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Ancelotti confirma adeus de veteranos da seleção 29/07/2026
Esporte

Ancelotti confirma adeus de veteranos da seleção – 29/07/2026 – Esporte

De volta ao Rio de Janeiro em seguida um período de sota ao término da Despensa do Mundo, Carlo Ancelotti começou a pôr em prática o planejamento da seleção brasileira rumo à edição de 2030 do torneio –seu contrato tem duração até lá. Em entrevista ao ge, disse até já ter enviado a alguns dos veteranos que chegou a hora de passar o viga.

“Acho que com essa Despensa do Mundo termina uma geração de jogadores muito importantes. Começando por Neymar. Passando por Danilo, Casemiro, todos esses jogadores que na Despensa do Mundo tinham mais de 30 anos”, afirmou o técnico, citando porquê exceção um zagueiro que hoje tem 32.

“Não vou expressar que vou mudar todos os 26. Vamos manter alguns jogadores importantes, que podem seguir com a risco de trabalho, porquê o Marquinhos, para expressar um nome. Acho que é importante que fique para dar um sinal de perpetuidade ao trabalho. Mas a teoria é mudar, botar uma novidade geração”, acrescentou.

Em várias de suas respostas, o italiano mencionou a Despensa América de 2028 –que deverá ser disputada nos Estados Unidos– porquê o próximo grande objetivo. Até lá o Brasil terá unicamente partidas amistosas e alguns jogos das Eliminatórias do próximo Mundial, e essa vagar para alguma disputa de maior impacto foi apontada porquê angustiante.

“Em nível pessoal, a minha reação é mais de desengano e tristeza porque um país está triste. Isso me faz sentir muito. Ou por outra, não temos a possibilidade de reagir rapidamente. Estamos falando de 2028, de 2030… É um prazo muito longo, não há possibilidade de reagir de inesperado. Tenho que concordar isso sabendo que vai ser um período com muito mais sátira do que o normal”, disse.

Essas críticas apontam especificamente o desempenho da seleção na guia por 2 a 1 para a Noruega nas oitavas de final. Mesmo diante de um competidor de muito menor tradição no futebol, seu time teve unicamente, segundo a Opta Analyst, 33,6% de posse de globo, contra 66,4%. Mas esse, segundo o treinador, não foi o problema.

“Acho que a equipe tem que ter um estilo fundamentado nas características dos jogadores. Quando tem na frente jogadores porquê Vinicius, Endrick Estêvão e Raphinha, você não tem que fazer um jogo de posse. Você tem que fazer um jogo mais vertical. Se surgirem jogadores novos, um meio-campista de muita qualidade, obviamente você poderá jogar mais jogo de posse”, declarou.

“É verdade que o time que ganhou a Despensa do Mundo, a Espanha, teve muita posse de globo. Mas a Espanha sofreu um gol. Teve muita posse de globo porque a Espanha tem a geração de meio-campistas muito potente. Tem sete meio-campistas tops no mundo: Fabián, Rodri, Pedri, Olmo, Zubimendi, Merino e Gavi. Sete”, acrescentou.

Ancelotti reconheceu, porém, que as substituições que tentou no segundo tempo não deram o resultado esperado. Entraram Endrick, Neymar, Danilo Santos e Éderson. No momento em que Neymar foi acionado, Endrick se tornou ponta-direita. E foi facilmente driblado no lance do primeiro gol do centroavante norueguês Haaland.

“Acho que até a paragem para hidratação do segundo tempo a equipe estava muito colocada no campo. Tivemos a oportunidade de fazer o gol no pênalti [perdido por Bruno Guimarães] e com Endrick. A autocrítica que eu posso fazer, que eu fiz depois do jogo, é que eu mudei a estrutura do time depois da paragem para hidratação, e aí perdemos o controle do jogo”, observou.

O técnico negou que tenha disposto Endrick e Neymar em campo pela pressão popular em torno desses nomes. E disse também que não foi um erro a manutenção de Neymar no grupo mesmo em seguida a revelação de que a lesão em sua panturrilha era muito mais grave do que diziam o próprio jogador e o Santos.

Ele fez uma boa avaliação universal de seu primeiro ano na seleção, atrapalhado por lesões, mencionou a procura por jovens meio-campistas que permitam uma escolha de jogo e apontou o zagueiro Vitor Reis –que tem 20 anos e passou a última temporada emprestado pelo Manchester City ao Girona– porquê provável presença nas próximas convocações.

Ancelotti, por termo, confirmou ter recebido um contato da FIGC (Federação Italiana de Futebol) para assumir a seleção pátrio de seu país. De contrato renovado com a CBF (Confederação Brasileira de Futebol), ele recusou a oportunidade, embora tenha dito que o papel assinado não foi determinante.

“Simplesmente teve contato da federação, mas não é um problema de contrato, é de compromisso. Eu tenho compromisso com o Brasil não por ter assinado o contrato. Tenho compromisso pelo ano que passei cá, fui muito muito recebido e não quero trinchar esse compromisso. Quero continuar trabalhando e continuar com a seleção.”

Folha

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