Disposto a confirmar a primeira colocação do Grupo C da Despensa do Mundo, o Brasil alcançou o objetivo com uma vitória por 3 a 0 sobre a Escócia.
Se a classificação na liderança da chave poderia depender do saldo de gols, a equipe não economizou bolas na rede na tarde de quarta-feira (24), no Hard Rock Stadium, em Miami Gardens.
Foi um jogo tranquilo para a equipe dirigida por Carlo Ancelotti nos periferia de Miami. Funcionou a marcação no campo de ataque, o que rendeu dois tentos a Vinicius Junior no primeiro tempo –ele chegou a quatro na competição. Depois o pausa, em uma jogada muito trabalhada pelo meio, Matheus Cunha foi à rede.
Com o jogo sob controle, na mais suasivo atuação do time até cá nos Estados Unidos, o treinador atendeu aos pedidos do público e acionou Neymar aos 31 minutos da lanço final.
O craque de 34 anos, que não entrava em campo com a camisa amarela havia quase três, procurou participar de trocas de passe na frente e conseguiu uma finalização, sem transe.
” Atuamos porquê coletivo e isso é uma boa coisa. Há muitas coisas positivas porquê a ingresso de Neymar, que pode nos ajuda”, disse Ancelotti depois da partida.
A seleção, assim, terminou sua chave com 7 pontos. Marrocos avançou em segundo, com três gols a menos de saldo, e a Escócia provavelmente vai para moradia, com 3 pontos e um saldo negativo de quatro gols, quase certamente insuficiente para uma das vagas oferecidas aos oito melhores terceiros colocados.
O Brasil voltará a jogar na próxima segunda-feira (29), às 14h (de Brasília), em Houston, já pelo mata-mata, contra o segundo lugar do Grupo F.
A chave no momento tem a Holanda em primeiro, com 4 pontos, em vantagem sobre o Japão somente no critério dos gols marcados. A Suécia tem 3 pontos. Nesta quinta (25), os duelos Tunísia x Holanda e Japão x Suécia definirão a situação.
Satisfeito com o que vira no primeiro tempo do triunfo sobre o Haiti, Ancelotti promoveu somente uma modificação em relação à escalação anterior, obrigatória.
Rayan, 19, foi o escolhido para ocupar a vaga de Raphinha, que lesionou a coxa direita e só deverá ter condições de voltar à Despensa se o Brasil proceder às oitavas de final.
Não demorou para que o jovem tivesse participação importante, pressionando a saída da Escócia. McKenna vacilou dentro da própria superfície, e a esfera que espirrou no pé do garoto caiu nos pés de Vinicius Junior, aos 7 minutos. O camisa 7 teve a tranquilidade para tirar da jogada o goleiro Gunn e terebrar o placar.
No traçado adotado por Ancelotti para a partida, coube a Rayan marcar pelo lado recta, com Lucas Paquetá na esquerda. Matheus Cunha estava mais solto, perto de Vinicius Junior. De novo, mais do que o traçado tático com a esfera, funcionou inicialmente o trabalho para roubá-la perto da meta adversária.
O Brasil criava a partir de desarmes na frente e voltou a nutar a rede dessa maneira aos 22 minutos, quando Hendry perdeu para Vinicius. O beque nem esboçou uma reclamação, mas o avaliador mexicano César Ramos –que já havia irritado os brasileiros no empate com a Suíça no Mundial de 2022–, chamado ao monitor, viu falta.
Depois a pausa para hidratação, com uma pouco entrosada apresentação que misturava gaita de fole e batuque, o ritmo caiu um pouco. Os escoceses chegaram a levar qualquer transe em bolas aéreas antes de uma sequência de bons ataques da formação verde-amarela que acabou por ampliar o marcador.
Aos 48min, uma trama que buscava Rayan na superfície foi interceptada. Uma vez que tem feito muito, o time brasiliano pressionou logo em seguida a perda da esfera, com carrinho preciso de Matheus Cunha. Bruno Guimarães fez ótimo intercepção, na cabeça de Vinicius Junior, e aí a arbitragem não teve zero para mostrar a não ser o meio do campo.
A vantagem poderia ter sido ainda maior ao termo do primeiro tempo. No último lance antes do pausa, os comandados de Ancelotti conseguiram sua melhor jogada trabalhada, com bons passes de Matheus Cunha, Vinicius Junior e Paquetá. Rayan teve categoria para se livrar do marcador, com um toque pelo superior, e parou em resguardo de Gunn.
Steve Clarke deu sua cartada no pausa, com Tierney no lugar de Robertson. E a Escócia chegou muito logo de rosto em intercepção de Tierney, com cabeceio de McTominay. Do outro lado, Vinicius Junior recebeu passe preciso de Paquetá e tentou tirar do goleiro com um toque com o lado extrínseco do pé. Gunn levou a melhor.
Foi nesse momento que surgiram os primeiros gritos de “olê, olê, olê, olê, Neymar, Neymar”. E o clima festivo, com a insistência no pedido, cresceu a partir do terceiro gol. Aos 15 minutos, Casemiro recebeu de Paquetá e acionou Guimarães. O volante protegeu muito a esfera e deu mais uma assistência, esta para Matheus Cunha.
Houve na sequência oportunidades dos dois lados –Alisson chegou a fazer uma resguardo difícil, em outro cabeceio de McTominay–, mas uma razoável parcela dos 64.478 espectadores só queria saber da ingresso do camisa 10. Ele foi chamado aos 27 e, em seguida uma sequência de escanteios para a Escócia, finalmente entrou aos 31.
Depois entrou Endrick, que era o xodó da torcida até a semana passada e passou quase despercebido. Os olhos miravam Neymar, que esteve em lances sem maiores consequências. O que não o impediu de transpor de campo festejado porquê se tivesse participado de maneira determinante para a construção do placar.
De forma universal, Ancelotti gostou do que viu na Flórida. “Jogamos muito, repetimos o jogo. Era o objetivo repetir o jogo contra o Haiti. Estamos satisfeitos. Jogo bonito.”





