A empresa chinesa de roupas esportivas que quer desafiar Nike e Adidas – 02/05/2026 – Esporte
A economia chinesa estava somente começando a se transfixar no final da dezena de 1980, quando um jovem determinado, que havia largado a escola no ensino médio, partiu para Pequim com 600 pares de sapatos.
Ding Shizhong os fabricou em uma fábrica de um parente e pretendia vendê-los. O verba que ganhou permitiu que ele montasse sua primeira oficina, onde começou a fabricar calçados para outras empresas.
O jovem de 17 anos era um dos muitos empreendedores emergentes na China, enquanto o capitalismo decolava sob o olhar discreto dos governantes do Partido Comunista.
Mas, uma vez que se viu, Ding tinha planos muito mais ambiciosos.
Desde portanto, seu negócio cresceu e se tornou uma gigante do vestuário esportivo chamada Anta, que vem construindo um portfólio de marcas internacionais, incluindo Arc’teryx e Salomon.
Recentemente, a empresa adquiriu uma participação na Puma.
A Anta agora procura competir com marcas uma vez que Nike e Adidas, um objetivo que Ding deixou simples em 2005: “Não queremos ser a Nike da China, mas a Anta do mundo.”
A Anta pode ainda não ser um nome familiar no Poente, mas possui mais de 10 milénio lojas na China e patrocina atletas de escol uma vez que a esquiadora freestyle Eileen Gu.
Em fevereiro, a empresa inaugurou sua primeira loja nos EUA, no individual bairro de Beverly Hills, em Los Angeles.
A expansão global da empresa —que ocorre em um momento em que Donald Trump procura trazer de volta aos EUA empregos industriais por meio de tarifas— destaca o quão essenciais e competitivas as cadeias de suprimentos chinesas se tornaram para o setor manufatureiro.
A subida da Anta —que significa “passos seguros”— não é um caso só.
Décadas uma vez que a “fábrica do mundo” deram a diversas empresas chinesas ambiciosas a oportunidade de competir diretamente com as mesmas empresas que antes eram suas clientes.
A ‘capital mundial do calçado’
Fundada em 1991, a Anta iniciou sua trajetória longe do glamour de Beverly Hills, uma vez que uma pequena operário na cidade de Jinjiang, na província de Fujian, no sudeste da China.
Mas Jinjiang cresceu rapidamente, transformando-se de uma pacata cidade agrícola na “capital mundial do calçado”, uma vez que secção do projecto do governo para impulsionar indústrias específicas em diferentes províncias.
Um grande volume de investimentos logo se seguiu, vindo de gigantes do calçado esportivo em procura de fábricas no exterior que lhes permitissem reduzir seus custos de produção.
Em Jinjiang, assim uma vez que em cidades vizinhas ao longo da costa leste, surgiram diversos polos especializados em diferentes tipos de calçados, cada um com sua própria ergástulo de suprimentos.
No coração da região mediano de Jinjiang encontra-se o município de Chendai, uma espaço de tapume de 40 quilômetros quadrados com milhares de fábricas e fornecedores. Esse província ajudou a solidificar a reputação da cidade na fabricação de calçados para marcas globais uma vez que Nike e Adidas.
Cada núcleo reunia fornecedores de cadarços, solados e tecidos, além de empresas de logística que ajudavam a transformar rapidamente projetos em produtos prontos para o varejo e a distribuí-los.
Em 2005, a província de Fujian sozinha era responsável por quase um quinto da produção mundial de calçados, segundo estimativas das Nações Unidas.
Até um terço dos trabalhadores de Jinjiang são empregados por uma das milhares de fábricas de calçados da cidade, o que a coloca entre os distritos econômicos de maior renda da China.
Um fenômeno semelhante se desenvolveu em várias partes do gigante asiático.
Jinjiang era somente um dos muitos centros de manufatura na costa leste. Os outros produziam roupas ou eletrônicos. Esse nível de especialização na manufatura era inédito em qualquer outro lugar do mundo na quadra, afirma o professor Fei Qin, da Universidade de Bath, no Reino Uno, que pesquisou sobre fábricas no leste da China na dezena de 2000.
À medida que clientes estrangeiros chegavam a essas fábricas para fechar negócios, o país colhia mais do que somente receita.
“Eles aprenderam não somente a produzir mais, mas também a produzir melhor, mais rápido e de forma consistente”, acrescenta Fei.
Uma firma global
Foi nessas ruas que a Anta cresceu, fabricando calçados em larga graduação e a reles dispêndio para marcas globais.
Primeiro, ela estabeleceu uma vasta rede de distribuição para varejistas em toda a China, um fator crucial para fabricantes que buscam expansão.
Ao mesmo tempo, a Anta construiu gradualmente o reconhecimento de sua marca no mercado interno, abrindo novas lojas e firmando parcerias com grandes eventos esportivos, incluindo competições nacionais de basquete e tênis de mesa.
Empresas uma vez que a Anta sabem que há mais valor em ser uma marca reconhecida do que em ser uma subcontratada, afirma Fei.
Em 2007, a Anta abriu seu capital na Bolsa de Valores de Hong Kong, arrecadando tapume de US$ 450 milhões, um recorde na quadra para uma empresa chinesa de artigos esportivos.
O consultor de marcas Wei Kan, que trabalhou para a Converse e a Nike na China, afirma que a Anta chamou sua atenção por seu núcleo de produção integrado, que lhe permitia projetar e comercializar calçados mais rapidamente do que seus concorrentes.
Ou por outra, era uma das poucas empresas chinesas que visavam o mesmo segmento de consumidores que as principais marcas ocidentais, diz Kan.
Empresas uma vez que a Anta, que começam fabricando produtos para marcas globais, gradualmente aprendem os fundamentos da gestão de negócios, prosperam na China e “naturalmente aspiram a objetivos mais ambiciosos”, acrescenta Kan.
Há muitos outros exemplos, uma vez que a empresa de tecnologia Xiaomi. Essa empresa começou uma vez que desenvolvedora de software, personalizando sistemas baseados em Android, antes de fabricar seus próprios telefones, dispositivos eletrônicos e, agora, veículos elétricos.
Da mesma forma, a DJI fabricava acessórios para câmeras e componentes para drones antes de se tornar, por préstimo próprio, uma operário internacional de drones.
Talvez o exemplo mais publicado seja a BYD, que antes fabricava baterias para pioneiros de veículos elétricos uma vez que a Tesla e agora é a principal operário mundial do setor.
“Cada uma dessas empresas é agora uma gigante em seu campo”, afirma Kan.
‘Estratégia multimarca’
Agora, a Anta está de olho no mercado ocidental.
A empresa administra mais de 12 milénio lojas na China. Ela também possui mais de 460 pontos de venda fora do país e planeja ter milénio lojas operando somente no Sudeste Asiático nos próximos três anos.
A Nike, que ainda detém a maior participação no mercado de calçados esportivos, tem somente milénio lojas em todo o mundo.
As empresas chinesas são conhecidas por se expandirem rapidamente dentro do próprio país antes de se aventurarem no exterior, onde enfrentam maiores desafios para ampliar suas operações.
Para encetar, há um repto relacionado à percepção. Os produtos chineses são frequentemente vistos uma vez que itens baratos, de baixa qualidade ou meras imitações.
A Anta tentou superar essa barreira por meio de aquisições, uma vez que secção de uma abordagem que denomina “estratégia multimarca”.
A primeira grande jogada da empresa foi a obtenção dos direitos da Fileira na China, em 2009, tornando a marca italiana uma das principais fontes de receita para seus negócios, explica Elisa Harca, da escritório de marketing chinesa Red Ant Asia.
Em 2019, a Anta adquiriu uma participação majoritária na marca finlandesa de artigos esportivos Amer Sports. Esse concórdia deu à Anta o controle sobre as subsidiárias da Amer, incluindo marcas de luxo uma vez que Arc’teryx e Salomon.
A Anta também é proprietária da Wilson, operário americana de raquetes e bolas de tênis usadas pela NBA (National Basketball Association), e neste ano adquiriu uma participação de 29% na Puma, permitindo que auxilie a empresa alemã em sua expansão na China.
Essas ações ajudam a Anta a evitar “impor” seus produtos em todos os mercados e, em vez disso, usar suas marcas ocidentais uma vez que porta de ingresso, afirma o crítico de negócios Rufio Zhu, da escritório global de marketing esportivo IMG.
Dessa forma, a Anta consegue compreender compradores que podem estar desconfiados de uma marca com o rótulo “made in China”, observa Zhu.
O patrocínio de celebridades é um ativo fundamental para uma marca global. A Nike, por exemplo, selou seu emblemático concórdia com Michael Jordan na dezena de 1980. Já a Anta contratou jogadores de basquete uma vez que Klay Thompson e Kyrie Irving. No entanto, ainda não conseguiu fechar acordos na mesma graduação daqueles que forjaram o prestígio de marcas uma vez que Nike ou Adidas.
Ou por outra, ser uma marca chinesa traz certos obstáculos, dada a relação tensa de Pequim com o Poente, e particularmente com os Estados Unidos. A esquiadora americana Eileen Gu, embaixadora da marca Anta, foi objectivo de críticas depois sua decisão de simbolizar a China em vez dos Estados Unidos nos Jogos Olímpicos.
Empresas que atingem uma graduação significativa devem manter um quebrável estabilidade entre a China e o Poente, argumenta Kan. “Marcas uma vez que a Anta devem estar preparadas para isso.”
Mudança de rumos
A subida da Anta ocorre em um momento em que rivais uma vez que Nike e Adidas enfrentam seus próprios desafios, tanto globalmente quanto na China.
As tarifas americanas impactaram os lucros dessas duas empresas, já que elas importam produtos fabricados na Ásia.
A Nike também está lutando para estimular suas vendas, pois sua invasão no negócio eletrônico fracassou depois a pandemia de Covid-19. Ou por outra, a demanda na China diminuiu.
Essas dificuldades colocam a Anta em uma posição vantajosa no exterior, principalmente considerando o crescente interesse do consumidor por outras marcas, observa o profissional em marketing esportivo Zhu.
“A questão não é se a Anta conseguirá aumentar sua visibilidade, mas se seus concorrentes serão capazes de se adequar com rapidez suficiente para tutorar seu próprio espaço”, acrescenta Zhu.
Enquanto isso, a China está “preparando seus fabricantes para o porvir” acelerando a implantação de robôs nas fábricas, o que agiliza a produção e pode reduzir custos, acrescenta Fei.
A inauguração da primeira loja da Anta nos Estados Unidos ocorreu depois anos de venda de seus produtos no país por meio de lojas de departamento.
Suas paredes estão repletas de prateleiras cheias de tênis e sapatos de basquete: dois segmentos de mercado que a Anta precisa invadir nos EUA para competir com a Nike ou a Adidas.
A empresa reconhece que ainda tem um longo caminho a percorrer.
“Somos realistas quanto à concorrência, mas o cenário global de roupas esportivas não é um jogo de soma zero”, disse um porta-voz da Anta à BBC.
“Estamos confiantes de que os entusiastas do esporte reconhecerão as inovações e o valor da marca que a Anta oferece”, acrescentou.





