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Copa 2026: jogadores acusados de estupro disputam 09/07/2026
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Copa 2026: jogadores acusados de estupro disputam – 09/07/2026 – Esporte

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Nas últimas semanas, a Despensa do Mundo de 2026 revelou um dilema que o futebol internacional ainda não conseguiu resolver: o que fazer quando alguns dos protagonistas do maior torneio do esporte respondem a acusações de estupro ou violência sexual?

O ganês Thomas Partey, o marroquino Achraf Hakimi e o cabo-verdiano Ryan Mendes respondem a processos criminais sob suspeita de violência sexual ou, no último caso, a uma investigação por suposto estupro.

Partey jogava no Arsenal, o atual vencedor da Premier League, quando foi denunciado de estupro por sete mulheres. Os casos relatados teriam ocorrido entre 2020 e 2022. O meio-campista se declarou singelo e aguarda o julgamento na Inglaterra, marcado para junho de 2027. Enquanto isso, foi convocado para a seleção de Gana —que desfalcou na estreia, posteriormente o Canadá negar seu visto com base na denunciação de violência sexual.

A Despensa do Mundo já tinha começado quando a Justiça francesa decidiu enviar para julgamento a denunciação contra o lateral Hakimi, capitão da equipe de Marrocos e atual vencedor da África. Ele é denunciado de estuprar uma mulher em sua morada no subúrbio de Paris em 2023. Sua advogada afirmou que recorrerá da decisão.

Foi também quando a seleção de Cabo Verdejante passou a lucrar tração no mundial porquê a zebra favorita de todos que veio à tona a investigação contra seu capitão, Ryan Mendes. Em abril de 2026, a polícia da Novidade Zelândia abriu um questionário para apurar se o jogador estuprou uma tradutora brasileira durante um evento da Fifa no país. Mendes não se manifestou publicamente sobre o caso.

Eles não são os únicos, porquê rapidamente levantou a internet, com um histórico de acusações de crimes sexuais. Dois japoneses, Kaishu Sano e Junya Ito, foram investigados — e Sano chegou a ser recluso— mas tiveram as acusações arquivadas.

Uma das maiores estrelas do futebol global, Cristiano Ronaldo, de Portugal, foi processado em 2018 por uma mulher que o acusou de estuprá-la em Las Vegas, nos Estados Unidos, em 2009. Os dois haviam feito um harmonia financeiro em 2010, mas ela alegou ter sido coagida a aceitá-lo. O caso foi arquivado em 2022.

A presença de jogadores respondendo a acusações do gênero enquanto atuam no maior palco global do futebol reacendeu a discussão sobre porquê os processos criminais, mormente por crimes de natureza sexual, são tratados pelas entidades esportivas.

Outros esportes, porquê o futebol americano, possuem políticas mais muito delineadas. No caso da NFL, por exemplo, os jogadores podem ser colocados em licença remunerada se forem indiciados por um delito que envolva violência —inclusive a sexual.

No beisebol, a liga americana definiu em 2015 que um jogador pode ser punido posteriormente investigação interna —mesmo que não haja pena na esfera criminal, desde que haja a desfecho de que ele violou a política de conduta. Aliás, a política prevê um projecto de reparação dos jogadores que pode incluir, por exemplo, tratamento psicológico.

Não é uma discussão fácil. A presunção de inocência é um dos pilares estruturantes dos direitos humanos —e, no caso de todos os jogadores citados supra, nenhum foi réprobo. Resolver por uma suspensão ou mesmo impedir que sejam convocados para proteger suas seleções é, na prática, estabelecer uma punição antes da pena.

Por outro lado, crimes sexuais estão entre os mais difíceis de provar. Normalmente ocorrem sem testemunhas e muitas vezes não deixam marcas visíveis e as vítimas podem demorar a buscar a polícia. As investigações se arrastam por anos e muitas são arquivadas por dificuldade probatória, não porque seja comprovado que não houve o delito (finalmente, o ônus da prova é de quem acusa). É por isso que muitos países, porquê o Brasil, atribuem maior valor à vocábulo da vítima nas apurações de violência sexual.

A Fifa não possui uma política universal para o isolamento provisório de atletas acusados de crimes sexuais. Na prática, as decisões ficam a missão das seleções, clubes e federações nacionais. O futebol talvez não seja capaz de resolver leste dilema, mas não pode mais exclusivamente ignorá-lo.


Uma mulher para saber

Ana Mendieta (1948-1985)

A artista cubana Ana Mendieta foi enviada ainda párvulo aos Estados Unidos na Operação Peter Pan, que retirou milhares de menores de Cuba posteriormente a Revolução. Formou-se em artes pela University of Iowa e tornou-se uma das principais referências da arte feminista contemporânea.

Sua obra, marcada por performances, fotografias e esculturas, explorava temas porquê corpo, exílio, identidade e violência contra as mulheres. A série Siluetas, em que registrava a marca do próprio corpo na paisagem, é seu trabalho mais divulgado.

Mendieta morreu em 1985, aos 36 anos, posteriormente tombar da janela do apartamento que dividia em Novidade York com o marido, o estatuário Carl Andre. Ele foi denunciado de assassínio, mas absolvido por falta de provas em 1988.

O caso segue contornado de controvérsias e inspirou livros, documentários e o podcast Death of an Artist, que reconstitui a trajetória de Mendieta e investiga as circunstâncias de sua morte, transformada em símbolo do debate sobre violência contra mulheres no meio artístico.

Folha

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