Estudo internacional desenvolvido pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e divulgado nesta terça-feira (5) aponta que 53% das famílias brasileiras nunca ou raramente leem livros para suas crianças de 5 anos matriculadas na pré-escola de três estados: Ceará, Pará e São Paulo.
Nestas localidades, unicamente 14% dos responsáveis fazem a leitura compartilhada entre três e sete vezes por semana. Enquanto que a média internacional para essa atividade é de 54%.
Os dados são da publicação Aprendizagem, bem-estar e desigualdades na primeira puerícia em 3 estados brasileiros: Evidências do International Early Learning and Child Well-being Study (IELS)..
O coordenador do levantamento e pesquisador do Laboratório de Pesquisa em Oportunidades Educacionais da Universidade Federalista do Rio de Janeiro (LaPOpE/UFRJ), Tiago Bartholo, diz que a situação é sátira inclusive nas camadas mais ricas da sociedade, onde o índice de leitura frequente não atinge sequer 25%.
O pesquisador entende que o ponto médio é que a relevância da leitura compartilhada ainda não está clara para a população uma vez que secção importante do processo de alfabetização de uma gaiato. Outrossim, a falta deste vínculo traz impactos negativos ao desenvolvimento infantil.
“Essa informação ainda não está devidamente disseminada. São momentos muito importantes para o bem-estar e para o desenvolvimento das crianças.”
O resultado indica oportunidades para ampliar políticas intersetoriais e programas de pedestal à parentalidade e para fortalecer a relação entre os parentes e as escolas de instrução infantil.
“Nossa perspectiva é sempre pensar em família e escolas de forma conjunta, potencializando o bem-estar e o desenvolvimento das crianças”, diz Tiago Bartholo.
Radiografia do estudo
O estudo internacional coletou dados somente nestes três estados brasileiros – Ceará, Pará e São Paulo – devido a questões orçamentárias.
O levantamento está organizado em três grandes áreas do desenvolvimento de crianças de 5 anos, nas quais foram avaliados dez domínios. As áreas são:
- Aprendizagens fundamentais (conhecimentos básicos em linguagem e raciocínio matemático)
- Funções executivas (processos de autorregulação que permitem o controle da atenção, de impulsos e a adaptação a demandas e regras, e avaliação da memória de trabalho, flexibilidade mental)
- Habilidades socioemocionais relacionadas à compreensão de si e dos outros, à construção de relações sociais, uma vez que empatia, crédito e comportamento pró-social
Ao todo, foi registrada a participação de 2.598 crianças, distribuídas em 210 escolas, sendo 80% delas públicas e 20% privadas das três unidades da federação.
A metodologia do estudo IELS-2025 coletou individualmente dados das crianças, por meio de atividades interativas e lúdicas, organizadas em jogos e histórias adequadas à filete etária.
O estudo também trouxe a percepção das famílias e dos professores sobre o sobre as aprendizagens, o desenvolvimento e o comportamento das crianças. As informações são coletadas por meio de questionários específicos para cada um dos públicos.
Os resultados inéditos – projetados em larga graduação – podem servir uma vez que pedestal para o Brasil fabricar políticas públicas efetivas para a primeira puerícia e, ainda, ajustar as estratégias nas áreas da saúde, instrução e proteção social.
Habilidades iniciais: literacia e numeracia
No IELS, a denominação de literacia emergente corresponde ao desenvolvimento de habilidades iniciais de linguagem (verbal e de vocabulário) antes mesmo do processo formal de alfabetização.
Sobre nascente vista de domínio das aprendizagens fundamentais, o estudo registra que a pontuação em literacia foi a mais subida dentro da exemplar brasileira e apresentou uma pontuação média de 502 pontos, ficando ligeiramente supra da média internacional, 500 pontos.
Neste domínio, houve pouca variação de resultados entre níveis socioeconômicos diferentes, e se concentraram em torno de um nível médio mais proeminente.
Outra coordenadora da pesquisa do mesmo laboratório da Universidade Federalista do Rio de Janeiro, Mariane Koslinski, explica que uma das hipóteses para esse resultado positivo está no desenvolvimento de políticas públicas mais recentes.
“Na literacia emergente, o Brasil foi muito porque teve várias políticas que apoiaram a alfabetização, a formação de professores e isso contribuiu, muito provavelmente, para esse resultado”, estima a pesquisadora.
O estudo aborda também o domínio da numeracia emergente, noção que envolve as primeiras noções de matemática desenvolvidas pelas crianças, incluindo habilidades uma vez que escrutinação básica, conferência de quantidades, reconhecimento e compreensão de relações espaciais e de tempo.
Neste ponto, diferentemente das habilidades de linguagem, o desempenho do Brasil em habilidades matemáticas iniciais (numeracia emergente) alcançou de 456 e ficou 44 pontos aquém da média internacional de 500 pontos.
Outrossim, os resultados foram muito distintos entre as crianças da estudo. Os resultados evidenciam desigualdades já presentes ao final da pré-escola e diferenças relevantes em numeracia.
Enquanto 80% das crianças de nível socioeconômico eminente dominam o reconhecimento de numerais, esse índice cai para 68% entre as de grupos de insignificante índice de desenvolvimento socioeconômico.
Recorte racial e de gênero
No estudo da OCDE, o Brasil foi o único país que fez o recorte racial dos resultados e analisou seu impacto na aprendizagem e no bem-estar das crianças.
Os resultados evidenciam as desigualdades que se acumulam e estão relacionadas ao gênero, raça e nível socioeconômico.
Meninos, pretos, pardos e indígenas e de menor nível socioeconômico enfrentam maiores dificuldades nas aprendizagens desde o término da instrução infantil.
Crianças pretas, de famílias beneficiárias do programa Bolsa Família e de nível socioeconômico mais insignificante são as que tiveram menor pontuação em quase todas as dimensões pesquisadas, em próprio no domínio da memória de trabalho e noções de matemática.
As desigualdades no Brasil ficam mais nítidas na conferência entre crianças brancas e pretas. Crianças brancas apresentam uma vantagem de 17 pontos no domínio da linguagem e uma diferença ainda mais alarmante de 40 pontos em numeracia.
Telas e tirocínio
O uso de tecnologias digitais está amplamente disseminado entre as crianças pequenas nos estados pesquisados no Brasil, concluiu pela primeira vez o estudo IELS-2025.
Apesar do levantamento não detalhar o número de horas diárias de exposição às telas, os pais ou responsáveis pelas crianças responderam que 50,4% das crianças usam dispositivos digitais todos os dias, uma vez que computador, notebook, tablet ou celular, com exceção de televisão.
O percentual do Brasil – pela primeira vez divulgado – é superior ao observado na média dos países participantes do IELS, onde 46% das famílias reportaram a frequência diária no uso de telas de dispositivos digitais.
No Brasil, unicamente 11,4% das crianças participantes do estudo nunca ou quase nunca usam “telas”.
Os dados do estudo reforçam a relevância do uso mediado e equilibrado.
O pesquisador da UFRJ, Tiago Bartholo, descreve que crianças que fazem um uso quotidiano de telas apresentam um desenvolvimento e um tirocínio médio menor em relação à compreensão de leitura, escrita e noções de matemática.
“Uma coisa é uma gaiato fazer um uso quotidiano de 30 minutos, uma coisa muito dissemelhante fazer um uso quotidiano de três a quatro horas. E a gente sabe que esse tipo de comportamento existe.”
Outro vista realçado pelo estudo internacional sobre o uso de dispositivos digitais indica a baixa frequência no desenvolvimento de atividades educativas, no Brasil.
Muro de 62% das crianças raramente ou nunca realizam atividades educativas em computadores, tablets ou celulares, enquanto unicamente 19% os usam entre três a sete vezes por semana com nascente foco educativo.
Crianças saem menos de mansão
A realização de atividades ao ar livre – uma vez que caminhadas, brincadeiras livres e outras opções de lazer – é frequente para unicamente 37% das famílias, aquém da média de 46% nos países participantes do IELS.
Já 29% afirmam nunca realizar esse tipo de atividade ou fazê-la menos de uma vez por semana.
No entanto, o estudo destaca que o entrada das crianças a atividades fora de mansão, uma vez que brincadeiras ao ar livre, visitas a bibliotecas, cursos, oficinas e aulas de música, dança ou esportes, “são experiências importantes para a exploração do envolvente e para o desenvolvimento físico, cognitivo e socioemocional, além de contribuírem para a originalidade, a solução de problemas e a socialização”.
A explicação observada no IELS pode refletir barreiras uma vez que “dispêndio, tempo, disponibilidade lugar de equipamentos culturais, esportivos ou de áreas verdes e hábitos familiares.”
Por isso, o pesquisador da UFRJ, Tiago Bartholo, defende que a prática de atividades físicas seja oferecida primeiramente no espaço da escola e deve ser considerada importante para o desenvolvimento infantil.
“A prática regular de atividade física está associada com melhores indicadores de saúde física e mental e está associada com mais cognição e tem impacto brutal na memória de trabalho.”
No Brasil, as famílias relatam menor frequência de outras atividades e interações que estimulam o desenvolvimento das crianças, uma vez que trovar, recitar poemas ou rimas infantis, traçar ou pintar com gaiato, entreter com a imaginação ou de faz de conta e relatar uma história que não esteja no livro.
Ouvir a gaiato
Mais da metade das famílias (56%) relata que conversa com as crianças sobre uma vez que elas se sentem entre três e sete dias por semana.
Porém, esse bate-papo entre crianças e adultos brasileiros sobre emoções ocorrem com menor frequência do que na média internacional, que chega a 76%.
O estudo explica que, ao longo da primeira puerícia, conversar sobre sentimentos, compartilhar materiais ou resolver pequenos conflitos “são oportunidades importantes para que as crianças aprendam a compreender as emoções e a edificar relações sociais positivas. são relevantes porque fortalecem vínculos afetivos.”
Os domínios relacionados à empatia apresentaram as pontuações mais elevadas em relação à média internacional, com 501 pontos em atribuição de emoções e 491 pontos em identificação de emoções.
Funções executivas
As funções executivas avaliadas no estudo são as habilidades cognitivas das crianças da instrução infantil que lhes permitem planejar, focar a atenção, lembrar instruções e mourejar com múltiplas tarefas ao mesmo tempo.
A memória de trabalho (capacidade de armazenar e manipular informações) destaca-se uma vez que a mais afetada pelo nível socioeconômico, com diferença de 39 pontos entre crianças de nível eminente e insignificante, considerada uma diferença subida.
As médias brasileiras nos três domínios (memória de trabalho, controle inibitório e flexibilidade mental) estão aquém da média internacional, com diferenças classificadas uma vez que moderadas a grandes e estatisticamente significativas.
OCDE
Atualmente, o Estudo Internacional das Aprendizagens e Muito-estar na Primeira Puerícia está no segundo ciclo e inclui o Brasil, Azerbaijão, Bélgica, China, Coreia do Sul, Emirados Árabes Unidos, Holanda e Súcia e Inglaterra.
O Brasil foi o único país da América Latina a participar da pesquisa da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico.
No Brasil, o levantamento foi realizado com o pedestal de um consórcio de instituições liderado pela Instalação Maria Cecilia Souto Vidigal.





