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Copa: Messi 2026 passa menos e chuta mais que Messi
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Copa: Messi 2026 passa menos e chuta mais que Messi 2022 – 08/07/2026 – Esporte

Em uma primeira olhada, não há muita diferença. Os cabelos são os mesmos, o figurino também (conservador, com o habitual azul-claro e branco), a barba está mais aparada.

No entanto, a participação em campo parece um pouco dissemelhante do Messi de 2026 para o Messi de 2022 —e também bem-sucedida, para alegria dos argentinos na Despensa do Mundo.

Destrinchando a campanha do camisa 10 em sete jogos, no Qatar, e sua marcha até cá nos Estados Unidos, com cinco partidas nas costas, é verosímil expressar que o Messi versão 2026 passa menos, mas chuta mais —e melhor.

Há quatro anos, Messi era o principal articulador na campanha que culminou com o título no Oriente Médio. Eram 49,6 passes por jogo, em média. Em território americano, o número diminuiu para 38,6 por partida, o que representa uma queda de 22%.

Em ressarcimento, o prateado aprimorou ainda mais seu faro de gol e parece atuar mais perto da extensão, onde tem requisito para finalizar mais.

Se na Despensa do Qatar o camisa 10 finalizava 4,6 vezes por partida, nos Estados Unidos, o número subiu para 5,8 até a disputa das oitavas de final, na emocionante vitória contra o Egito —aumento de 27%. E considerando somente as finalizações certas, a diferença é ainda maior: de 2,6 para 3,4, ou 32% a mais.

Não há um prateado em sã consciência que vá reclamar da cultura do varão em 2022. Mas a média de 1 gol por jogo (7 no totalidade) também está muito superior neste Mundial: 1,6 por partida, ou 8 gols no totalidade, o suficiente para fazer do planeta o bombeiro da Despensa, um tento avante de Mbappé (França) e Haaland (Noruega). No Qatar, ele ficou um golzinho detrás do mesmo rival galicismo.

Evidente que é preciso levar em conta o peso dos adversários e o contexto dos jogos. A leveza da qual goza o desportista em seus desfiles por Kansas, Dallas, Miami ou Atlanta de zero se assemelha com o perrengue jacente nos estádios qataris, jogo detrás de jogo.

Quando chegou para a Despensa de 2022, o jovenzinho camisa 10 de 35 anos comandava uma seleção de expectativas moderadas, principalmente pela bagunça que costumava (e ainda costuma) rodear a AFA (Associação de Futebol Prateado) e pelo próprio histórico do craque na competição, com uma final perdida e outras campanhas medianas.

Logo de rosto, o jogador abriu o placar na estreia, mas viu a Arábia Saudita virar a partida e conseguir o resultado mais improvável daquela Despensa. A partir dali, Messi e seus messianos entraram em campo sob o tenso e fino fio da navalha em todos os confrontos. Foi porquê se o mata-mata para a Argentina tivesse começado na segunda rodada.

E, aos poucos, a seleção foi passando, sempre dependendo do talento do seu principal jogador.

Os sete gols de Messi, com dois na final, representam 46,6% dos 15 que toda a seleção teve na Despensa. Neste ano, com 8 dos 14 gols até cá, a porcentagem subiu para 57,1%.

Em 2026, a formato com 48 seleções e classificação de dois terços dos terceiros colocados facilitou a trajetória de várias equipes da escol do ranking da Fifa.

Os deuses do sorteio colocaram a Argentina no Grupo J, com Argélia, Áustria e Jordânia. O suficiente para Messi deitar, rolar e repousar (contra os jordanianos, só entrou na secção final do segundo tempo).

No mata-mata, a Argentina encontrou inesperada dificuldade nas vitórias por 3 a 2 contra Cabo Virente e Egito.

Diante dos cabo-verdianos, Messi teve o recorde de finalizações nesta Despensa, com nove (marcou um gol), em jogo distendido pela prorrogação. Já no seu pior jogo individualmente neste Mundial, contra os egípcios, o jogador teve somente cinco finalizações, menor número na competição nas partidas em que foi titular —e mesmo assim saiu com um gol e uma assistência.

Os números mostram que a messidependência deve ser mantida na seleção campeã nesta reta final —por fim, vem dando perceptível.

Para quem torce contra o prateado, fica o lamento pelo Messi de 2026 não ter oferecido ouvidos para o Messi do início de 2023, logo depois do título. “Pela idade, me parece muito difícil [jogar na Copa dos EUA]”, chegou a declarar. O Messi de 2026 diria que, assim porquê o seu recorde histórico de 21 gols, o 39 (anos) é só um número, uma estatística.

Folha

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