Torcedores de futebol interessados em levar para morada um pedaço da final de domingo (19) da Despensa do Mundo podem comprar um pedaço de gramado encapsulado em acrílico, escoltado de um ingresso da partida gravado em ouro e uma miniatura de troféu em cristal lapidado —disponível na loja online da Fifa pelo preço de US$ 3.000 (R$ 15,2 milénio).
Murado de 2.000 torcedores fanáticos também poderão comprar novos “anéis de vencedor”, uma referência à antiga tradição dos esportes americanos de presentear os vencedores de títulos com joias comemorativas, embora os preços ainda não tenham sido anunciados.
Os mais recentes produtos premium da entidade máxima do futebol coroam um torneio de cinco semanas no qual a comercialização do evento esportivo mais testemunhado do mundo —realizado nos Estados Unidos, no Canadá e no México— foi levada a um nível sem precedentes.
No entanto, embora as inovações da Fifa tenham sido em grande secção um sucesso financeiro, alguns elementos irritaram os torcedores. Os ingressos para a final de domingo entre Espanha e Argentina começaram em US$ 4.185 (R$ 21,3 milénio), um valor quase sete vezes maior do que o praticado no torneio anterior, no Qatar. A questão agora é se 2026 será um caso solitário ou se estabelecerá um novo padrão para as futuras Copas do Mundo.
“Não acho que veremos um pouco assim novamente em nossas vidas. Todos os fatores que levaram a essas receitas elevadíssimas são tipicamente americanos”, disse Ricardo Fort, consultor que anteriormente comandou as áreas de patrocínio da Visa e da Coca-Cola. “Acredito que olharemos para esta Despensa do Mundo porquê um caso atípico.”
No torneio deste ano, a Fifa adotou a precificação dinâmica de ingressos, itens de coleção caros e serviços de hospitalidade de eminente padrão, além de introduzir novos elementos, porquê as “paradas para hidratação” patrocinadas, que deram às emissoras parceiras mais tempo para vender publicidade.
Em uma tentativa de recriar o espetáculo grandioso do Super Bowl —o evento esportivo mais estremecido dos Estados Unidos—, a final de domingo contou com um show no pausa estrelado por Shakira, Madonna e o grupo de K-pop BTS. Em uma decisão polêmica, o evento quebrou a tradição do futebol ao impor uma pausa mais longa no pausa do que os 15 minutos que têm sido o padrão há mais de um século.
A Fifa justificou essas medidas apontando para as tendências do mercado sítio e para a urgência de maximizar a oportunidade de sediar seu principal evento na maior economia do mundo.
Esta Despensa do Mundo de caráter altamente mercantil trouxe resultados financeiros expressivos: a receita do ciclo de quatro anos deve atingir pelo menos US$ 13 bilhões (R$ 66 bilhões), um aumento considerável em relação aos US$ 7,6 bilhões (R$ 38,6 bilhões) da edição anterior. O valor final pode ser ainda maior.
“Os Estados Unidos permitiram que a Fifa desse um salto gigantesco”, disse Michael Payne, ex-diretor mercantil do Comitê Olímpico Internacional. “Mas não acredito que haverá um grande retrocesso no porvir; um marco foi estabelecido.”
Grande secção desse prolongamento veio da venda de ingressos e de serviços de hospitalidade. Além de cobrar preços muito mais altos pelos ingressos das partidas do que em Copas anteriores, a Fifa lançou sua própria plataforma de revenda e reteve uma percentagem de 15% tanto do comprador quanto do vendedor em cada transação, provocando indignação entre grupos de torcedores e preocupação entre órgãos reguladores.
Pelo menos três estados americanos iniciaram investigações para apurar se as práticas da entidade máxima do futebol em relação aos ingressos violaram as leis locais de resguardo do consumidor.
A legislação europeia provavelmente tornaria impossível repetir algumas das práticas de venda de ingressos da Fifa na próxima Despensa do Mundo, que será realizada na Espanha, em Portugal e no Marrocos. A FSE (Football Supporters Europe), organização que representa torcedores, participa de um esforço de lobby para endurecer ainda mais as regras —porquê proibir a precificação dinâmica em eventos ao vivo— no contextura da Lei de Justiça Do dedo da União Europeia.
“Aposto na legislação da UE de proteção ao consumidor para concluir com algumas das piores práticas [da Fifa] em relação aos ingressos”, afirmou Ronan Evain, diretor executivo da FSE.
O impacto de uma legislação semelhante foi sentido no Canadá durante a atual Despensa do Mundo. A província de Ontário proíbe a revenda de ingressos por valores supra do preço de face; por isso, houve pouca revenda de ingressos para os jogos realizados em Toronto, em verificação com as outras cidades-sede.
Outros aspectos provavelmente serão diferentes na próxima edição. Por exemplo, os estádios europeus do torneio de 2030 terão dificuldade em oferecer o mesmo nível de hospitalidade de luxo encontrado nos locais dos Estados Unidos, além de a Espanha e Portugal proibirem o consumo de álcool pelos torcedores em seus assentos.
As próprias projeções da Fifa indicam uma queda de quase US$ 1 bilhão (R$ 5,1 bilhões) na receita com ingressos e hospitalidade no ciclo de 2030.
No entanto, espera-se que algumas das novidades do torneio —porquê as pausas de três minutos para hidratação— sejam mantidas, mormente à medida que cresce a valor do público dos Estados Unidos. A emissora Fox pagou US$ 485 milhões (R$ 2,5 bilhões) pelos direitos de transmissão do torneio em inglês nos Estados Unidos e teria restaurado mais da metade desse valor somente com a venda de publicidade durante as pausas para hidratação, segundo analistas do setor.
Espera-se que as emissoras apresentem ofertas muito mais altas pelos direitos de transmissão nos Estados Unidos para o próximo torneio, tornando esse espaço publicitário suplementar uma secção fundamental do pacote.
Os valores de patrocínio saltaram nascente ano em verificação com o Mundial do Qatar, em secção graças à chegada da Saudi Aramco porquê a maior parceira mercantil da Fifa antes da Despensa do Mundo de 2034, que será realizada na Arábia Saudita.
A Fifa espera que o interesse dos patrocinadores cresça ainda mais, apesar de alguns abalos à reputação ocorridos durante o ciclo da Despensa de 2026. A entidade foi criticada em seguida suspender uma punição de um jogo a um jogador americano em seguida reclamações da Mansão Branca. A Uefa, a entidade europeia, disse que a decisão “cruzou uma risco vermelha”, enquanto outros alertaram que isso levantava sérias preocupações sobre a independência política e a credibilidade da Fifa.
No entanto, a história mostra que a posição único da Despensa do Mundo porquê o evento esportivo mais popular do planeta a tornou amplamente imune a qualquer queda na demanda por secção de empresas que buscam utilizar o evento porquê plataforma de marketing.
Fort, consultor especializado em patrocínios, afirmou que as marcas veem a Despensa do Mundo e a Fifa porquê “entidades muito diferentes” e destacou o roupa de que, mesmo quando a entidade foi partida por um grande escândalo de prevaricação em 2015, os parceiros comerciais do torneio permaneceram.
“Não acho que exista um pouco que se possa fazer para prejudicar o interesse na Despensa do Mundo”, disse ele.
No universal, a Fifa estima que, mesmo com uma queda nas receitas de venda de ingressos e hospitalidade, o próximo ciclo deverá gerar US$ 14 bilhões (R$ 71,1 bilhões), graças a novos aumentos nos patrocínios e nos direitos de transmissão. Mais do que um caso solitário, alguns veem o torneio deste ano porquê um novo marco de referência.
“Acho que isso é somente o primícias”, disse um executivo sênior de publicidade com vínculos com a Fifa. “Se você acha que a Despensa do Mundo está muito mercantil agora… espere para ver o que vem por aí.”





