Valor enviado por Vorcaro para filme sobre Bolsonaro é mais que o dobro do orçamento de 'O Agente Secreto'
‘Dark Horse’ e ‘O Agente Secreto’
Montagem/g1
O banqueiro Daniel Vorcaro destinou R$ 61 milhões para produção do filme “Dark Horse”, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. O envio se deu em seguida contatos diretos com o rebento do ex-presidente, o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que pressionava pelos pagamentos.
O valor é duas vezes maior do que o orçamento do filme “O Agente Secreto”, que recebeu R$ 28 milhões e representou o Brasil no Oscar 2026 com quatro indicações.
Vorcaro, possuidor do Banco Master, está recluso em São Paulo, culpado de chefiar um esquema bilionário de fraudes financeiras que podem chegar a R$ 12 bilhões, segundo a PF.
Áudio de Flávio Bolsonaro para Daniel Vorcaro; ouça
As informações foram reveladas nesta quarta-feira (13) pelo portal Intercept Brasil, que teve entrada a mensagens trocadas entre os dois e a um áudio enviado por Flávio para o banqueiro em setembro de 2025.
A TV Orbe confirmou com investigadores e pessoas com entrada às informações a existência do áudio e do teor da reportagem.
A Ancine informou que o orçamento para filmar “O Agente Secreto” foi de R$ 28 milhões, dividido entre Brasil, França, Alemanha e Holanda.
O filme estrelado por Wagner Moura e dirigido por Kleber Mendonça Fruto foi indicado ao Oscar nas categorias de melhor seleção de elenco, melhor filme internacional, melhor filme e melhor ator.
O longa também foi destaque no Festival de Cannes, tendo vencido as categorias de melhor diretor e melhor ator.
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Detalhes sobre ‘Dark Horse’
A biografia é estrelada por Jim Caviezel, que interpreta o ex-presidente, atualmente em prisão domiciliar por tentativa de golpe de Estado. O ator americano de 57 anos é mais divulgado por “A paixão de Cristo” (2004) e por ter participado de filmes mais conservadores nos últimos anos, uma vez que “Som da liberdade” (2023).
Na direção está Cyrus Nowrasteh, um cineasta americano de 69 anos de filmes para a TV, uma vez que “Depois do atentado”, e para o cinema, uma vez que “O apedrejamento de Soraya M.”. Ele já esteve envolvido em uma coprodução entre Estados Unidos e Brasil ao ortografar o roteiro de “Jenipapo” (1995) com a diretora Minque Gardenberg.
Ele assina o roteiro de “Dark Horse” com Mark Nowrasteh, fundamentado em argumento escrito por Mario Frias, ator e ex-secretário da Cultura durante o governo de Bolsonaro.
O elenco ainda tem Esai Morales (“Missão: Impossível – O Acerto Final”), Lynn Collins (“The Walking Dead”), Camille Guaty (“Duster”) uma vez que Michelle Bolsonaro e Jeffrey Vincent Parise (“General Hospital”).
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Qual a trama do filme?
“Inspirado por eventos reais, ‘Dark Horse’ segue Jair Bolsonaro, um usurpador incerto que ascende de um capitão de tropa ignoto a líder populista na corrida presidencial em um Brasil profundamente polarizado, exclusivamente para enfrentar um projecto mortal de assassínio que transforma sua luta contra um sistema corrupto em uma guerra por sobrevivência, verdade e a espírito de uma pátria”, diz a sinopse solene, segundo o site Deadline.
“Desde a sua concepção, quando Mario me trouxe a história de ‘Dark Horse’, foi pensado não uma vez que um retrato biográfico, mas uma vez que um thriller político tenso sobre poder, mídia e fé sob ataque, com significância cultural não exclusivamente no Brasil, mas em todos os países”, afirmou o diretor ao Deadline.
“A história da subida improvável de Jair Bolsonaro e o atentado que sofreu em 2018 serviram de base para investigar até onde sistemas estabelecidos podem ir para se preservarem — e uma vez que um político pode se tornar o recipiente das esperanças e medos de uma pátria.”
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Quando estreia?
Em 7 de abril, Caviezel publicou no Instagram que o filme estreia em 11 de setembro de 2026, uma sexta-feira. No Brasil, filmes normalmente estreiam às quintas.
O Deadline, no entanto, publicou em 21 de abril que não há data de lançamento, “ao contrário de algumas especulações online”, e que os cineastas ainda procuram vender o projeto.
Daniel Vorcaro e Flávio Bolsonaro.
Reprodução/Evaristo SA/AFP
Fonte G1





