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Além do futebol, City impulsionou uma transformação urbana 09/10/2026
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Além do futebol, City impulsionou uma transformação urbana – 09/10/2026 – Esporte

Detrás do balcão de sua loja de “fish and chips” perto do Etihad Stadium, Sailish Parekh conta que a influência do clube “citizen” transformou o leste de Manchester nos últimos 20 anos.

“O Manchester City não é unicamente um clube cá. É, de certa forma, um salvador”, diz Parekh, que testemunhou as mudanças nessa cidade do setentrião da Inglaterra desde a obtenção do Manchester City por um fundo de investimento dos Emirados em 2008.

Décadas de declínio ligado à desindustrialização deram lugar a uma profunda renovação urbana.

Os bairros de Ancoats e New Islington, caracterizados por suas construções de tijolos, encheram-se de edifícios modernos, cafés e escritórios compartilhados (coworking) onde antes havia fábricas abandonadas.

“Quando cheguei, há 11 anos, um taxista me disse: ‘Um ano antes, eu não teria trazido você a levante bairro’”, contou Simon Martin, engenheiro de sistemas de 44 anos que vive em Ancoats.

Hoje, ele aprecia uma “comunidade aprazível e muito formosa” e a presença de “muito mais famílias jovens”, embora lamente o possante aumento dos aluguéis, que obrigou os moradores de menor renda a deixar a região.

Essa transformação reflete a influência do Manchester City e de seu proprietário, o Abu Dhabi United Group (ADUG), dirigido pelo xeque Mansour bin Zayed Al Nahyan, membro da família real dos Emirados Árabes Unidos.

Os investidores dos Emirados não unicamente levaram o time ao topo do futebol europeu —conquistaram pela primeira vez a Champions League, em 2023—, uma vez que também injetaram capital no setor imobiliário, por meio de terrenos municipais arrendados a preços vantajosos para a construção de moradias e espaços comerciais.

Essa iniciativa, liderada pela Manchester Life —uma empresa imobiliária criada em 2014 com o espeque da cidade—, é criticada pela falta de transparência.

Uma pesquisa da Universidade de Sheffield, publicada em 2024 na revista científica Antipode, concluiu que o grupo permitiu uma “conquista da valorização do solo em mercê da ADUG” e denunciou uma falta de transparência em torno da Manchester Life e dos investimentos realizados.

“Nossa Torre Eiffel”

A prefeitura rejeitou as críticas e afirmou ter obtido “o melhor consonância” verosímil em um momento de escassez de investidores depois a crise financeira mundial de 2007/08.

Segundo a prefeitura, a Manchester Life construiu 1.500 moradias e quase 2.800 metros quadrados de espaço mercantil.

Atualmente, o City enfrenta o risco de uma grave punição, que pode ir da perda de pontos à expulsão da Premier League, depois que uma percentagem independente determinou que o clube utilizou contratos comerciais “fictícios” para inflar artificialmente suas receitas e reduzir custos em mais de £ 900 milhões (R$ 5,9 bilhões) entre 2009 e 2018.

Para Subrahmian Krishnan-Harihara, diretor de pesquisa da Câmara de Negócio da Grande Manchester, o futebol, que coloca frente a frente os clubes rivais Manchester United e Manchester City, desempenha um “papel muito importante” na atratividade da cidade.

“É a nossa Torre Eiffel”, afirmou à AFP.

A cidade atrai 1,7 milhão de turistas estrangeiros por ano, em grande secção graças ao futebol.

“Protótipo Manchester”

Segundo a direção do clube, mais de £ 700 milhões (R$ 4,6 bilhões) foram investidos desde 2008 no campus do Etihad e em seus periferia, onde foram construídos centros esportivos, escolas, velódromos, estabelecimentos comerciais e a Co-op Live, uma lar de shows inaugurada em 2024.

A chegada dos investidores dos Emirados em 2008 foi “decisiva” durante a crise financeira mundial que levou à adoção de políticas de austeridade, destacou Georgina Blakeley, professora da Universidade de Huddersfield e coautora de um livro sobre o tema.

O Manchester Life Project faz secção do “protótipo Manchester”, uma estratégia de desenvolvimento urbano impulsionada pela prefeitura nos anos 2000, muito uma vez que pelo primeiro-ministro Andy Burnham, prefeito de Manchester de 2017 até junho do ano pretérito.

As declarações de Burnham na semana passada, quando afirmou que ficaria “muito preocupado” se os proprietários dos Emirados deixassem Manchester, causaram polêmica. Depois, seu gabinete esclareceu que “ninguém está supra da lei”.

No entanto, Krishnan-Harihara, da Câmara de Negócio da Grande Manchester, considera “muito pouco provável” que eventuais sanções contra o clube prejudiquem a popularidade de Manchester.

“As fontes de investimento estrangeiro estão agora muito diversificadas”, declarou.

Clube vencerá recurso, diz treinador Maresca

O técnico do Manchester City, Enzo Maresca, afirmou nesta sexta-feira ter plena crédito de que o clube vencerá seu recurso, depois ter sido considerado culpado de mais de 100 violações das regras financeiras da Premier League.

Em sua primeira entrevista coletiva desde o pregão estrondoso da semana passada, o italiano também rejeitou qualquer sugestão de que a coleção de troféus conquistada pelo City nos últimos 15 anos esteja agora manchada.

“Confio plenamente no clube”, disse Maresca, nomeado técnico do City em junho e que já havia trabalhado no Etihad uma vez que integrante da percentagem técnica de Pep Guardiola.

“Confio no clube porque confio nas pessoas, e esse também é o motivo pelo qual vim para cá… não há outro clube no mundo em que eu gostaria de estar.”

“O motivo pelo qual vim para levante clube é que confio 100% no proprietário, no CEO, no diretor esportivo e em toda a organização. Portanto, não tenho nenhuma incerteza a esse reverência”, disse Maresca.

“Conversei com o clube, é evidente, e todos nós confiamos. O momento manifesto para falar sobre isso será quando vencermos levante recurso.”

Adversários acompanham com ateção

O técnico do Manchester United, Michael Carrick, disse ter sido afetado “pessoalmente” por ter perdido para o City o título da Premier League quando jogava pelos Red Devils, na temporada 2011/12.

“Tenho minhas próprias dúvidas sobre isso. Fui afetado pessoalmente de diferentes maneiras ao longo do tempo”, disse Carrick a jornalistas nesta sexta-feira.

“É alguma coisa sem precedentes, uma situação única, neste nível, com um impacto enorme em tantos aspectos. Portanto, todos nós realmente precisamos saber o que vai intercorrer. Acho que isso está muito evidente.”

O Liverpool também tem grandes motivos para se ressentir, depois de terminar uma vez que vice-campeão detrás do City três vezes nos últimos 12 anos.

A primeira partida do City desde a decisão condenatória será em Anfield, no domingo, e o técnico do Liverpool, Andoni Iraola, também pediu que a incerteza que afeta toda a Premier League seja esclarecida o mais rapidamente verosímil.

“Acho que o pior provavelmente é a incerteza, o veste de ninguém saber o que vai intercorrer”, disse o espanhol.

Guardiola deixou o função ao término da temporada passada, depois uma dez repleta de troféus no Etihad, mas deverá comparecer ao próximo jogo da equipe em lar, contra o Paris Saint-Germain, na quarta-feira, uma vez que mostra de espeque.

Maresca teve um início impecável no comando: o City venceu os cinco jogos disputados até agora na Premier League e lidera a tábua.

O City deverá enfrentar uma recepção hostil ao visitar Anfield, lar de seus grandes rivais, mas Maresca afirmou que seus jogadores permanecerão concentrados na partida.

“Provavelmente, o envolvente estará ainda mais amornado. Mas decidi ser técnico justamente por pretexto desse tipo de jogo”, afirmou.

“Neste momento, estamos na liderança do campeonato, portanto os jogadores têm todos os motivos para estar felizes e empolgados.”

Folha

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