O ator RJ Mitte na estreia de El Camino: Um Filme de Breaking Bad em Los Angeles em de outubro de 2019
REUTERS/BBC
O ator americano RJ Mitte, espargido por interpretar Walter White Jr. na série Breaking Bad, morreu na segunda-feira (12/10) no Texas, aos 34 anos.
Seus representantes disseram à escritório de notícias Reuters que o artista cometeu suicídio.
Originário de Jackson, Mississippi, Mitte sofreu uma lesão cerebral ao nascer e foi diagnosticado com paralisia cerebral ligeiro aos três anos.
Sua experiência com essa deficiência lhe permitiu trazer autenticidade à sua tradução de Walter Jr.
Em Breaking Bad, o protagonista, Walter White, é um professor de química do ensino médio no Novo México que, em seguida ser diagnosticado com cancro, entra no mundo do narcotráfico para prometer o porvir financeiro de sua família.
À medida que afunda no submundo do tráfico de metanfetamina, ele se afasta de seu rebento, Walt Jr.
Fora das telas, Mitte usou sua popularidade para tutorar os direitos das pessoas com deficiência e promover uma maior representação desse grupo na indústria do entretenimento.
Nesse processo, colaborou com a entidade United Cerebral Palsy, da qual foi mensageiro.
“Tenho paralisia cerebral, mas nunca deixei que ela me impedisse de seguir em frente”, afirmou Mitte em um cláusula publicado no site HuffPost em 2014.
‘Eu aparecia na televisão interpretando um personagem com paralisia cerebral, mas a história não girava em torno da deficiência dele’
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Ao recordar uma vez que aprendeu a enfrentar o bullying durante a puerícia, acrescentou: “Isso não deveria definir você. Eu simplesmente tenho paralisia cerebral”.
O mesmo acontecia com seu personagem na série, recentemente escolhida pelo The New York Times uma vez que a melhor produção televisiva do século 21.
“O que eu realmente gostava era que ele aparecia na televisão interpretando um personagem com paralisia cerebral, mas a história não girava em torno da deficiência dele”, explica Emma Livingstone, fundadora e diretora-executiva da UP-The Adult Cerebral Palsy Movement — uma instituição de filantropia britânica.
“Ver RJ Mitte na tela interpretando um papel e, ao mesmo tempo, saber que ele tem paralisia cerebral foi um tanto realmente muito poderoso.”
Legado importante
Susan Sellers, presidente e diretora-executiva da United Cerebral Palsy, destaca o trabalho de Mitte, que também criou a Instauração Mitte, que oferecia subsídios a iniciativas comunitárias em sua cidade natal no Texas.
“Seu trabalho em resguardo dos direitos das pessoas com deficiência foi fundamentado no compromisso de prometer que pessoas com paralisia cerebral e outras deficiências fossem vistas e ouvidas, e tivessem a oportunidade de desenvolver todo o seu potencial.”
O legado de Mitte é mormente significativo para artistas com deficiência.
É o que afirma a atriz Ruth Madeley, que interpreta a ativista dos direitos das pessoas com deficiência Judy Heumann no filme A Arte de Ser Heumann.
Madeley tem espinha bífida, uma malformação congênita.
“Se você não vê [pessoas com deficiência atuando em filmes], não acredita que seja provável. Quando eu era mais jovem, atuar nem sequer estava entre minhas opções. Eu nem pensava que pudesse seguir essa curso”, disse ela à BBC.
Bryan Cranston (à esquerda) interpretou o pai de RJ Mitte na série de sucesso Breaking Bad
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“Ter alguém uma vez que ele [Mitte] na tela era muito importante para tantos jovens que veem as artes uma vez que uma indústria na qual gostariam de edificar uma curso. Ele foi um magnífico exemplo de que isso era provável”, prosseguiu.
“Mas ele não era unicamente uma pessoa com deficiência rompendo barreiras na indústria. Era um talento imprevisto, e acho que é isso que mais vamos sentir falta.”
Outro ator, Keron Day, que participou da série de sucesso da Netflix Sex Education, disse à BBC: “A maior homenagem que posso prestar a RJ e a tudo o que ele fez é que hoje estou falando com vocês do set de um programa de televisão”.
“Esse é o legado dele: pessoas com deficiência podendo desenvolver carreiras profissionais nas indústrias criativas. Se eu qualquer dia conseguisse ter metade do impacto que RJ teve, me sentiria imensamente orgulhoso. É um dia triste tanto para a nossa indústria quanto para a nossa comunidade.”
O comediante e roteirista Laurence Clark concorda: “Quanto mais representação houver na televisão, mais pessoas com deficiência se sentirão inspiradas a considerar essa profissão uma vez que uma opção para elas.”
“As coisas mudaram muito desde que Breaking Bad estreou em 2008, mas ainda há um longo caminho a percorrer.”
Mitte foi escolhido para integrar o elenco de Breaking Bad aos 14 anos.
Em 2016, ele declarou à Channel 4 News que a série “abriu muitas portas na televisão e incentivou muitos roteiristas a serem mais ousados”.
No entanto, também advertiu que ainda havia muito a ser feito: “Ainda temos um longo caminho a percorrer… continua sendo um negócio e precisamos progredir pouco a pouco.”
O que é paralisia cerebral?
O Serviço Pátrio de Saúde do Reino Unificado (NHS, na {sigla} em inglês) descreve a paralisia cerebral uma vez que um grupo de condições que afetam o movimento e a coordenação.
Elas são causadas por lesões no cérebro ou por um desenvolvimento irregular dele, geralmente antes do promanação, durante o parto ou pouco depois do promanação.
As causas podem variar e incluir infecções durante a gravidez ou falta de oxigênio no cérebro antes, durante ou logo em seguida o parto.
O NHS afirma que, em muitos casos, não é provável instituir a desculpa exata da paralisia cerebral.
Os sintomas e sua seriedade variam consideravelmente de uma pessoa para outra.
Entre os sinais mais frequentes estão atrasos no desenvolvimento de habilidades uma vez que sentar ou marchar, fraqueza nos braços ou nas pernas e movimentos involuntários ou descontrolados.
Algumas pessoas também andam na ponta dos pés.
Segundo a organização beneficente Scope, em universal as pessoas com paralisia cerebral têm expectativa de vida semelhante à do restante da população
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Embora algumas pessoas com paralisia cerebral precisem de suporte durante toda a vida, outras podem viver de forma independente.
Nem todas usam cadeira de rodas, e a requisito pode se manifestar de diferentes formas.
Outros sintomas podem incluir dificuldades para engolir ou falar, problemas de visão e dificuldades de aprendizagem.
A paralisia cerebral não piora com o tempo, embora os sintomas possam mudar ao longo da vida de uma pessoa.
Tem tratamento?
A paralisia cerebral não tem tratamento, mas existem tratamentos que podem ajudar as pessoas que convivem com a requisito a se manterem ativas e a viver de forma independente.
Entre eles estão a fisioterapia, a terapia da fala e a terapia ocupacional, que identifica os problemas que o paciente enfrenta ao realizar tarefas cotidianas e sugere maneiras de facilitá-las.
Também podem ser considerados medicamentos e cirurgias que ajudam a atenuar alguns sintomas.
A Scope, uma organização beneficente britânica que trabalha pela paridade das pessoas com deficiência, afirma que, em universal, as pessoas com paralisia cerebral têm expectativa de vida semelhante à do restante da população.
Estima-se que mais de 17 milhões de pessoas em todo o mundo vivam com paralisia cerebral.
* Com informações da repórter de cultura da BBC Emma Saunders.
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