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'Exit 8', fiel ao game, é experiência claustrofóbica 02/05/2026
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‘Exit 8’, fiel ao game, é experiência claustrofóbica – 02/05/2026 – Ilustrada

O filme nipónico “Exit 8” segmento de um noção simples, primal até, para edificar uma experiência de tensão psicológica que dialoga diretamente com sua origem nos videogames. Adequado de um jogo que se tornou fenômeno online por sua proposta enigmática, o longa preserva a núcleo competitiva: a repetição, a reparo atenta e o desconforto crescente diante de alguma coisa comum.

A trama acompanha um varão no metrô. Sua ex liga em seu celular para avisá-lo que está prenhe. Perturbado com a notícia, ele desce numa estação e caminha para a rua. Aos poucos, o sinal do celular nequice e ele perde contato com ela. E aí percebe que está andando em um cenário muito estranho.

Ele passa sempre pelos mesmos corredores subterrâneos, porquê se não existisse uma saída. Em um deles, cruza todas as vezes com um mesmo varão que caminha tranquilamente. Depois de vários “encontros”, decide interromper o sujeito, que zero diz. Só logo ele percebe instruções nas paredes.

Cada vez que perceber uma anomalia, ele deve recuar. Enquanto não aparece alguma, deve seguir em frente. O que é uma anomalia? Ele descobrirá que é qualquer diferença entre uma e outra passagem pelo mesmo lugar. Seja um edital na parede, uma placa de orientação, uma porta…

Essa regra única é clara e inquietante e deve ajudá-lo a entender a misteriosa “saída 8”. A premissa, que poderia tanger limitada, e realmente é, revela momentos inventivos à medida porquê o filme explora pequenas variações visuais e sonoras para produzir suspense.

Cada pormenor, que pode ser um edital levemente demudado, uma figura que se move de forma quase imperceptível ou uma mudança na iluminação, ganha peso dramático. E o maior valor de “Exit 8” é essa fidelidade estrutural ao jogo. Em vez de expandir a narrativa com explicações ou subtramas, recurso generalidade a adaptações cinematográficas de games, a repetição é uma utensílio narrativa.

Essa escolha é arriscada: o que funciona interativamente nos videogames nem sempre se traduz para o cinema. No entanto, cá a repetição se transforma em linguagem. O testemunha é convidado a participar do jogo mental do protagonista, tentando antecipar as anomalias e compartilhando sua paranoia crescente.

Ao mesmo tempo, o filme adiciona camadas psicológicas que não estavam explícitas no original. Se no jogo a experiência é mais abstrata, no longa há uma sugestão de que o galeria funciona porquê metáfora para impaciência, para ciclos de pensamento obsessivo ou até para a demência urbana contemporânea. Essa dimensão simbólica amplia o alcance da obra, ainda que, por vezes, dilua a pureza conceitual do jogo.

Visualmente, “Exit 8” é rigoroso. A direção aposta em enquadramentos repetitivos e simétricos, reforçando a sensação de aprisionamento. A câmera raramente se afasta do protagonista, criando uma experiência claustrofóbica. A trilha sonora é econômica, muitas vezes somente o estrondo dos passos, o que intensifica o desconforto.

Depois a explicação dessa opção estética, é fácil constatar problemas. O filme, ao permanecer tão leal à mecânica do jogo, corre o risco de se tornar previsível ou até repetitivo demais para o público não familiarizado com a obra original. A falta de uma progressão narrativa mais tradicional pode distanciar espectadores que esperam uma solução mais clara ou um desenvolvimento dramático convencional.

O maior dilema em torno de “Exit 8” já ficou evidente na estreia do filme no Festival de Cannes do ano pretérito. Ele atraiu atenção porque o diretor Genki Kawamura levou à competição em 2023 o ótimo “Monster”, drama sobre violência em escolas. Exibido em uma das sinais paralelas, “Exit 8” despertou curiosidade imediata pelo seu vínculo com um game cult. Mas a pergunta que despontou na prelo foi uma só: isso é um filme?

Recebeu elogios por sua ousadia formal e a fidelidade ao noção original, destacando a capacidade de transformar repetição em tensão cinematográfica. Por outro lado, houve quem considerasse a proposta excessivamente restritiva para o volta de festivais, apontando que poderia ser mais um experimento do que um longa plenamente desenvolvido.

Em procura de uma estudo conclusiva, é provável expor que “Exit 8” funciona melhor quando abraça sua estranheza. É menos um filme de narrativa tradicional e mais uma experiência sensorial e psicológica, que desafia o testemunha a observar, duvidar e, sobretudo, permanecer cauteloso. Encontrar a saída é somente um pormenor.

Folha

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