Ana Paula do BBB atrai fãs eufóricos para mesa do SP2B – 14/08/2026 – Ilustrada
Vencedora do Big Brother Brasil, Ana Paula Renault parecia uma diva pop no SP2B desta sexta. Ou, ao menos, foi o que o público deu a entender enquanto via sua mesa, no palco Bespoke. Horas antes do bate-papo, fãs da jornalista já formavam uma enorme fileira para prometer bons lugares ali.
Com uma vasta lista de painéis, o festival SP2B tem parceria com a Folha e discute empreendedorismo e inovação até leste domingo, no parque Ibirapuera.
Renault conversou com quatro empreendedores da tendência, Daniela Lima, da Nega Lora Acessórios, Julia Maria, da Ser’Tão Seduzido, Cristiano Bronzatto, da Louloux Shoes, e Juliana Detilio, da Fitlegs. A conversa mostrou uma vez que cada um alavancou suas vendas e número de seguidores graças à participação e à vaga de sucesso de Renault no reality.
Bronzatto, por exemplo, contou uma vez que um sapato de sua marca chegou a esgotar em seguida a jornalista atirar o padrão em outro participante durante o programa. Outras peças nem precisaram de desavença para viralizar, caso de um lenço da Ser’Tão Seduzido que a “sister” usava no programa.
“A Mundo pôs um holofote em cima de todos nós, eu me incluo”, disse Renault. “Mas se não fossem o talento e o trabalho muito difícil que vocês sempre praticaram, zero teria ido para frente ou obtido esses números maravilhosos que vocês conseguiram.”
“Estou vestindo todas as marcas que vão estar cá”, anunciou a ex-BBB mal pisou no palco ao som de gritos muito eufóricos vindos do público, o que até logo não tinha sido visto em nenhum outro quadro do festival.
A ex-BBB relembrou alguns dos apelidos que ganhou dos “brothers”, uma vez que “feitiçeira” e “feiticeira”, além de brigas que a consagraram uma vez que o ícone da edição.
Mais cedo, a psicanalista Carol Tilkian, colunista do jornal, participou de um bate-papo com Juliana Sawaia, observador e consultora, e Carol Romano, uma das fundadoras da Porvir. No espaço Beginning, conversaram sobre as relações humanas na era contemporânea, abordando trabalho, paixão e o vício em telas.
“A gente está se relacionando menos. As pessoas querem relações, mas não querem se relacionar”, afirmou Tilkian. “Existe um susto de não ser bom o suficiente para o outro, seja para um parceiro romântico, familiar ou de trabalho. Estão trazendo a lógica produtiva para as relações pessoais.”
A psicanalista ainda disse que “em uma era de canetinhas emagrecedoras, as pessoas também não querem tarar as relações”. Ou seja, evitam desoprimir sobre suas insatisfações, o que pode gerar problemas a longo prazo.
Segundo Tilkian, tudo se torna pior com o vício em telas, já que existe a tendência de se confrontar o tempo todo e ter dificuldades para se concentrar até mesmo em conversas com quem amamos.
No horário de almoço, um debate sobre a relação da geração Z com o mercado de trabalho lotou o espaço Beyond. No palco estavam Mari Galindo, autora de “GenZ: A Geração Não Óbvia” e fundadora da Nice House, e Felipe Zanucci, executivo do LinkedIn. O quadro girou em torno de estereótipos associados àqueles nascidos entre os anos de 1995 e 2010.
Desde que secção dessa geração começou a trabalhar, se popularizou a teoria de que ela seria arrogante e preguiçosa. A percepção, no entanto, surge devido a um choque geracional sobre o que é negociável, segundo Galindo.
A escritora afirmou que, ao contrário de gerações anteriores, a Z tende a harmonizar seu esforço profissional de pacto com o contexto. “‘Vestir a camisa da empresa’ ganhando salário mínimo? Não, se o salário é mínimo, o esforço vai ser mínimo também.”
Aliás, ela explicou que essa geração costuma transmigrar de tarefa com frequência porque não vê a permanência uma vez que um sinônimo de sucesso. O mesmo vale para a maneira uma vez que jovens veem cargos de liderança —não é o principal objetivo deles. Outros fatores têm mais peso, uma vez que reconhecimento e remuneração.
“A geração Z quer remunerar as contas, não que o trabalho seja o meio da vida dela”, disse a escritora. Ela também enfatizou que muitos estereótipos são reducionistas, por ignorarem as individualidades de cada pessoa e a desigualdade social. “No Brasil, muita gente nem tem a opção de não trabalhar. Nas periferias, tem quem começa a ajudar em lar com nove anos”, disse. “Mais de 25% da população brasileira é ‘gen Z’. Não dá para generalizar.”





