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Cartão de meia do Fluminense gera suspeitas de manipulação
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Cartão de meia do Fluminense gera suspeitas de manipulação – 28/07/2026 – Esporte

Um cartão amarelo recebido pelo meio-campista prateado Lucho Acosta, do Fluminense, em duelo contra o Red Bull Bragantino, pelo Campeonato Brasiliano, gerou suspeitas de uma verosímil manipulação para propiciar apostadores. A informação foi publicada inicialmente pelo UOL e confirmada pela Folha.

Revelado pelo Boca Juniors e com passagens pela MLS (a liga profissional de futebol dos Estados Unidos), o jogador de 32 anos oriundo de Buenos Aires recebeu o cartão do avaliador Davi de Oliveira Lacerda já aos 47 minutos do segundo tempo, durante uma confusão generalizada entre jogadores das duas equipes próxima ao meio de campo.

Por meio de nota, a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) informou ter recebido, através da Fifa (Federação Internacional de Futebol), alerta da Sportradar —empresa global de tecnologia e dados esportivos responsável por detectar fraudes— apontando suspeita de manipulação, com um volume atípico de apostas no cartão de Acosta.

“⁠Conforme protocolo interno, em menos de 72 horas em seguida seu recebimento, o alerta foi compartilhado com autoridades públicas (Polícia Federalista e Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro) e com organismos disciplinares desportivos (Superior Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol, Procuradoria Universal junto ao STJD e Percentagem de Moral do Futebol Brasiliano)”, disse a confederação.

“A CBF, uma vez que de praxe, agirá com a cautela necessária e informa que solicitou à Fifa relatório circunstanciado com mais informações sobre o caso”, acrescentou a entidade.

O Fluminense, por sua vez, confirmou ter recebido “notificação sigilosa” da CBF sobre o roupa e disse estar à disposição para colaborar com os órgãos competentes.

“O desportista negou participação em qualquer tipo de irregularidade”, afirmou o clube.

Até o momento da confusão, o Bragantino vencia o jogo por 1 a 0, com gol marcado pelo atacante Eduardo Sasha. O Fluminense chegaria ao empate somente aos 57 minutos do segundo tempo, com o zagueiro Ignácio.

A partida, válida pela 19ª rodada do Brasiliano, aconteceu no último dia 17, no Maracanã.

Ocupando a 4ª colocação na tábua do campeonato, o Tricolor carioca volta a campo nesta quarta-feira (29), contra o Bahia (6ª), novamente no Maracanã. Já o Bragantino (5ª) joga nesta terça-feira (28) contra o Atlético-MG (8ª), na Redondel MRV, em Belo Horizonte.

Outros casos

Ao longo dos últimos anos, uma série de casos de suspeita de manipulação atingiram o futebol brasiliano e internacional.

Entre os de maior destaque está o do meia Lucas Paquetá, da seleção brasileira, denunciado em maio de 2024 pela FA (Football Association, a federação inglesa de futebol), quando ainda atuava pelo West Ham, de forçar o recebimento de cartões amarelo em partidas da Premier League.

O jogador acabou inocentado em julho de 2025.

O ex-Botafogo Luiz Henrique, hoje no Zenit, da Rússia, e Bruno Henrique, do Flamengo, foram outros atletas que tiveram os nomes envolvidos recentemente com as crescentes suspeitas em torno do mercado de apostas no futebol.

O atacante rubro-negro chegou a ser denunciado em junho de 2025 pelo MP-DF (Ministério Público do Região Federalista), por suspeita de crimes de estelionato e fraude esportiva.

Segundo a investigação da Polícia Federalista, ele teria avisado que forçaria um cartão amarelo em partida do Campeonato Brasiliano de 2023, o que beneficiou um esquema de apostas esportiva.

A resguardo de Bruno Henrique afirmou que o desportista “nunca esteve envolvido em esquema de apostas”.

Atletas de menor projeção também já receberam punições pela participação nos esquemas de apostas, que vão desde a suspensão temporária até o exílio do futebol, frutos da operação Penalidade Máxima, do MP-GO (Ministério Público de Goiás).

O zagueiro Eduardo Bauermann e o atacante Alef Manga receberam suspensões de 360 dias e hoje atuam por Pachuca, do México, e Remo, respectivamente.

Aqueles que teriam participado e também aliciado outros atletas receberam penas mais dura, com o exílio do esporte, caso de Marcos Vinicius Alves Barreira, ex-Vila Novidade, Ygor Catatau (Sampaio Corrêa), Gabriel Tota (Juventude) e Matheus Phillipe (Olaria).

Folha

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