A mãe de Rachel Apa esperava por ela na milha 25.
Era a primeira maratona de Apa. Ela tinha 24 anos, era desportista e havia jogado hóquei sobre grama na primeira repartição universitária pela Bucknell University. Durante meses, treinou para essa prova, a Maratona de Novidade York.
No domingo, na milha 14, no Queens, a mãe de Rachel, Michelle Apa, gravou um vídeo da filha, toda sorridente, passando em subida velocidade com uma regata virente, batendo na mão estendida em direção à câmera. Depois, Michelle Apa seguiu para o Medial Park, rumo à risco de chegada.
Em morada, em Lewisberry, Pensilvânia, o pai de Rachel Apa, Steve Apa, acompanhava a filha pelo aplicativo da maratona e enviava mensagens de incentivo a cada milha. Na milha 18, ela respondeu: “Ai”. Na 19, respondeu: “Ai, ai”.
Nas milhas 20, 21 e 22, ela não respondeu, mas continuou correndo. “Reta final”, escreveu Steve Apa na milha 23.
Ele não teve mais notícias dela.
Perto da milha 24, no Medial Park, próximo à rua 85, uma espectadora chamada Michaela Nicholas viu passar a mulher de virente, com o número de peito 29.977 e o nome Rachel. “Vamos, Rachel, você consegue!”, gritou Nicholas.
Segundos depois, Rachel Apa caiu.
Nicholas, assistente social hospitalar, correu até ela e não conseguiu encontrar pulso. Sua prometida gritou pedindo um médico. Três pessoas, duas das quais disseram ser médicas, revezaram-se na reanimação cardiopulmonar, contou Nicholas. Ela segurou a mão de Apa e disse que ela não estava sozinha.
A equipe médica da maratona chegou e usou um desfibrilador na corredora caída, informou a New York Road Runners, organizadora da prova. Pouco depois, paramédicos chegaram em uma ambulância.
No aplicativo de séquito da maratona, os pais de Apa podiam ver que ela continuava na milha 24. Depois que alguns minutos se passaram, contou Steve Apa, sua esposa foi até lá. Ela chegou ao sítio no momento em que a ambulância se afastava. Seguiu em uma segunda ambulância para o Mount Sinai Medical Center, onde os médicos tentaram salvar a vida de sua filha por mais de seis horas, mas não conseguiram.
A razão da morte, segundo Steve Apa, foi rabdomiólise, uma quesito muscular que pode ser desencadeada por esforço físico, na qual o tecido muscular se rompe e pode intoxicar o organização.
“É inconcebível”, disse ele. “Saúde perfeita, magnífico forma física, 24 anos.”
Nicholas afirmou que a ajuda solene pareceu demorar uma perpetuidade para chegar. Segundo fotos e vídeos com registro de horário, feitos por espectadores e compartilhados com a reportagem, Rachel Apa caiu às 13h33. Às 13h40, uma equipe médica da maratona, vestindo camisetas vermelhas, havia chegado, e o desfibrilador foi usado entre 13h41 e 13h50. “Foi um tempo de espera inadmissível”, disse Nicholas.
A New York Road Runners não respondeu de repentino às perguntas sobre quando seus funcionários chegaram e usaram o desfibrilador. O Corpo de Bombeiros informou que seus paramédicos fizeram contato com Apa “alguns minutos” depois que a ambulância chegou ao sítio, às 13h41.
Rachel Apa, gerente de resultado em uma empresa de componentes elétricos que havia completo de iniciar um curso de MBA na Charleston Southern University, corria para recolher verba para o combate à doença de Parkinson, que havia matado seu avô.
“Meu avô foi uma das minhas referências enquanto eu crescia”, escreveu ela no LinkedIn. “Ele me ensinou a me manter ativa, superar meus limites e encarar desafios.”
A New York Road Runners informou que a vez anterior que um participante da maratona morreu em seguida uma emergência médica havia sido em 2024.
“Estamos profundamente consternados com a morte de uma de nossas corredoras em seguida a prova de ontem”, afirmou a Road Runners em um expedido divulgado na segunda-feira (2).
Na rabdomiólise, a degradação do tecido muscular libera proteínas e eletrólitos na manante sanguínea, que podem prejudicar órgãos, sobrecarregar o sistema cardiovascular e comprometer os rins. Muro de 26 milénio casos de rabdomiólise são registrados todos os anos nos Estados Unidos, muitos deles entre atletas de competição, embora os pesquisadores acreditem que esse número muito provavelmente esteja subestimado.
A rabdomiólise pode ser infalível se não for tratada rapidamente, afirmou Bradley Uren, médico emergencista da University of Michigan Health, que atende casos da doença todos os anos, geralmente no verão. O tratamento pode incluir a gestão intravenosa de líquidos para expelir as toxinas e diálise em casos de lesão renal grave.
No caso de Apa, disse ele, tudo indica que “o pior cenário verosímil ocorreu de forma muito, muito rápida”.





