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Bienal do Livro: Maidy Lacerda arrasta multidões no evento
Celebridades Cultura

Bienal do Livro: Maidy Lacerda arrasta multidões no evento – 07/09/2026 – Ilustrada

“Desorganização” foi a vocábulo na boca dos visitantes desta segunda (7) de Bienal do Livro, em São Paulo. O feriado levou muitos pais e filhos ao Região Anhembi para escoltar uma programação majoritariamente voltada aos pequenos.

Maidy Lacerda, sensação da internet que se tornou sucesso literário com a série “O Quotidiano de uma Princesa Desastrada”, arrastou multidões. Sua mesa no início da tarde foi a mais enxurrada do dia. A ingresso era baseada não em fileira, mas em quem conseguia furar espaço entre a aglomeração de pessoas e quem definia quem avançava adiante era a própria povo.

Enquanto as pessoas no entorno da mesa se empurravam, Lacerda não completava duas frases sem ser interrompida por gritos eufóricos dos fãs. Até mesmo as perguntas do mediador Felipe Brandão eram seguidas por gritos. No pouco que foi falado durante o encontro, Lacerda deu spoilers do próximo livro e estimulou os leitores a se tornarem escritores.

Depois do início da mesa, o próprio evento passou a liberar exclusivamente a ingresso dos pequenos no espaço do auditório. Havia o coro de “deixem as crianças passarem”, cumprido pela maioria da povo, mas não por todos. Filhos nos ombros dos pais tentavam ter um vislumbre de Lacerda enquanto pais tentavam ter um vislumbre de seus filhos dentro do cingido. Muitos reclamavam do calor e do espaço apertado.

O caos continuou quando a mesa acabou. Mesmo com o reforço de seguranças e com a tentativa de organizar a saída, pais tiveram que se repuxar e gritar pela atenção dos controladores para conseguir reencontrar seus filhos. O espaço de autógrafos mal indicado levava muitas pessoas perdidas à Redondel Cultural –misturando a saída de pais e filhos com os leitores que queriam autógrafos e os que já formavam fileira para a próxima mesa.

Muitos visitantes ainda usavam esse momento para se aproximar dos seguranças e tirar dúvidas sobre o evento –grande segmento deles detrás de Maidy Lacerda, mesmo uma hora depois de a autora já ter se despedido.

A organização fez uso também de megafones para ajudar pais a encontrarem seus filhos perdidos.

As mesas seguintes atraíram crianças mais velhas e adultos nostálgicos. Depois da breve apresentação de um trecho do músico “Fala Sério, Mãe”, a autora Thalita Rebouças se encontrou com,Pedro Bandeira, Nelson Luiz de Roble e Maria Mariana para um papo sobre puberdade e livros que são “máquinas do tempo”, uma vez que disse a autora de “Confissões de Juvenil”.

Bandeira, responsável da “Droga da Obediência”, falou da prestígio da rebelião típica dessa período. “É o que permite à sociedade voar.” E completou: “A ordem tem que ser quebrada o tempo todo”.

A mediadora Maria Fernanda Rodrigues usou o encontro para narrar um pouco da história da Bienal do Livro. Enquanto Pedro Bandeira participa do evento desde quando era frequentado em grande maioria por professores, alunos e pais, Rebouças fez segmento da transformação em um encontro de fãs. A autora demonstrou isso ao termo da mesa, quando atendeu leitores e autografou livros ainda no palco.

A tarde terminou com uma programação para adultos no encontro entre Nàna Páuvoli, Lola Belluci e a misteriosa Zoe X, regado a palavrões.

Todas são autoras do gênero “dark romance” e escrevem sob pseudônimos. Em sua versão mais extrema, esse tipo de história faz da violência entretenimento e natividade de prazer.

Páuvoli, a autora mais veterana da mesa, explicou o sucesso dos livros dizendo que “o proibido é mais gostoso”. As regras, segundo ela, ficam na vida real.

Belluci apontou que as fantasias das histórias vão além do libido e do sexo. Citando tramas em que mocinhas em risco vivem romances com CEOs e ricaços, ela disse que o “dark romance” cria também fantasias de poder, zelo e notabilidade. “A gente está falando de nobilitação e enriquecimento feminino.”

Dissemelhante do mundo real, as autoras concordaram que os livros são um lugar seguro, onde as mulheres não precisam ter susto de homens. “Eu só confio nesses homens porque sou eu que escrevo eles”, disse Zoe X.

A 28ª edição da Bienal do Livro continua até o domingo, 13 de setembro.

Folha

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