Notícias Favoritas

O seu portal favorito de notícias na Internet

Como O Bosque Selvagem preserva o stop motion na era da
Celebridades Cultura

Como O Bosque Selvagem preserva o stop-motion na era da IA – 27/10/2026 – Ilustrada

“O Brenha Selvagem”, o novo longa em stop-motion dos estúdios Laika, parece uma contrarrevolução. Em mais um universo em que cresce o uso da perceptibilidade sintético, a animação que chega aos cinemas nesta quinta-feira (29) valoriza um trabalho praticamente artesanal.

Cá, a descrição de “o trabalho mais ávido de nossa história” não configura um mero clichê. O longa que começou a ser gestado em 2013 e operacionalizado em 2020, ainda na pandemia, é um ponto fora da curva dos mesmos criadores do sucesso “Coraline e o Mundo Secreto”, de 2009, inspirado no livro de Neil Gaiman.

A história acompanha Prue, uma pré-adolescente esperta e madura, daquelas que não aparentam —ou não querem fingir— ter a idade que têm. Ela ajuda os pais, uma dupla meio hipster, a cuidar de seu irmão, o bebê Mac. Até que o caçula é sequestrado por um quadrilha de corvos e levado para um selva com criaturas zero convencionais.

Prue vê sua vida virar do avesso e, sentindo-se culpada por ter desobedecido a uma expressa ordem para não trespassar de lar com Mac, entra em uma saga detrás do irmão em uma selva que não conhece. É acompanhada do leal escudeiro Curtis, um colega de escola que é quase a sua antítese, um menino inseguro, mas extremamente leal.

Ela tem de enfrentar a vilã Alexandra, uma mulher que viu sua crueldade nascer de uma das maiores dores que se pode passar —perder um rebento.

“O Brenha Selvagem” é inspirado no livro “Wildwood”, publicado em 2011 pelo músico e responsável Colin Meloy, vocalista da filarmónica indie The Decemberists. A história se passa em Portland, cidade de 630 milénio habitantes no estado americano de Oregon, que impressiona por suas coníferas gigantes, sempre verdes, e também por seu ar hipster e misterioso. Nas livrarias locais, aliás, uma vez que a rede Powell’s, que inclusive aparece no filme, esse é o gênero que domina as prateleiras: o mistério.

A cidade é uma personagem médio de “O Brenha Selvagem”, que imita suas ruas e florestas. Vários elementos locais estão presentes na produção, até as feições indígenas, muito presentes na cidade. Os estúdios da Laika estão na superfície metropolitana de Portland, e daí vem o fascínio da equipe por finalmente simbolizar a região no cinema.

Antes do livro, a história agora se transformou em um filme em stop-motion que impressionou toda a sua equipe pela minuciosidade de detalhes, a procura incessante pela sublimidade. Os números impressionam, e, ao se testemunhar à cena final na tela, é difícil ter a real dimensão do tamanho do esforço humano ali empregado.

Para dar conta de animar o filme, mais de 230 bonecos dos personagens foram feitos. Eles têm uma tecnologia nunes —seus pequenos corpos conseguem imitar até contrações musculares.

Se cada personagem humano já foi extremamente trabalhoso, zero se comparou à grande águia, a General, que carrega Prue em secção de sua jornada, em uma das cenas mais complexas do filme. Foi necessário um ano para produzir o boneco do pássaro, que mede quase um metro do ponta à rabo. Brad Schiff, o encarregado de animação, diz nunca ter feito um boneco tão trabalhoso em sua curso.

Para que os personagens tivessem as expressões faciais tão verossimilhantes quanto verosímil, diferentes faces foram criadas para serem substituídas nos bonecos. Elas são armazenadas em centenas de caixas de plástico com divisórias. Mais de 142 milénio faces foram impressas.

Ainda mais impressionante é o trabalho do time de animadores. Com os bonecos em mãos, é preciso movimentá-los em um trabalho para o qual resiliência e insistência são ingredientes fundamentais. Até as pálpebras dos bonecos podem ser manipuladas com uma pequena pinça pelos animadores.

Para fazer um segundo de filmagem, são necessários em torno de 24 movimentos do animador no boneco, mudando a posição de seus bracinhos, pernas, olhos, cabelo e roupa.

Representante brasílio na produção, o mineiro Thiago Calçado atuou uma vez que animador. Foi responsável por dar movimento aos cavalos da série, envolvidos em algumas das cenas de maior ação —e, portanto, de maior dificuldade.

Foi um pedido feito por ele próprio, que já havia entusiasmado quadrúpedes em outra produção e queria se apurar no duelo. Entre outros trabalhos, ele fez secção da equipe de animação “Minhocas”, de 2013, o primeiro longa em stop-motion produzido no Brasil. Mais recentemente, fez secção do “Pinóquio por Guillerme del Toro”, lançado há quatro anos.

Ele conta do esforço para a produção de cada cena. Por semana, de quatro a seis segundos de cena conseguiam ser produzidos, tamanha a demanda por detalhes. Calçado também descreve “O Brenha Selvagem” uma vez que uma produção nunes.

O filme se insere na esteira de uma série de produções de renome da Laika, a inaugurar por “Coraline”, a história da moçoila que periga ter seus olhos substituídos por botões em sua jornada para entender que nenhuma pessoa namorada, nem um parente, nem um companheiro, será perfeita. E que aprender a mourejar com as características que não se gostam do outro é secção fundamental da vida.

E “Kubo”, de 2016, com a história do menino que, munido da força da mãe, de um companheiro macaco e outro samurai, mergulha em uma jornada em procura da armadura mágica de seu falecido pai. O longa venceu o prêmio Bafta de melhor animação no ano seguinte.

A produtora de Travis Knight teve todos os seus cinco primeiros longas indicados ao Oscar de melhor animação, ainda que não tenha levado a premiação em nenhum dos anos —”Coraline”, “ParaNorman”, “Os Boxtrolls”, “Kubo” e “Link Perdido”. Não há um membro da equipe que não espere indicação semelhante para “O Brenha Selvagem”, que pode enfrentar produções gigantes uma vez que “Toy Story 5”, da Disney-Pixar, e “A Ilhéu Esquecida”, aposta da Dreamworks.

Responsável pela adaptação do livro para filme, o britânico Chris Butler diz que Prue, a protagonista de feições sempre cansadas, mas de robustez inexaurível, entende uma vez que funciona um narrativa de fadas, e a formosura de sua trajetória está justamente no veste de ignorar a sublimidade ou a procura por estereótipos.

Mas talvez a descrição mais leal a essa protagonista tenha vindo da atriz Peyton Elizabeth Lee, que dá voz à Prue no original, em inglês.

“Ela sabe muito muito quem é, mas perde secção de sua crédito quando é desafiada com o sequestro do irmão, e é logo que ela aprende, em um círculo de maturidade e propagação”, diz ela à reportagem, que visitou os estúdios da Laika na costa oeste dos Estados Unidos alguns meses antes da estreia do filme.

Logo que o trailer na versão em inglês foi divulgado, muitos falaram justamente sobre o paisagem artesanal da obra. “Paladar do veste de que o slogan diz ‘das MÃOS que criaram Coraline'”, disse um usuário no YouTube sobre a forma uma vez que a Laika introduz “O Brenha Selvagem”. “Em uma quadra em que tantas animações estão migrando para conteúdos gerados por IA, é revigorante ver um projeto celebrando com orgulho os artistas e criadores por trás de cada quadro.”

A jornalista viajou a invitação da Laika

Folha

LEAVE A RESPONSE

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *