproximar-se da cultura brasileira.

Patrocinado por uma marca de cerveja, esteve no sambódromo da avenida Marquês de Sapucaí para escoltar os desfiles das escolas de samba do Rio de Janeiro no Carnaval deste ano. E disse ter visto ali o caminho para o hexacampeonato.

“Notei muita alegria, muita pujança, porque as pessoas dançam até o sol nascer, mas também um grande comprometimento de todos em uma sarau popular da qual todos se sentem segmento”, afirmou o técnico, apresentando a arquitetura de sua equipe: organização tática coletiva e liberdade individual para a ginga.

“Se você observar ao desfile cá no Rio, vai ver que tudo é perfeitamente organizado —o ritmo, a música, tudo é perfeito. Quero trazer para a seleção essas características do povo brasílico. Alegria, pujança, organização, comprometimento e atitude”, acrescentou.

Ainda é muito breve a experiência de Ancelotti adiante do time pátrio. Proprietário de um fenomenal currículo, com múltiplas glórias no futebol de clubes, o técnico de 66 anos teve somente dez jogos (cinco vitórias, dois empates e três derrotas) na seleção até a definição dos convocados. Apesar disso, é subida a expectativa criada pelo próprio profissional, que, em conversas com pessoas próximas, manifesta fé em relação ao sucesso na América do Setentrião.

Os dirigentes da CBF estão convencidos de sua conhecimento a ponto de já estar acertada a renovação do contrato até a Despensa do Mundo de 2030. O pregão foi feito na última quinta-feira (14). Agora é hora de outro pregão, bastante aguardado.

A esta profundidade, está clara boa segmento da lista elaborada pelo italiano. Com base nos chamados anteriores, nas entrevistas do treinador e nas conversas nos corredores da CBF, parece possuir margem para incerteza no meio-campo e no ataque, com três vagas em disputa.

Nesse cenário, 23 atletas têm suas vagas asseguradas ou praticamente asseguradas. A situação está muito desenhada no gol —embora Hugo Souza, 27, do Corinthians, alimente a esperança de tirar a vaga de Bento, 26, do Al Nassr— e na resguardo —que não terá Éder Militão, 28, do Real Madrid, lesionado.

No meio-campo, Lucas Paquetá, 28, que não esteve na última convocação, ganhou força na reta final com seu desempenho no Flamengo. Ele passou a ameaçar Andrey Santos, 22, do Chelsea, pela quinta vaga no setor —muito provavelmente estarão na lista Casemiro, 34, Bruno Guimarães, 28, Fabinho, 32, e Danilo Santos, 25.

Já no ataque, a disputa ficou mais oportunidade depois a grave lesão de Estêvão, 19, do Chelsea, que está fora da Despensa —Rodrygo, 25, do Real Madrid, é outro retirado da bulha por problemas físicos. Ancelotti pretende levar nove atacantes aos Estados Unidos, com sete deles, ao que tudo indica, seguros na lista.

São eles Vinicius Junior, 25, Raphinha, 29, Matheus Cunha, 26, Luiz Henrique, 25, Martinelli, 24, Endrick, 19, e Igor Thiago, 24. João Pedro, 24, do Chelsea, já esteve mais reservado, mas passou a tolerar concorrência possante de Rayan, 19, do Bournemouth, e Pedro, 28, do Flamengo.

São, portanto, duas vagas para três jogadores de frente. Ou seriam quatro?

Há, evidente, aqueles que defendem Neymar.

O atacante de 34 anos não foi chamado nenhuma vez desde a chegada de Carletto. Ainda assim, o italiano não conseguiu conceder nenhuma entrevista sem ter de responder sobre o veterano, grande referência do Brasil nos Mundiais de 2014, 2018 e 2022.

O desportista teve graves problemas físicos e pouco esteve em campo desde a última Despensa. Seu retorno ao Santos no início do ano pretérito para restabelecer a alegria, a forma e o futebol renderam até cá resultados decepcionantes, com novas lesões, críticas ao comportamento fora de campo, um tapa na face de um companheiro de 18 anos e alguns momentos de bom futebol.

De abril para cá, no entanto, o velho craque conseguiu uma sequência razoável de partidas —disputou nove jogos em um mês e meio, com três gols e duas assistências (ATÉ O JOGO DE DOMINGO, QUE SERÁ O DÉCIMO EM UM MÊS E MEIO; ATUALIZAR). Foi o suficiente para que sua convocação, antes descartada, passasse ao menos a ser discutida.

Ancelotti é sempre simpático quando indagado sobre o desportista. Elogia sua capacidade técnica e afirma que sua presença na seleção depende “solamente” das condições físicas. Pouco depois das 17h de segunda-feira, saberemos se a evolução recente convenceu o treinador.

“Neymar é um jogador importante para levante país por motivo do talento que sempre demonstrou. Mas ele teve problemas e está trabalhando para se restabelecer. Obviamente, não é uma decisão fácil para mim. Temos que tarar os prós e os contras com desvelo”, disse o italiano nesta semana.

Os ouvidos estarão atentos até que o treinador cite os 26 nomes no Museu do Amanhã. Se o do camisa 10 do Santos não for dito até ali, certamente será bastante pronunciado na entrevista coletiva subsequente.

Folha

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