Menos veículos motorizados nas ruas e mais mobilidade ativa, com segurança para pedalar e caminhar. Essas são algumas propostas do Dia Mundial Sem Coche, festejado em 22 de setembro e comemorado ao longo desta semana em diversas cidades de todo o mundo.
A iniciativa estimula uma reflexão sobre o uso excessivo do viatura. Aos condutores que dirigem todos os dias, é proposta uma reflexão sobre a obediência em relação aos veículos motorizados e a adoção de formas alternativas de mobilidade, porquê transporte público, bicicleta, patinete ou mesmo a jornada.
Nesta semana, no Região Federalista, a organização não governamental Rodas da Tranquilidade tem realizado atividades com o tema “Cidades Mais Humanas começam com escolhas diferentes”, o que representa um invitação para a sociedade testar, discutir e tutelar mais possibilidades de deslocamento, segurança e espaço para as pessoas.
O coordenador-geral da Rodas da Tranquilidade, Raphael Barros Dorneles, explica que, para promover o uso de bicicletas, é necessário adotar uma estratégia dupla.
Um ponto necessário é o investimento na melhoria da infraestrutura cicloviária, com segurança, iluminação, sinalização, conectividade viária, conforto e arborização. O outro é a implementação de medidas que desestimulem o uso de veículos automotores, porquê cobrança de estacionamento, fiscalização rigorosa de infrações e priorização do transporte público e de ciclistas no trânsito.
“Não basta somente estimular o uso da bicicleta. Tem que desestimular o uso do sege, se não as pessoas não migram. Só o traje de ser dada prioridade à fluidez do trânsito para o transporte público e para a bicicleta já desestimula o uso do sege”, disse o representante da ONG Rodas da Tranquilidade, Raphael Dorneles.
Ganha-pão mais seguro
Nesta quinta-feira (24), a ONG planeja doar itens de segurança a entregadores por aplicativos que fazem uso de bicicletas. São espelhos retrovisores, campainhas, luzes, fitas refletivas e kits de remendo de pneus que serão disponibilizados, conforme a premência individual.
Ítalo Santos Vieira, de 25 anos, trabalha há seis meses porquê entregador, por sete a oito horas diárias, transportando principalmente comidas e bebidas. O jovem relata que, por falta de recursos, trabalha sem itens essenciais de segurança, mesmo em seguida já ter sofrido quedas durante o serviço sobre duas rodas.
“Eu tenho que remunerar, senão, não tenho. Ainda estou sem espelho e cotoveleira”, lamenta.
Adicionalmente, Ítalo aponta que sua maior dificuldade é mourejar diariamente com a falta de infraestrutura urbana e a falta de redes cicloviárias conectadas – com ciclovias e calçadas em boas condições – o que o obriga a pedalar disputando espaço com carros e ônibus.
Essa verdade é semelhante à de Ivan Gabriel, de 31 anos, que há cinco meses tem porquê principal nascente de renda as entregas na bicicleta. Todos os dias, ele se desloca ao núcleo de Brasília, combinando o metrô e a bicicleta, para trabalhar por seis horas, em média.
Ivan Gabriel conta que também comprou o elmo, o cadeado e até a caixa térmica de isopor para levar as refeições, já que os itens não são fornecidos pela plataforma de delivery.
Outra dificuldade relatada por Ivan é não encontrar um lugar seguro para vigilar o veículo enquanto vai ao balcão dos estabelecimentos buscar os produtos a serem transportados.
“Há muitos roubos nesta extensão. A gente sempre tem que estar circunspecto”.
Ocupação das ruas
Dentro da programação do Dia Mundial Sem Coche, no Região Federalista, a ONG apoiou a realização, na noite de terça-feira (22), da Bicicletada. No evento, dezenas de condutores de bicicletas partiram da Universidade de Brasília (UnB) e percorreram muro de 15 quilômetros nas vias da Asa Setentrião.
A Rodas da Tranquilidade promoveu, na última segunda-feira (21), a edição 2026 do Repto Intermodal de Brasília. O teste prático de mobilidade urbana compara a eficiência de diferentes meios de transporte, que partem juntos de um mesmo sítio em direção a um mesmo sorte.
O objetivo é estimar a selecção de deslocamento mais inteligente e sustentável nas grandes cidades. São considerados fatores porquê o tempo real de trajectória, o impacto ambiental, a emissão de poluentes por passageiro, a emissão de ruídos e o dispêndio financeiro da viagem, que inclui o dispêndio social e o investimento de recursos públicos na mobilidade urbana.
A última atividade prevista dentro da Semana do Dia Mundial Sem Coche será no próximo domingo (27), no Eixão do Lazer Sul, em Brasília. Será o lançamento da Epístola-Compromisso da Mobilidade Sustentável, criada por organizações da sociedade social.
O documento será entregue aos candidatos nas eleições de 2026, para que, se eleitos, assumam compromissos práticos por um trânsito mais seguro, inclusivo e ecologicamente responsável nos espaços urbanos.
Controle social na mobilidade
Raphael Dorneles explicou à Sucursal Brasil que um dos objetivos da ONG é a geração de um recomendação deliberativo de mobilidade urbana sustentável e transporte.
“Queremos ter um espaço estrutural deliberativo dentro da estrutura do GDF [Governo do Distrito Federal]. Brigamos pela participação popular, pelo controle social, pela governança e transparência de todo o processo da mobilidade urbana.”
Coletivos urbanos defendem ainda que o uso da bicicleta porquê meio de transporte, lazer e esporte pode trazer diversos benefícios para a saúde e para o bolso do ciclista, incluindo também a redução de emissões de gases de efeito estufa e da poluição.
O coordenador-geral da Rodas explica que a bicicleta é um modal muito menos poluidor e tem um impacto ambiental muito menor.
“Até a própria construção da bicicleta, a quantidade de material necessário para a construção, é muito menor do que para a fabricação de um sege. Além da estrutura viária necessária para a bicicleta ser muito menor do que para outros veículos, sobrando espaço para as pessoas, para casas, para transacção, para a extensão virente.”
O perito em mobilidade ativa projeta que o uso de bicicletas deve ser incentivado para tornar as cidades mais resilientes às crises climáticas.
Ministério das Cidades
O Ministério das Cidades informou à Sucursal Brasil que tem, entre outras iniciativas, o Programa Proceder Cidades – Mobilidade Urbana, para a melhoria da circulação urbana e segurança viária.
A iniciativa financia ações de mobilidade urbana voltadas ao transporte não motorizado (transporte ativo), ao transporte público coletivo e à elaboração de planos de mobilidade urbana municipais e metropolitanos, estudos e projetos básicos.
Segundo a pasta, o Proceder Cidades recebeu investimentos federais de R$ 4,7 bilhões. Entre os projetos financiados estão a construção de calçadas acessíveis, ciclovias, iluminação pública e sinalização viária.









