Zelda: Remake de Ocarina of Time engrandece game original – 04/11/2026 – Ilustrada
Alguns lugares da nossa puerícia ficam marcados para o resto da vida. Ao revisitá-los anos mais tarde, mesmo que tudo esteja dissemelhante, você ainda é capaz de encontrar em detalhes insignificantes sinais que remetem aos momentos especiais vividos ali. Foi mal me senti ao jogar o remake de “The Legend of Zelda: Ocarina of Time”, com lançamento previsto para esta quinta-feira (5) no Nintendo Switch 2.
O game é uma recriação leal do clássico da Nintendo de mesmo nome, publicado pela primeira vez em 1998, para o Nintendo 64. Considerado um dos melhores e mais influentes jogos de videogame da história, o título foi pioneiro ao introduzir uma série de mecânicas que se tornariam padrão da indústria para jogos de RPG de ação —para referir um exemplo, a possibilidade de travar a mira em um inimigo.
As qualidades do jogo, porém, não se limitam a isso, porquê o remake comprova. Ainda que o não traga nenhuma grande inovação, o título ainda se mantém atual, com personagens e inimigos célebres, e uma história intrigante e muito muito construída.
O novo “Ocarina of Time”, assim porquê o original, conta a subida de Link de uma petiz Kokiri a um poderoso Herói do Tempo. Ao longo da façanha, o protagonista superará obstáculos grandes e pequenos, formará fortes laços de amizade com diferentes raças e precisará viajar no tempo para salvar o Reino de Hyrule da ruína pelas mãos do vilão Ganondorf.
Há novas linhas de diálogo e agora alguns dos principais personagens ganharam dublagem —inclusive em português brasílio—, mas as mudanças nesse sentido são pontuais e em zero alteram a história ou a caracterização desses personagens —Link, por exemplo, continua sendo um protagonista sombrio.
O jogo também passou por uma reformulação gráfica completa, resultando em um dos jogos mais bonitos do Switch 2. Os cenários são extremamente detalhados, com efeitos de luz e envolvente que dão vida ao mundo de Hyrule de forma impressionante.
A novidade direção de arte, porém, tomou o zelo para manter o espírito dos cenários e personagens retratados no game original. Até pequenos “easter eggs”, porquê o famoso broche do Bowser de Malon, foram mantidos. As principais mudanças notadas parecem estar relacionadas à tentativa de aprimorar a experiência para a audiência moderna.
O principal exemplo é a Pradaria de Hyrule. A superfície, que funciona porquê um hub interligando as diversas regiões do jogo, passa a sensação de ser consideravelmente menor, mas também menos vazia. Porquê o game mantém uma série de missões que exigem que o jogador se desloque de uma superfície a outra, isso faz com que a experiência de passar a pradaria se torne menos cansativa.
Também colabora para isso a possibilidade de percorrer. O esquema de controle escolhido para acionar o novo movimento, porém, não é dos melhores. Copiando “Elden Ring”, é necessário pressionar o botão de rolar e segurar para manter a velocidade, o que dificulta movimentar a câmera durante o deslocamento.
Fora isso, as adaptações para o controle do Switch 2 são excelentes. O novo sistema para mudança rápida de equipamento, semelhante ao de “Breath of the Wild” e “Tears of the Kingdom”, funciona muito muito e reduz a premência de permanecer acessando o menu do jogo a todo momento. Melhor ainda é o uso das teclas direcionais para colocar e tirar botas especiais e máscaras, tarefa que precisa ser repetida muitas vezes em alguns calabouços.
Os quebra-cabeças e a localização dos itens são muito parecidos aos do jogo original, o que torna a experiência muito mais fácil para os fãs do título de 1998. Para quem irá jogar esse clássico pela primeira vez, são apresentadas diversas dicas apontando para onde ir e o que fazer, impedindo que o jogador fique travado em um determinado travanca.
Por outro lado, as intervenções da fada Navi, que perturbavam os jogadores no original, ficaram menos intrusivas e frequentes.
Para os jogadores brasileiros, essa será a primeira oportunidade de testar o jogo totalmente traduzido para o português. A tradução está magnífico, assim porquê a dublagem, que não deixa a desejar em relação a outras línguas, com pouquíssimos problemas de entonação.
Por tudo isso, o remake de “The Legend of Zelda: Ocarina of Time” é muito mais do que uma tentativa da Nintendo de fazer quantia com a nostalgia dos fãs. Trata-se de uma versão definitiva de um dos grandes clássicos dos videogames, que engrandece ainda mais o título original, destacando todas as suas qualidades e resolvendo alguns de seus maiores problemas.
Para quem já é fã, é difícil não se emocionar com essa viagem no tempo, lembrando cada pormenor do jogo do Nintendo 64. Já quem se propõe a jogar o título pela primeira vez, prepare-se para uma façanha porquê nenhuma outra.





