Notícias Favoritas

O seu portal favorito de notícias na Internet

Christine Lagarde renuncia à presidência do Banco Central Europeu
Brasil

Christine Lagarde renuncia à presidência do Banco Central Europeu

A presidente do Banco Médio Europeu (BCE), Christine Lagarde, renunciou nesta quinta-feira (29), pondo termo a meses de especulações sobre seu porvir. A decisão ocorre no momento em que a Europa entra em período de crescente volatilidade econômica e de política eleitoral polêmica, principalmente em sua terreno natal, a França.

Lagarde deixará o incumbência em 7 de fevereiro, dando aos atuais líderes da União Europeia (UE) tempo para escolherem seu sucessor antes da eleição presidencial francesa, na qual as pesquisas indicam que a candidata de extrema direita Marine Le Pen é a favorita.

O BCE enfrenta riscos de inflação decorrentes de um choque nos preços do petróleo, causado pela guerra no Irã, enquanto um aumento acentuado nos rendimentos dos títulos, principalmente na França, ameaço frear o desenvolvimento.

“Deixo esta instituição com a sensação de um bom trabalho realizado e de um BCE pronto para o porvir”, disse Lagarde, de 70 anos, em breve vídeo compartilhado nas redes sociais.

Uma manadeira com conhecimento direto do ponto afirmou que Christine Lagarde, ex-ministra das Finanças da França e ex-diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI) renunciou para poder se posicionar sobre questões políticas na França e no mundo. Uma vez que presidente do BCE, esperava-se que ela permanecesse neutra para salvaguardar a independência da instituição.

“Sinais errados”

Markus Ferber, deputado germânico do Parlamento Europeu pelo Partido Popular Europeu (centro-direita), afirmou que a repúdio antecipada de Lagarde enviou “o sinal falso”, considerando a inflação elevada, o nervosismo nos mercados de títulos e as eleições iminentes.

“Se surgir a sensação de que essa saída foi programada para coincidir com as eleições nacionais, isso prejudica a crédito em uma instituição que deve estar supra de qualquer conta político interno”, disse Ferber, que integra a percentagem parlamentar responsável por confirmar o sucessor de Lagarde.

Em contrapartida, Marcel Fratzscher, presidente do meio de estudos germânico DIW, disse que Lagarde estava demonstrando “um potente tino de responsabilidade para com a Europa”.

“Ao deixar o incumbência previamente, Christine Lagarde dá aos governos e instituições europeias a oportunidade de nomear um sucessor que salvaguardará os valores europeus e protegerá a independência do BCE”, disse ele à Reuters.

Lagarde não abordou diretamente essas questões. Ela afirmou que não será candidata à Presidência da França, mas que defenderá os valores pró-europeus em seu país natal “na função que considerasse mais eficiente”.

O presidente do Juízo Europeu, António Costa, disse que o processo para encontrar o sucessor de Lagarde começará imediatamente.

É provável que a nomeação faça segmento de um pacote mais extenso de cargos de subida direção do BCE, envolvendo a vaga na diretoria executiva de Isabel Schnabel, que deixará o incumbência no início de janeiro, e a do economista-chefe Philip Lane, cuja saída está prevista para maio.

Candidatos competentes

Os ex-presidentes dos bancos centrais da Holanda e da Espanha, Klaas Knot e Pablo Hernández de Cos, são considerados os principais candidatos à sucessão de Lagarde.

“Os sucessores cogitados são ambos banqueiros centrais muito competentes e muito estabelecidos; portanto, para os mercados, isso não fará muita diferença”, afirmou Piet Haines Christiansen, economista do Danske Bank.

Os mercados financeiros reagiram pouco ao pregão, com alguns analistas observando que o BCE já construiu uma reputação que perdura além de qualquer um de seus líderes.

“O BCE está agora bastante consolidado, e o mercado está familiarizado com sua forma de operar”, disse Simon Dangoor, director de Investimentos Macro de Renda Fixa do Goldman Sachs. “Nossa opinião é que o comportamento institucional provavelmente perdurará além de Lagarde e será bastante semelhante, independentemente de quem assumir o incumbência.”

O procuração de Lagarde estava previsto para se estender até o final de outubro de 2027, mas as especulações sobre uma saída antecipada vinham se intensificando há meses, com o Fórum Econômico Mundial sendo visto uma vez que provável orientação. O Fórum Econômico Mundial se recusou a comentar.

Aumento dos juros

A repúdio de Lagarde ocorre justamente quando o BCE está no meio de um ciclo de aumento das taxas de juros, com o objetivo de impedir que um choque nos preços do petróleo, ligado à guerra no Irã, se reflita em outros preços e salários.

O BCE também precisa mourejar com um aumento nos rendimentos dos títulos públicos — principalmente na França, que está sobrecarregada com dívidas —, o que elevou os custos de financiamento para famílias e empresas e, segundo Lagarde, irá moderar o desenvolvimento e a inflação.

Recluso entre a inflação persistente, alimentada por um novo aumento nos custos de pujança, e a deterioração das condições de financiamento, espera-se amplamente que o BCE mantenha sua taxa de repositório em 2,5% nesta quinta-feira, ao mesmo tempo em que sinalize que outro aumento, possivelmente já em dezembro, continua provável.

“É provável que haja poucas barreiras para outro aumento em dezembro, dada a verosimilhança de uma novidade revisão para cima da previsão de inflação do BCE devido aos preços mais altos da pujança”, disse Oliver Rakau, da Oxford Economics.

O BCE deve anunciar sua decisão sobre as taxas de juros às 10h15 (horário de Brasília) desta quinta-feira, seguida pela coletiva de prensa regular de Lagarde.

Atualmente, os mercados monetários precificam mais três aumentos da taxa de juros pelo BCE até o final do próximo ano, o que elevaria a taxa de repositório para 3,25%, um nível amplamente considerado restritivo ao desenvolvimento econômico.

*É proibida a reprodução deste teor.

Fonte EBC

LEAVE A RESPONSE

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *