Comemorações dos 50 anos da Funarte fortalecem a Cultura do

Comemorações dos 50 anos da Funarte fortalecem a Cultura do Brasil

Brasil

O Núcleo de Documentação e Pesquisa (Cedoc) da Instauração Vernáculo de Artes (Funarte), entidade vinculada ao Ministério da Cultura (MinC), será lhano nesta terça-feira (31), às 10h. Agora, vinculado à novidade Diretoria de Memória, Pesquisa e Produção de Conteúdos (Dimemo), criada em 2025, com a reforma administrativa da Funarte, o Cedoc está instalado em um imóvel próprio, no casarão histórico onde funcionou o Museu da Morada da Moeda, na Rossio da República, núcleo do Rio.

A exórdio do Cedoc faz segmento do fecho do período de comemorações dos 50 anos da Funarte. Durante três meses, a entidade promoveu ações pelo país destacando a sua influência para a Cultura do Brasil.

“Nesse 31 de março, a Funarte completa esse rodeio de três meses de celebração de uma história, mas também valorizando, sobretudo, o papel formulador de política pública para as artes e agora com um marco de instituição da nossa Política Vernáculo das artes”, disse à Escritório Brasil, a presidenta da Funarte, Maria Marighella.

“O Cedoc sai de um espaço e de uma sede que não era sua, se transfere para um prédio que era o macróbio Museu da Morada da Moeda, mas que hoje é um prédio do Cedoc, um prédio próprio, um patrimônio no núcleo do Rio de Janeiro vocacionado a preservar esse ror”, completou.

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Rio de Janeiro (RJ), 15/12/2025 – A presidenta da Fundação Nacional de Artes (Funarte), , Maria Marighella, fala sobre a celebração de 50 anos e assina termo de cooperação com a Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 15/12/2025 – A presidenta da Fundação Nacional de Artes (Funarte), , Maria Marighella, fala sobre a celebração de 50 anos e assina termo de cooperação com a Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Rio de Janeiro (RJ), 15/12/2025 – A presidenta da Instauração Vernáculo de Artes (Funarte), Maria Marighella, Foto-arquivo: Fernando Frazão/Escritório Brasil – Fernando Frazão/Escritório Brasil

Conforme informou, o Núcleo de Documentação e Pesquisa guarda mais de 2 milhões de itens que preservam a memória das artes brasileiras e da própria instituição, porquê acervos fundamentais para a história das artes do Brasil. Entre eles, o do dramaturgo Oduvaldo Vianna (1892-1972), o do produtor e responsável de teatro de revista Walter Pinto (1913-1994) e o do ator, produtor, diretor e pesquisador Fernando Peixoto (1937-2012), estão registrados no Programa Memória do Mundo da Unesco.

“É um ror muitíssimo vasto e extenso que nos dá a dimensão e a grandeza dessa riqueza”, destacou.

Maria Marighella disse ainda que essa exórdio vai também convocar e mobilizar instituições culturais, que promovem a preservação, a memória e a proteção dos acervos, que sendo públicos ou privados são de interesse público.

“Ao convocarmos, chamarmos e unirmos as instituições estamos inaugurando um envolvente de rede, dizendo que o papel da memória é o que só pode se dar se ele for na relação federativa, no sistema pátrio de cultura, com os entes federados, mas sobretudo com os agentes culturais e as suas instituições”, afirmou a presidenta.

Ela destacou que na procura desse envolvente de rede de proteção e memória das artes, a Funarte vai assinar protocolos de intenção com instituições que tenham esta vocação.

Grande Othelo

Desde 2008, o Cedoc guarda também o ror pessoal de Sebastião Bernardes de Souza Prata, o ator Grande Othelo (1915-1993). A partir desta coleção foi montada a Ocupação Grande Othelo, uma parceria da Funarte com o Itaú Cultural, que a levou para a sua sede na cidade de São Paulo, e abriu a mostra ao público entre dezembro do ano pretérito e março deste ano.

 


Rio de Janeiro. Ator Grande Otelo. Foto Mídias Socias
Rio de Janeiro. Ator Grande Otelo. Foto Mídias Socias

Rio de Janeiro. Ator Grande Othelo. Foto Mídias Socias – Foto Mídias socias

Agora, instalada na novidade sede do Cedoc, no Rio, os visitantes têm a possibilidade de fazerem, por meio de mais de 160 itens, uma mergulho na vida e obra do primeiro artista preto a ocupar um lugar de destaque tanto no teatro, porquê no rádio, no cinema e na televisão no Brasil.

“Com talento, humor e sagacidade, Othelo abriu caminhos nas artes e pautou discussões importantes, reivindicando direitos e representatividade. Uma presença marcante para a cultura do Brasil, de alcance e reconhecimento internacional”, ressalta a Funarte em nota.

A concepção e a curadoria ficaram sob a responsabilidade do Itaú Cultural e contou ainda com consultoria da pesquisadora Deise de Brito. O projeto expográfico é de Kleber Montanheiro. Entre as peças da mostra, o público pode se encantar com rascunhos de poemas ou outros concluídos, porquê: Cadê você, Gonzagão? Uma homenagem que Otelo fez a Luiz Gonzaga.

O visitante verá ainda, segundo a entidade, “partituras originais dos anos 1940, roteiros, objetos, cartas, fotografias, indumentárias, suas agendas para recados e outros cadernos pessoais, documentos históricos porquê um contrato com a Rede Mundo, de 1967, um diploma de cidadão paulistano, de 1978, e troféus porquê o Velho Guerreiro, que Chacrinha lhe ofereceu em seu programa dominical”.

A visitação gratuita à Ocupação Grande Othelo estará ocasião até 30 de setembro, de segunda a sexta-feira, das 10h às 16h. A partir de maio, por meio do Programa Educativo do Cedoc, as escolas poderão agendar visitas guiadas.

“O Cedoc abre suas portas com esta exposição de disseminação desse ror, e essa é uma alegria enorme. Nunca se falou tanto sobre a urgência e a premência de protegermos, formularmos e executarmos políticas públicas de proteção da memória das artes”, afirmou Maria Marighella.

De harmonia com a presidenta, assim porquê tem as políticas nacionais de Patrimônio, da Cultura Viva, a Setorial do Audiovisual e a de Museus, vai ter pela primeira vez na sua história, uma política para as artes tendo o circo, a dança o teatro, a literatura, a música e o cinema porquê segmento desse teor cultural brasílio.

“A democracia do Brasil se renova com as artes, a soberania do Brasil se projeta por meio das suas artes. O Brasil que quer se recontar por si mesmo, um Brasil soberano terá a sua política de valor e reconhecimento das artes porquê muito coletivo”, comentou.

“Convidamos todos e todas a conhecerem o Cedoc, o núcleo de documentação, assim porquê os outros equipamentos da Funarte, neste marco de celebração dos seus 50 anos e de 40 anos do Ministério da Cultura, celebrando o Brasil soberano, o Brasil das artes”, completou.

Exposição

Ainda nesta terça-feira, outra ocupação importante vai marcar as celebrações e o sítio é peculiar. O Palácio Gustavo Capanema, sede histórica da Funarte, vai receber, às 16h, no mezanino, a exposição Visualidades Brasileiras – Funarte 50 Anos. Na exórdio, o público apreciará uma roda de partilha e a performance Nimbo Oxalá, do artista Ronald Duarte.

Cinco décadas de arte contemporânea, políticas públicas e multiplicidade estética, estarão ali reunidas sob curadoria da pesquisadora e sátira de arte Luíza Interlenghi, abrangendo o período de 1976 a 2026.

“São revisitadas iniciativas históricas porquê os Salões Nacionais de Artes Plásticas, o Projeto Macunaíma, o Instituto Vernáculo de Retrato (Infoto) e prêmios porquê Projéteis de Arte Contemporânea, Funarte de Arte Contemporânea, Conexão e Circulação, Mulheres nas Artes Visuais, entre outros”, adiantou a Funarte.

Show

A programação tem também, na extensão dos Pilotis, a partir das 18h, apresentação das cantoras nordestinas Cátia de França, da Paraíba; a baiana Josyara e Juliana Linhares, do Rio Grande do Setentrião.

O show passa pelos mais de 50 anos de curso de Cátia, incluindo músicas que fazem segmento de No Rastro de Catarina, seu mais recente trabalho; além de canções do repertório autoral de Josyara e Juliana, nomes de destaque na atual música brasileira independente.

“Elas compartilham um espetáculo construído a partir de escutas, atravessamentos e camadas distintas da música nordestina. A apresentação articula repertórios, gestos e sonoridades que tensionam tradição e contemporaneidade”, destaca a Funarte, acrescentando que “o trio revela afinidades e contrastes, criando um espaço de troca onde geração, memória e liberdade aparecem porquê forças centrais da cena”.

O show das três artistas ocorre em um lugar que foi palco de manifestações históricas que marcaram a luta pela resistência e resguardo da cultura brasileira, porquê o Ocupa MinC, em 2016, e os protestos de 2021 contra a inclusão do Palácio Capanema em leilões de imóveis, conforme pretendia, na estação, o governo federalista.

Todas as atividades da programação são gratuitas e abertas ao público.

Palácio Gustavo Capanema

 


Rio de Janeiro (RJ), 06/05/2025 – O presidente do Iphan, Leandro Grass durante reinauguração do Palácio Gustavo Capanema, no centro do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 06/05/2025 – O presidente do Iphan, Leandro Grass durante reinauguração do Palácio Gustavo Capanema, no centro do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Rio de Janeiro (RJ), 06/05/2025 – Palácio Gustavo Capanema, no núcleo do Rio de Janeiro. Foto-arquivo: Tomaz Silva/Escritório Brasil – Tomaz Silva/Escritório Brasil

Considerado um marco da arquitetura modernista e do patrimônio cultural brasílio, o Palácio Gustavo Capanema foi construído entre 1937 e 1945, para sediar o Ministério da Ensino e Saúde Pública, no núcleo da cidade do Rio de Janeiro. O prédio é visto porquê um ícone mundial.

Liderado por Lúcio Costa, o projeto teve a participação de Oscar Niemeyer, Affonso Eduardo Reidy, Carlos Leão, Jorge Moreira, Ernani Vasconcellos e consultoria de Le Corbusier. Em seus ambientes se espalham obras de Cândido Portinari, Burle Marx, Bruno Giorgi, entre outros artistas consagrados.

Posteriormente nove anos fechado, ao completar 80 anos, o Capanema foi reaberto e devolvido ao Brasil, em 2025, posteriormente um intenso trabalho de restauro do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Vernáculo (Iphan), dentro do Programa de Aceleração do Incremento (Novo PAC).

Junto com a reinauguração em 20 de maio do ano pretérito, houve a entrega da Ordem do Valor Cultural (OMC), a mais subida honraria pública da cultura do Brasil. No mesmo dia, a sede histórica da Funarte foi reinstalada no sítio.

“É neste terreno emblemático que a Funarte conclui sua sarau de natalício: a primeira vez, desde o fechamento do prédio, que um evento público convoca a presença maciça da população ao sítio”, completou a Funarte na nota.

Fonte EBC

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