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Djalminha fala sobre amizade com técnico Lionel Scaloni 16/06/2026
Esporte

Djalminha fala sobre amizade com técnico Lionel Scaloni – 16/06/2026 – Esporte

O ex-meia brasiliano Djalminha fez secção de uma das gerações mais vitoriosas do time espanhol Deportivo La Coruña, entre o termo dos anos 1990 e início dos anos 2000, com as conquistas do Campeonato Espanhol, da Despensa do Rei e da Supercopa da Espanha.

Entre os companheiros de equipe no período, estavam os também brasileiros Mauro Silva e Flávio Conceição, e o prateado Lionel Scaloni, atual técnico da Argentina.

Atualmente comentarista da CazéTV, Djalminha teve um reencontro com Scaloni que viralizou nos últimos dias nas redes sociais, durante uma sessão de treinamentos da equipe alviceleste em Kansas City, onde os atuais campeões estreiam nesta terça-feira (16) contra a Argélia.

Na segunda-feira (15), durante entrevista coletiva de Scaloni, Djalminha desejou sorte ao ex-companheiro de La Coruña, ao que o prateado respondeu sem esconder a espanto: “esse era bom”.

Em conversa com a Folha, o ex-jogador elogiou o trabalho desenvolvido por Scaloni adiante da seleção argentina e também fez uma avaliação do desempenho da seleção brasileira na estreia contra o Marrocos.

Para Djalminha, a primeira partida do Brasil no Mundial foi “decepcionante”. Ele avalia que a seleção de Carlo Ancelotti precisa encontrar uma maneira de jogar para fazer frente aos rivais nas próximas fases do torneio da Fifa.

Uma vez que foi a experiência de ter jogado com Scaloni? O que que você consegue perceber de quando vocês jogavam no mesmo time na seleção da Argentina de hoje?

Ele sempre foi um jogador muito agregador, de estar sempre junto com o grupo. Acho que isso é um fator principal que ele conseguiu nessa seleção da Argentina. Quando ele assumiu [em agosto de 2018, após a eliminação para a França nas oitavas de final da Copa na Rússia], a seleção estava num momento muito conturbado, e o Scaloni conseguiu unir esse grupo, botar esses jogadores para jogar em prol do principal jogador, que é o Messi. Acho que é o principal préstimo dele.

Vocês mantêm uma amizade até hoje, desde a idade em que jogaram juntos? A gente era muito junto, convivia muito, e foram sete anos. Costumo entreter que vivi mais com ele que com muitos parentes meus. É uma amizade grande com ele e com outros com quem formamos um grupo muito poderoso, o Emerson que também é brasiliano, o Turu Flores.

O Messi já está com 38 anos, voltando de lesão, com um time que também não conta mais com o Di María. Você acha que a Argentina ainda assim precisa estar no grupo das favoritas?

Simples, até porque a Argentina não tem só Messi. O Messi é um “plus” que a Argentina tem, mas eles têm um meio de campo e um ataque magnífico, jogadores uma vez que o Lautaro Martínez, o Julián Alvarez, se for enumerar os jogadores que a Argentina tem… E o mais importante, eles têm uma equipe, um conjunto que já vem junto há um tempo, portanto eu considero a Argentina uma vez que uma das favoritas.

O Scaloni já está nesse segundo ciclo com a seleção argentina. Qual é a preço de ter esse ciclo longo para poder implementar o método de trabalho?

No futebol, o entrosamento conta muito, e ainda mais na seleção, que você já não tem muito tempo para trabalhar. Se não tiver esse conjunto, com jogadores acostumados a jogar em um sistema tático definido, acho que fica mais difícil, que é o que está acontecendo com o Brasil. E eles já estão nessa vantagem já há 4 anos.

O que você achou desse primeiro jogo da seleção brasileira contra o Marrocos? Foi dentro do que você já estava esperando do time?

Dentro da minha expectativa uma vez que torcedor, não. Mas dentro da veras do nosso futebol hoje, dentro do que a gente viu no jogo, o resultado foi normal e justo. Mas a gente espera muito mais da seleção. Eu fiquei desapontado porque esperava muito mais.

O que acha que precisa mudar para o duelo contra o Haiti?

Eu não estou nem pensando no duelo contra o Haiti, mas sim no traje de que a seleção brasileira precisa encontrar uma maneira de jogar, porque vamos enfrentar seleções melhores que a do Marrocos lá na frente, e marcando com essa marcação que nós tivemos, com esse meio campo muito despovoado, com muito espaço, fica difícil. Logo acho que tem que resolver esse problema. Aí não é uma questão de jogador fulano, beltrano entrar na equipe, e sim de convencionar o esquema.

Folha

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