Notícias Favoritas

O seu portal favorito de notícias na Internet

Copa: veja 10 coisas positivas e 10 negativas do Mundial
Esporte

Copa: veja 10 coisas positivas e 10 negativas do Mundial – 19/07/2026 – Esporte

Depois de 39 dias com 104 partidas disputadas por 48 seleções em três países, veja dez coisas que deram evidente na Despensa do Mundo e outras que deixaram a desejar.

1 – Despensa dos figurões

Todo mundo que chegou na Despensa com reputação saiu mais famoso. Os protagonistas do futebol brilharam no país de Hollywood. E não foram só Messi e Mbappé, uma vez que em 2022. Haaland fez sete gols em seu primeiro Mundial, e Kane marcou seis. Teve ainda Bellingham, Dembélé e Olise (se destacando com assistências). Até Vinicius Junior teve lá seu luz.

2 – Clube dos 48

Havia muita suspeição em relação ao aumento de seleções de 32 para 48. Além do calendário sufocante, existia o terror da queda abrupta da qualidade técnica. O saldo final foi positivo, com equipes uma vez que a estreante Cabo Verdejante fazendo bonito. Os africanos chegaram com nove seleções ao mata-mata, mostrando que o aumento de vagas no continente foi correto.

3 – Recordes, recordes, recordes

Com 48 seleções e 104 jogos, muitos recordes eram esperados, mas eles superaram as expectativas. O principal veio com Messi e Mbappépulverizando a marca de Klose (16) na artilharia das Copas. O prateado soma 21 e o gaulês, 22. Cristiano Ronaldo é o primeiro a marcar em seis Copas diferentes. Unai Simón bateu a marca de tempo sem tomar gols (650 minutos) e Didier Deschamps se tornou o técnico recordista em participações, com 26 jogos (e ainda se ausentou de um, para escoltar o velório da mãe).

4 – Protocolo do hino

A imagem icônica de 2022, com todos os fotógrafos apontando para Cristiano Ronaldo no banco de reservas durante o hino português, não aconteceria nesta Despensa. Uma mudança no protocolo permitiu a ingressão dos 26 jogadores para ouvir o hino, com recta a bandeirões gigantes estendidos no campo. Funcionou.

5 – Paragem para hidratação

O lado bom: já pensou se tivesse paragem para hidratação naquele 7 a 1? De repente, seriam só 4 a 1. Neste Mundial, foi generalidade ver técnicos ajustando posicionamento de times durante os três minutos de pausa e mudando a dinâmica do jogo. E sempre ao som de “Livin’ on a Prayer”, do Bon Jovi, para alegria dos oitentistas.

6 – Novas regras

Ainda é impossível exterminar completamente a cera, mas algumas das novas regras aumentaram a dinâmica do jogo. Nas primeiras rodadas, foi mais generalidade ver reversão em laterais (que estouravam o limite de cinco segundos). Também teve aquele jogador rolando no gramado que foi obrigado a permanecer um minuto fora. Mas a bem-vinda Lei Vini Jr., que fez o paraguaio Almirón ser expulso depois pôr a mão na boca, não será usada pela Conmebol depois a Despensa.

7 – Sarau das torcidas

Algumas torcidas deixam mais saudades que seus times. O principal exemplo é a Escócia, que fez a alegria pelas cidades em que passou —e, reza a mito, secou alguns bares em Boston. Os cânticos da torcida argentina (que nas Copas não leva o racismo da Libertadores) e o “Wonderwall” dos ingleses também tiveram impacto. Mas a torcida mais marcante foi a norueguesa, com a remada viking indo da arquibancada ao Parlamento (e em campo).

Mesmo que você não tenha visto nem uma partida de futebol inteira, dificilmente deve ter escapado de qualquer vídeo-piada elaborado a partir da perceptibilidade sintético. Tudo era motivo para perdão, principalmente a paragem para hidratação, que mostrava Haaland cuidando de seus cabelos sedosos, a seleção inglesa tomando chá, a uruguaia, mate, e a seleção argentina fazendo churrasco. Sem falar nas interações de Vini Jr. e Haaland em “As Branquelas”.

9 – Emoção até o termo

Em plena semifinal, a Argentina empata aos 40min do 2º tempo e vira nos acréscimos, diante da Inglaterra. O espanhol Mikel Merino entra no termo do jogo e marca aos 46min contra Portugal e aos 43min diante da Bélgica. Citando o bordão de Luiz Carlos Jr., o “vai ter emoção até o termo” nunca valeu tanto uma vez que nesta Despensa. Na vitória portuguesa contra a Croácia, teve gol aos 49min do 2º tempo e empate croata aos 55min —que o VAR anulou. Haja coração.

10 – Novas celebridades

Em seguida ajudar a segurar a poderosa Espanha na estreia (0 a 0), o goleiro Vozinha virou notoriedade na Despensa e fora dela. No Instagram, seus 40 milénio seguidores se transformaram em 29,4 milhões. Agora, ele procura um novo time, mas não quer ser só peça publicitária (quem diria). Já o lateral neozelandês Tim Payne era o que tinha menos seguidores (tapume de 5.000). Em seguida campanha, passou de 5,5 milhões e ganhou contrato com o clube paraguaio Olimpia.

10 coisas negativas da Despensa

1 – Programa de milhagem

As longas distâncias provocadas pela Despensa do Mundo continental não foram aplicadas a todas as seleções. Algumas tiveram a logística (e a quilometragem) mais facilitada que outras —a França só saiu da costa leste na semifinal. A Colômbia foi a única obrigada a viajar pelos três países anfitriões.

2 – Mascotes da Despensa

Clutch, Maple e Zayu, conhece? Muito, são as mascotes da Despensa, uma para cada país. E não há muito mais a expor sobre elas. Os bichinhos (águia, alce e onça-pintada, respectivamente) não deram as caras nem na cerimônia de orifício televisionada —na do México preferiram invitar os labubus. Poucas vezes as figuras foram tão desprezadas em evento do gênero.

O lado ruim: a paragem de três minutos foi criticada por muitos jogadores e espectadores. Entre outras coisas, fere a regra do jogo e transforma uma partida de dois tempos em um duelo de quatro períodos —o que agrada aos possíveis patrocinadores. A desculpa da hidratação também não colava em jogos com temperaturas amenas ou em estádios climatizados.

A primeira Despensa com um estrangeiro no comando, Carlo Ancelotti, não trouxe o futebol (e o resultado) esperado. Exceção a Vini Jr., Matheus Cunha e Bruno Guimarães (apesar do pênalti), pouco se salva. Os equívocos começaram na convocação, com uma seleção envelhecida, carente de reposição em alguns setores e com um Neymar visivelmente fora de ritmo até o termo.

5 – Política de preços

Os caríssimos ingressos para a Despensa espantaram muitos torcedores, o que nunca foi um problema para a Fifa. Antes da orifício, o mandatário da entiade, Gianni Infantino, colocou a culpa em um mercado secundário. Mesmo em jogos com Messi (Argentina x Suíça) era verosímil observar lugares vazios, principalmente nos setores mais caros.

A interferência de Donald Trump entrou em campo. O presidente admitiu ter ligado para Infantino para suspender um cartão vermelho aplicado ao atacante Balogun (EUA), que o tiraria das oitavas de final, contra a Bélgica. Pior para o avaliador brasílio Raphael Claus, chamado de “suspeito” por Trump. Ah, e a Fifa, evidente, concordou com o pedido: Balogun jogou, e perdeu.

7 – Show do pausa na final

Zero contra imitar a teoria de um show no pausa na final da Despensa do Mundo (a exemplo do que os americanos fazem no Super Bowl, a decisão da NFL). Mas a quantidade de artistas convidados foi um excesso. Faltou somente um Faustão, ou o próprio Gianni Infantino, gritar “se vira nos 30” para Madonna,

Shakira, BTS e cia.

8 – Aposta das transmissões

A Orbe tentou replicar o humor da concorrente CazéTV em suas transmissões, o que invariavelmente foi gongado nas redes. Já a CazéTV (única que transmitiu os 104 jogos), abusou ao reportar bets e as tais odds, muitas vezes em detrimento do jogo —chamando a atenção até do Ministério da Justiça.

9 – Resultados combinados

O atacante argelino Mahrez admitiu que foi estranho marcar um gol nos acréscimos contra a Áustria, já que o empate classificaria as duas seleções. Curiosamente, os austríacos deram a saída e empataram no ataque seguinte. Com vaga para oito terceiros colocados e 12 grupos, seleções entraram em campo sabendo o que precisavam, alguma coisa impossível quando passavam duas por grupo.

10 – Geopolítica da Despensa

Um avaliador da Somália não entrou nos EUA por ter o visto recusado. Um jogador iraquiano foi interrogado por sete horas na alfândega. Mas o pior foi o tratamento oferecido à seleção iraniana, que usou uma base no México e tinha tempo restringido para entrar e trespassar dos EUA. Nunca antes em uma competição da Fifa um governo interferiu tanto uma vez que a gestão Trump nesta Despensa.

Folha

LEAVE A RESPONSE

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *