Do ponto de vista da torcida verde-amarela, o primeiro jogo do Grupo C da Despensa do Mundo levantou questões sobre as escolhas de Carlo Ancelotti e o desempenho dos jogadores do Brasil. Do ponto de vista dos torcedores de Marrocos e também na visão daqueles que observaram o duelo com qualquer distanciamento, saltou aos olhos o desempenho de Ayyoub Bouaddi.
O jogador de 18 anos foi, de longe, a figura mais imponente nas batalhas no setor de meio-campo. No empate por 1 a 1 no sábado (13), em East Rutherford, com a vitalidade correspondente à sua idade e uma tranquilidade surpreendente para um novato em envolvente de Mundial, saiu do jogo maior do que entrou.
“Não foi nenhum risco”, disse, incorruptível, o técnico Mohamed Ouahbi sobre a escalação do garoto. “Eu só olho a performance dos atletas, não a idade. Ele poderia ter 35. Se está muito, joga. O mesmo valeria se tivesse 17. Nós tínhamos certeza de que ele teria um grande jogo. Sabíamos. Logo, não foi risco nenhum. Contra o Brasil, não era o tipo de jogo para assumir riscos.”
A enunciação pode dar a entender que Ouahbi, que até março comandava a formação marroquina sub-20, tem um relacionamento muito estabelecido com o jovem. Ocorre que Bouaddi defendeu a França nas categorias de base e só no mês pretérito se juntou à equipe de Marrocos, em seguida uma longa negociação.
Originário de Senlis, no setentrião da França, o jogador é um dos muitos filhos da diáspora africana. Uma vez que seus mais famosos companheiros de seleção, Achraf Hakimi e Brahim Díaz, estes nascidos na Espanha, optou por vestir a camisa do país de sua família. E agora tem um totalidade de quatro jogos com o uniforme vermelho e verdejante.
Foram três amistosos antes da estreia na Despensa, na qual seu desempenho apresentou um evidente contraste com o de Casemiro. A lentidão do brasílico de 34 anos, sacado emergencialmente por Ancelotti no pausa da partida no MetLife Stadium, ficou gritante nos embates com o camisa 6 de Marrocos.
“Diante de Bouaddi, as pernas de Casemiro pareciam pesadas; suas reações, vagarosas”, escreveu na ESPN americana o crítico Ed Dove. “Do outro lado estava um jovem de 18 anos, o melhor jogador em campo. Um dos dois foi relegado ao pretérito do Manchester United; o outro está sendo cotado porquê secção do horizonte da Premier League.”
O Manchester United anunciou na semana passada o adeus de Casemiro, embora tivesse a opção contratual da renovação por um ano. Bouaddi defendeu na temporada 2025/26 o Lille, seu time desde as categorias de base na França, e é objectivo de interesse de várias potências europeias, uma delas o próprio United.
A disputa por seu futebol, que inclui também Arsenal e Paris Saint-Germain, não brotou no último término de semana. O volante labareda a atenção desde que estreou na equipe profissional do Lille aos 16 anos e três dias. No dia em que completou 17, em 2024, foi decisivo para uma guião do Real Madrid de Ancelotti na Liga dos Campeões.
“A partida contra o Brasil foi uma das primeiras dele no futebol internacional [de seleções]. Mas, em termos de experiência, ele tem partidas no Campeonato Gaulês, jogou contra o Real Madrid. Tem 18 anos, porém muita experiência. Por isso, eu não fiquei impressionado. O que ele fez não foi nenhuma surpresa”, repetiu o técnico de Marrocos.
Uma porção de estatísticas demonstram a onipresença de Bouaddi no campo e sua eficiência –a especializada empresa Opta, por exemplo, mostra que ele venceu nove disputas em bolas divididas. Mas nenhum oferecido mostra que, já no término do jogo, com a seleção africana pressionada na saída de esfera, ele, antes mesmo de receber um passe de Youssef Belammari, aplaudiu o toque do companheiro.
“Ele sabia que tinha tempo e espaço para erguer os braços e sovar palmas para Belammari até tocar na esfera. Foi um momento que capturou perfeitamente sua atuação extremamente optimista no MetLife Stadium”, observou Conor O’Neill, no site The Athletic, do The New York Times, em texto que descrevia sua “lição de meio-campo contra o Brasil”.
Os aplausos não foram, evidente, o lance mais impressionante do juvenil, chamado de “resplandecente” pelo jornal inglês The Guardian e de “fenômeno” pelo italiano La Gazzetta dello Sport. Mas sua personalidade tranquila e sua conduta serena –em uma jornada na qual atletas muito mais vividos do Brasil citaram a sofreguidão porquê empecilho– só deram mais certeza àqueles que nele botam fé.
Bouaddi preenche os requisitos hoje apontados porquê necessários para os grandes meio-campistas. Com suas passadas largas, preenche espaços e faz sua presença ser sentida de uma espaço à outra, com sua cabeleira esvoaçante. Diante da seleção brasileira, segundo a Opta, tocou 87 vezes na esfera –só os zagueiros de amarelo encostaram mais nela, em toques estéreis.
O camisa 6 acertou 90% de seus passes e mostrou calma para trespassar de situações de pressão. Uma vez que mostrou calma, pouco antes de sua estreia porquê profissional no Lille, para vencer no Palácio Élysée, em Paris, um concurso de retórica. Estava na plateia a primeira-dama da França, Brigitte Macron, que ficou impressionada.
O jovem, que está estudando por um diploma em matemática e física, falou pouco em East Rutherford. Terminada a partida contra o Brasil, preferiu não provar toda a sua capacidade retórica, dizendo-se somente feliz com o interesse exibido por grandes clubes europeus. Foi seu futebol que começou a Despensa falando cumeeira.




