Sem competir profissionalmente no Championship Tour da WSL (World Surf League) desde o final de 2024, Gabriel Medina, 32, tetracampeão mundial, diz estar prestes para o retorno.
Em seguida suportar uma lesão no ombro e passar por uma cirurgia em janeiro de 2025, o surfista paulista afirma com tranquilidade: “Me sinto 100% para voltar a viver o volta de novo”.
Foram seis meses de restauração e o restante de preparo, treino e sota, contou o desportista a jornalistas no sábado (28), de Bells Beach, na Austrália. A praia receberá a primeira lanço da novidade temporada do Championship Tour, torneio de escol do volta profissional, a partir desta segunda (30), no horário sítio.
Agora, com “indiferente na ventre, mas tranquilo”, Medina reflete sobre o período ausente e diz que nunca considerou não voltar ao esporte. “Todo dia, todo dia, eu quero surfar, eu quero estar ativo. Na verdade, o que faz mais sentido [para mim] é a competição, é o que me dá prazer. É o que me move.”
De olho em bons resultados nesta novidade tempo, o surfista medalhista de bronze nos Jogos Olímpicos de Paris-24 anunciou, na última semana, Adriano de Souza, o Mineirinho, porquê seu novo técnico. “Eu cresci no surfe assistindo o Mineiro. Para a minha geração, era o rosto que batia de frente ali com os gringos no volta mundial”, diz Medina.
A notícia entre os dois é um dos pontos mais importantes da novidade parceria: “É um rosto que me entende”, explica Medina, que antes era treinado pelo australiano Andy King. “Falando a minha língua, ainda mais alguém porquê o Mineiro, que já foi vencedor mundial [em 2015] e já passou por várias situações, a notícia flui mais.”
Enquanto o paulista se recuperava da lesão, um paranaense subia ao posto mais superior do pódio no Championsip Tour: o curitibano Yago Dora, 29, que se consagrou vencedor mundial nas águas de Fiji no ano pretérito.
Voltar a competir porquê o candidato a ser derrotado poderia simbolizar um novo tipo de pressão sobre um desportista, mas não é logo que Dora encara o duelo. “Com certeza tem uma expectativa maior externa em relação à minha performance neste ano. Mas por dentro eu me sinto mais ligeiro.”
“Eu sei da responsabilidade que eu tenho de fazer uma grande temporada de volta, mas ao mesmo tempo é um peso que saiu das minhas costas, eu ter conseguido o título. Acho que me mostrou muito o caminho que eu tenho que seguir, se eu quiser invadir mais títulos. Estou muito entusiasmado.”
“Eu queria muito não me deixar acomodar depois de invadir o título. Eu quero continuar evoluindo, é isso que eu sempre fiz no volta mundial e, independentemente do resultado em si no final desta temporada, eu quero entregar ainda mais do que eu entreguei na temporada passada”, disse o vencedor.
NOVAS REGRAS
Em seu 50º ano, o Championship Tour da WSL retorna em 2026 com um novo formato. Serão 12 etapas, sendo 9 na temporada, 2 na pós-temporada e 1 final.
Nas nove primeiras e na final, participam 36 surfistas no volta masculino e 24 no feminino, enquanto as duas outras etapas terão unicamente os 24 homens e 16 mulheres mais muito colocados na temporada.
A final, Pipe Masters, disputada em Oahu, no Havaí, valerá 15 milénio pontos para o vencedor, 50% a mais do que as demais etapas, e o volta agora funcionará no esquema de pontos corridos.
“O Final Five foi uma experiência lícito, mas é que não deu zero de inexacto até hoje, né?”, diz Medina. “Mas poderia ter o risco de chegar lá no dia e alguém estar doente, não estar 100%, e aí um dia definir o que você fez no ano, acho que não seria tão justo.”
“A gente tem que já entrar com gás totalidade ali desde o primeiro round”, afirma Dora, que também aprovou as novidades.
A organizações das chaves de cada lanço também passaram por mudanças. Não há mais as repescagens, e toda bateria vale vaga na tempo seguinte. A primeira rodada é disputada somente pelos surfistas de ranking mais grave.
Dora dá a largada na temporada em Bells Beach direto na segunda rodada, contra o vencedor do encontro entre o também brasílio Mateus Herdy e o australiano Liam O’Brien. Já Medina, que participa com um “season wild card” (convidado da temporada), encara o mexicano Alan Cleland, também direto na segunda rodada.
No totalidade, dez brasileiros participam do torneio de escol em 2026, sendo 9 homens e 1 mulher. Além de Dora e Medina, concorrem Italo Ferreira, Filipe Toledo, Miguel Pupo, João Chianca, Alejo Muniz, Samuel Pupo e Mateus Herdy. Luana Silva representa o país no volta feminino.
