Tem Brasil para todo mundo —seja com S, na América do Sul, ou com Z, na América do Setentrião.
Enquanto o Brasil é um país de dimensões continentais e população de 213 milhões de habitantes, Brazil é um pacato município com 8.000 habitantes em Indiana, nos Estados Unidos.
Os esportes mais populares da cidade são o futebol americano e o basquete, mas o beisebol também faz sucesso, explicam moradores e ex-residentes da cidade à Folha.
Nenhuma cidade de Indiana recebe jogos da Despensa neste ano. Os confrontos acontecem em grandes centros urbanos porquê Los Angeles, Miami e Novidade York, além da Cidade do México, Toronto e Vancouver.
É na pequena Brazil, onde as referências ao país que lhe dá nome são escassas, que dois publicitários brasileiros decidiram apresentar a cultura do país tropical aos locais.
Nesta quarta-feira (24), Bernardo Barbosa e Raphael Pinteiro organizam a transmissão do confronto da seleção canarinho contra a Escócia na Despensa.
“A gente estava procurando alguma cidade ou rua nos Estados Unidos que tivesse um tanto brasiliano para fazer uma pândega. Quando fomos pesquisar, vimos que Brazil é uma cidade muito pequena e tradicional. Essas diferenças culturais em relação ao Brasil pareceram interessantíssimas”, conta Pinteiro.
Gratuito, o evento será realizado na quadra poliesportiva do YMCA, organização sem fins lucrativos, e deve receber muro de 200 pessoas. A teoria inicial era fazer a transmissão do jogo da seleção brasileira em um bar.
“Entramos em contato com o prefeito [Brian Wyndham] e com a Câmara do Negócio daqui. A teoria foi ganhando corpo e a transmissão do jogo vai ser feita em um telão”, diz Barbosa.
A divulgação, explica a dupla, foi feita pela própria Prefeitura de Brazil pelas redes sociais e por e-mails. Já a população participou no boca a boca.
“O treinador do YMCA convidou os alunos e teve uma mobilização por secção deles, que também chamaram os pais”, afirma Pinteiro.
Barbosa e Pinteiro não conheciam Brazil e desembarcaram na cidade nesta semana para organizar o evento. Além da exibição da partida, os organizadores vão promover desafios de embaixadinha e chuto ao travessão.
Também haverá um quiz sobre a geografia e o linguagem do Brasil, além de perguntas sobre jogadores famosos —os prêmios são camisas da seleção.
“A maioria das pessoas cá assiste ao futebol americano em vez do que chamaríamos de futebol. Vou torcer para o time do Brasil só porque compartilhamos o nome”, brinca o cultivador Braydon Keiser, 30.
A cidade foi fundada em 1838 por William Stewart, um professor de Massachusetts, que construiu a primeira lar da região.
Stewart acompanhava jornais que chegavam à logo superfície rústico e mostravam as revoltas e instabilidades políticas no país sul-americano.
Inspirado pelo nome pequeno e de fácil sotaque, sugeriu batizar a novidade localidade de “Brazil” —com a letra Z.
Em 1956, uma réplica do Chafariz dos Contos, construído em 1745, em Ouro Preto, Minas Gerais, foi inaugurada no Forest Park, na região sul da cidade. O monumento foi doado pelo governo brasiliano. Hoje, bandeiras do Brasil e dos Estados Unidos também estão hasteadas no parque.
A referências ao país que inspirou o nome da cidade são discretas. A reportagem tentou encontrar possíveis referências ao português em ruas e bairros da cidade. Por lá, nomes de estados americanos predominam nas vias —é o caso de Ohio, Alabama, Georgia, Illinois, Tennessee e Chicago.
Um dos poucos termos associados ao imaginário brasiliano em mapas são o “Lake Brazilian Estate”, que dá nome a uma superfície residencial arborizada e construída ao volta de um lago privado, e a “West Brazil Street”, uma das ruas da cidade.
Vida cotidiana
A Folha falou com moradores e ex-residentes da pequena Brazil, em Indiana, que contam porquê é a vida na cidade.
Harley Sims, 32, cresceu no município e morou lá até 2014, quando se mudou logo depois concluir o ensino médio. Hoje, ele trabalha em uma fábrica de automóveis, em Princeton, também no estado de Indiana.
“Era uma cidade de ritmo muito tranquilo. Ainda havia muitas ruas antigas pavimentadas com tijolos e uma sorveteria com aquele ar de antigamente. Todo mundo se conhecia e a comunidade era muito unida. Visitei o meu pai um mês detrás e não parece que muita coisa mudou”, relata.
Já Keiser explica que a rotina reflete o estilo de vida rústico de Brazil. “Um passatempo generalidade nos fins de semana para muitos de nós é caçar ou pescar, passar um tempo com a família e os amigos ou, quem sabe, transpor para manducar em qualquer restaurante lugar”, afirma.
Os moradores de Indiana são conhecidos porquê “Hoosiers”, sobrenome tradicional do estado.
“Existem alguns outros nomes de pândega, mas nenhum é adotado pela maioria. ‘Brazilbilly’ é o mais generalidade por conta das raízes rurais e agrícolas da cidade”, diz Sims. O termo une o nome do município ao termo “hillbilly”, que pode ser traduzido porquê caipira.
O município teve seu último recenseamento realizado em 2020 e contabilizou 8.168 pessoas. Na ocasião, 94% dos moradores se declararam brancos, e as mulheres representavam 53,3% da população totalidade.
Em julho do último ano, o governo passou a considerar 8.343 cidadãos, segundo estimativa.





