Conhecida popularmente porquê a capital do “soccer” nos Estados Unidos devido à tradição histórica da modalidade na região, Kansas City tem experimentando nos últimos dias uma verdadeira invasão de torcedores argentinos.
No aeroporto internacional e nas festas de rua promovidas pela Fifa (Federação Internacional de Futebol), as camisas azul e branco se integraram porquê uma das paisagens da cidade do meio-oeste americano, que vai receber a primeira partida dos atuais campeões no Mundial, nesta terça-feira (16), contra a Argélia, pelo Grupo J.
Embora reconheçam as dificuldades que é vencer duas vezes seguida a Despensa do Mundo —a última que conseguiu o feito foi a seleção brasileira, em 1958 e 1962—, os “hinchas” [torcedores] argentinos dizem que a provável despedida de Lionel Messi do torneio com a camisa alviceleste mais do que justifica a presença nos Estados Unidos, a despeito dos preços caros dos ingressos.
“Pode ser a última vez que vamos vê-lo com a camisa da seleção. É um privilégio estar cá. Não só para ele, para os torcedores, para a Argentina”, afirmou o torcedor prateado Darío García Alonso, 41, que se destacava em meio a poviléu que foi à “fan fest” promovida pela Fifa no domingo (14) devido à semelhança com o craque do Inter Miami.
Em uma tarde ensolarada em Kansas, os fãs puderam seguir dos vários telões instalados no jardim do National WWI Museum and Memorial, um dos cartões-postais da cidade, ao disputado empate de 2 a 2 entre Holanda e Japão.
“Os torcedores já estão chegando no aeroporto. Nós chegamos hoje [domingo] de manhã. Dizem que vão ter mais ou menos 60 milénio argentinos cá em Kansas City para esse jogo”, afirmou Luis Salvador García Alonso, 39, sobre a partida de terça no Arrowhead Stadium.
“Estava em incerteza se deveria vir ou não, sabe? Já vi o Messi jogar por clubes, mas vê-lo vestindo as cores da Argentina é muito dissemelhante. É realmente um privilégio vê-lo na América do Setentrião jogando pela Argentina pela última vez. É paixão e emoção. É um tanto com que todo prateado sonha. Sei que muitos venderam todas as suas coisas para ver esse momento”, acrescentou.
Diego Jérez, 50, que também chegou na manhã de domingo ao aeroporto escoltado dos dois filhos, afirmou que acredita ser “muito difícil” emendar uma segunda vitória seguida no Mundial, mas prevê que a Argentina pode fazer um “bom papel”, com capacidade de chegar até a uma semifinal ou mesmo à final do torneio.
“Segmento da razão que fez eu vir à Despensa foi para poder ver o Messi”, afirmou Jérez, que está acompanhando sua segunda Despensa porquê torcedor in loco, posteriormente estar presente na edição de 1998, na França, quando a Argentina caiu nas oitavas de final, diante da Inglaterra.
“Independentemente da Argentina, acho que é uma Despensa do Mundo difícil para todas as seleções. É um torneio longo, com longas distâncias a percorrer, muitas equipes”, afirmou Salvador Mazzocchi, 42, influenciador do dedo com mais de três milhões de seguidores no Instagram.
“Argentina, Brasil e Espanha são seleções fortes, e a Alemanha obviamente também tem grandes expectativas”, prosseguiu Mazzocchi. “Mas é futebol, tudo pode ocorrer, veremos o que acontece. Uma vez que dizemos, quando a globo inaugurar a rolar, perceberemos do que a equipe é capaz.”
O influenciador disse ainda que, embora Messi não esteja em uma liga tão competitiva porquê outros jogadores de basta nível no Mundial, ele ainda é capaz de fazer a diferença para a equipe. “Ele tem um duelo significativo pela frente, mas Messi é Messi.”
O talento do camisa 10 também atrai torcedores de outros países da América Latina.
Os amigos porto-riquenhos Gabriel Asensio e José Otero, ambos de 26 anos, disseram que, sem ter a seleção de seu país para torcer na Despensa do Mundo, acabaram optando pela Argentina, em grande medida pela presença de Messi.
“A Argentina é um país latino-americano, nós também somos, eles falam espanhol, é mais fácil se identificar com eles de certa forma. E, obviamente, o Messi é aquele toque final que torna impossível não escolhê-lo”, afirmou Asensio.
Aos 38 anos, Messi chegou a colocar algumas vezes em incerteza sua participação nesta Despensa, porém chega ao torneio da Fifa ainda porquê a principal liderança da equipe dentro de campo.
Recuperando-se de uma lesão sofrida com o Inter Miami há poucas semanas do início do torneio, o jogador chegou a entrar em campo com a formação pátrio no último amistoso preparatório, contra a Islândia, fazendo um dos gols na vitória por 3 a 0 do time comandado por Lionel Scaloni.
Depois o duelo de estreia contra os argelinos, que promete ser o mais difícil na tempo de grupos, a Argentina segue para Dallas, onde enfrenta Áustria e Jordânia, nos dias 22 e 27.





