A Espanha derrotou a França nesta terça-feira (14) por 2 a 0 e garantiu vaga na final da Despensa do Mundo. A equipe comandada por Luis de la Fuente volta a disputar a decisão do torneio em seguida 16 anos, desde a campanha que terminou com a conquista de seu primeiro —e até hoje único— título mundial.
A final de domingo (19) no MetLife Stadium, nos Estados Unidos, às 16h, pode render aos espanhóis sua segunda taça. A equipe procura repetir a campanha realizada na África do Sul, em 2010.
Pela frente, a Fúria terá Inglaterra ou Argentina —que se enfrentam nesta quarta (15), também às 16h. Se os ingleses avançarem, será a reedição da final da Eurocopa de 2024, vencida pelos espanhóis por 2 a 1. Caso os sul-americanos confirmem a classificação, os europeus tentarão impedir a conquista do segundo título mundial seguido de Messi e, portanto, o tetra prateado.
Antes de 2010, a melhor campanha da Espanha havia sido em 1950, quando encerrou o torneio em quarto lugar.
Se o bicampeonato vier, os espanhóis igualam França e Uruguai em número de títulos mundiais, ficando detrás unicamente do Brasil, penta, da Alemanha e da Itália, tetra, e da Argentina, tri.
A trajetória da Espanha
As sete defesas de Vozinha, goleiro da estreante Cabo Virente, quebraram as expectativas de uma vitória fácil para os espanhóis no primeiro jogo deste Mundial. Os europeus mantiveram o histórico de estreias ruins em Copas —contando com esse resultado, são cinco vitórias, seis empates e seis derrotas.
Na segunda rodada, a Espanha goleou a Arábia Saudita por 4 a 0. Lamine Yamal abriu o placar ainda no primeiro tempo. Depois, marcaram Mikel Oyarzabal, duas vezes, e Hassan Tambakti, contra, em seguida finalização de Marc Cucurella.
A seleção uruguaia foi a última adversária da Espanha na período de grupos. Com irregularidade do goleiro Muslera, que aceitou um chuto de Álex Baena no término do primeiro tempo, os espanhóis venceram por 1 a 0, confirmaram a liderança do Grupo H e garantiram a classificação para o mata-mata.
Na período de 32 seleções, o time de Luis de la Fuente enfrentou a Áustria. Yamal bagunçou a resguardo dos austríacos na vitória com gols marcados por Pedro Porro e Oyarzabal, duas vezes. Final: 3 a 0.
Contra Portugal, nas oitavas, uma reedição da mesma lanço do Mundial em 2010. O único gol espanhol foi marcado nos primeiros segundos dos acréscimos por Mikel Merino.
A Espanha chegou às quartas uma vez que única equipe a não suportar gols na Despensa. Na ocasião, desafiou a Bélgica, que perdeu Courtois, seu goleiro titular, por lesão durante a partida. Os espanhóis venceram por 2 a 1, com gols de Fabián Ruiz e Merino, e passaram pela terceira vez às semifinais do Mundial.
A Fúria nos Mundiais
A Espanha disputou sua primeira Despensa do Mundo na Itália, em 1934, e estreou com vitória sobre o Brasil por 3 a 1. Nessa edição, empates em seguida a prorrogação eram decididos em um jogo de desempate no dia seguinte. Os espanhóis voltaram a enfrentar os italianos depois do 1 a 1. Sem Zamora, goleiro lesionado no primeiro duelo, a Fúria perdeu por 1 a 0, gol de Giuseppe Meazza, e foi eliminada.
Em 1938, a Espanha não se classificou. As edições de 1942 e 1946 foram canceladas devido à Segunda Guerra Mundial.
De volta aos gramados em 1950, no Brasil, os espanhóis fizeram sua melhor campanha em Copas até portanto ao terminarem em quarto lugar. A seleção venceu os Estados Unidos por 3 a 1, o Chile por 2 a 0 e a Inglaterra por 1 a 0, liderando o grupo na primeira período. Depois, empatou com o Uruguai, 2 a 2, e perdeu para o Brasil de goleada, por 6 a 1, e para a Suécia, por 3 a 1.
Nas duas edições seguintes, em 1954, na Suíça, e 1958, na Suécia, os espanhóis não se classificaram.
Em 1962, no Chile, a seleção espanhola não passou da período de grupos. O time estreou com rota por 1 a 0 para a Tchecoslováquia, venceu o México por 1 a 0 na segunda rodada e foi derrotado pelo Brasil, vencedor da edição, por 2 a 1. Em terceiro lugar no grupo, não avançou às quartas de final.
Em 1966, na Inglaterra, a equipe europeia foi eliminada na mesma lanço. O primeiro jogo teve vitória argentina por 2 a 1. Os espanhóis venceram a Suíça por 2 a 1 na segunda rodada, mas foram superados pela Alemanha Ocidental por 2 a 1 na última partida.
A Espanha retornou ao Mundial em seguida permanecer fora das edições de 1970, no México, e 1974, na Alemanha Ocidental, mas voltou a ser eliminada na período de grupos em 1978, na Argentina. A Fúria empatou com a Áustria, por 2 a 2, e com o Brasil, sem gols. Depois, venceu a Suécia por 1 a 0. Em terceiro lugar da chave, detrás da liderança das seleções austríaca e brasileira respectivamente, foi eliminada.
Porquê país-sede em 1982, a Espanha estreou empatando com Honduras por 1 a 1, venceu a Iugoslávia por 2 a 1 e perdeu para a Irlanda do Setentrião por 1 a 0. Nessa edição, os dois primeiros colocados de cada grupo disputavam uma segunda período e somente o líder avançava às semifinais. A Fúria perdeu para a Alemanha Ocidental por 2 a 1 e empatou com a Inglaterra sem gols, sendo eliminada.
No México, em 1986, os espanhóis perderam para o Brasil por 1 a 0. Depois, tiveram vitórias sobre a Irlanda do Setentrião por 2 a 1 e Argélia por 3 a 0. Nas oitavas, golearam a Dinamarca por 5 a 1, com quatro gols de Emilio Butragueño. Nas quartas, empataram com a Bélgica por 1 a 1 e foram eliminados nos pênaltis.
Em 1990, na Itália, a seleção espanhola teve empate com Uruguai, sem gols, além de vitórias sobre a Coreia do Sul, por 3 a 1, e Bélgica, por 2 a 1. Na período seguinte, nas oitavas, perdeu para Iugoslávia na prorrogação: 2 a 1.
No ciclo seguinte, nos Estados Unidos, em 1994, a Espanha empatou com a Coreia do Sul, 2 a 2, e com a Alemanha, no 1 a 1. Contra a Bolívia, a equipe marcou 3 a 1. Nas oitavas, derrotou a Suíça por 3 a 0, mas parou nas quartas, quando perdeu para a Itália por 2 a 1. Na ocasião, o espanhol Luis Enrique foi convencionado no nariz por uma cotovelada do italiano Tassotti, depois suspenso por oito jogos.
Na França, em 1998, os espanhóis estrearam com rota para a Nigéria por 3 a 2. Em seguida empate com o Paraguai, sem gols, golearam a Bulgária por 6 a 1. Mesmo assim, o time hispânico ficou em terceiro lugar do grupo e foi eliminado.
Em 2002, na Coreia do Sul, os espanhóis venceram todos os jogos na primeira lanço. Os europeus bateram a Eslovênia por 3 a 1, o Paraguai com o mesmo placar e a África do Sul por 3 a 2. Nas oitavas, empataram com a Irlanda, 1 a 1, e avançaram nos pênaltis. Na sequência, nas quartas, sem gols, caíram para a Coreia do Sul nos pênaltis.
Em 2006, na Alemanha, a Fúria liderou o grupo com vitórias sobre a Ucrânia por 4 a 0, a Tunísia por 3 a 1 e a Arábia Saudita por 1 a 0. Nas oitavas, abriu o placar com David Villa, de pênalti, mas perdeu de viradela para a França, que marcou com Ribéry, Vieira e Zidane.
Na África do Sul, em 2010, a Espanha estreou com rota para a Suíça por 1 a 0, mas venceu Honduras por 2 a 0 e Chile por 2 a 1. No mata-mata, derrotou Portugal nas oitavas, Paraguai nas quartas e Alemanha na semi —todos com o placar de 1 a 0. Na final, enfrentou a Holanda e, na prorrogação, Andrés Iniesta marcou, dando o primeiro título de Copas ao país hispânico.
Em 2014, no Brasil, a equipe voltou a campo para proteger o título, mas decepcionou e foi eliminada na período de grupos. Na estreia, goleada da Holanda por 5 a 1. Depois, a rota para o Chile por 2 a 0 eliminou a seleção espanhola de forma precoce. Na última lanço, venceu a Austrália por 3 a 0.
Nas edições seguintes, em 2018, na Rússia, e 2022, no Qatar, a Fúria chegou às oitavas e perdeu nos pênaltis.
Na primeira, empatou por 3 a 3 com Portugal, venceu o Irã por 1 a 0 e empatou por 2 a 2 com Marrocos. Por término, caiu para a Rússia em seguida empate de 1 a 1, com gol de Gerard Piqué, e rota nos pênaltis.
Na segunda, goleou a Costa Rica por 7 a 0, com dois gols de Ferran Torres, na estreia. Depois, empatou por 1 a 1 com a Alemanha e perdeu para o Japão por 2 a 1. Na sequência, em seguida um duelo sem gols contra Marrocos, foi eliminada nos pênaltis.





