Um ex-saltador ornamental da equipe olímpica do Reino Uno revelou que ficou viciado em pornografia na internet ainda quando era petiz. Freddie Woodward, que competiu nos Jogos Olímpicos de 2016 no Rio de Janeiro, disse que, no auge de seu vício, visitava sites adultos várias vezes ao dia.
Hoje, o jovem de 30 anos, de Sheffield, está pedindo que os adolescentes recebam mais instrução sobre o vício em pornografia –alguma coisa que não seja “fundamentado na vergonha, mas que seja honesto e fundamentado em evidências”.
Woodward afirma que se sentia “sujo” depois de usar pornografia online. Ele disse esperar que agora, ao falar francamente sobre o matéria, possa encorajar outras pessoas a buscarem ajuda.
Em junho, o governo britânico afirmou que empresas de tecnologia porquê Apple e Google precisarão instalar softwares para impedir que crianças tirem, enviem ou visualizem imagens sexualmente explícitas em seus celulares e outros dispositivos.
Woodward disse que sua curso no salto ornamental começou aos sete anos de idade, quando olheiros de um clube da cidade visitaram sua escola primária.
“Eu não conseguia chutar uma globo de futebol nem que minha vida dependesse disso, logo me pareceu uma ótima oportunidade. Me adaptei imediatamente”, disse ele.
No ensino médio, Woodward já competia internacionalmente e treinava 20 horas por semana na piscina e na liceu.
Ele disse que foi por volta dessa estação que descobriu a pornografia na internet. Aos 12 anos, ele já acessava regularmente o que descreve porquê sites “explícitos”.
“Sou da primeira geração a ter chegada a pornografia na internet de subida velocidade.”
“Percebi que tinha um problema com relação as tarefas e exames escolares. Toda vez que eu parava para estudar, tudo o que eu queria fazer era transfixar esses sites.”
Os pais de Woodward se divorciaram quando ele tinha sete anos. Ambos eram bastante envolvidos em sua geração, mas ele acha que eles não tinham conhecimento da extensão de seu uso de pornografia.
Ele acredita que a maioria dos pais presume que os filhos –principalmente os meninos– podem se deparar com pornografia na juvenilidade, “mas é uma conversa difícil de se ter”.
Aos 20 anos, Woodward já havia conquistado uma medalha de bronze nos Jogos da Commonwealth, era medalhista de prata no Campeonato Europeu Júnior e realizado seu sonho de puerícia de simbolizar o Reino Uno nas Olimpíadas do Rio de Janeiro de 2016.
Mas, à medida que sua curso crescia, o mesmo acontecia com seu consumo de pornografia. Ele relatou acessar sites adultos todos os dias e, em uma ocasião, “dez vezes em um único dia”.
“Se eu tivesse tido um treino ruim, [a pornografia] era sempre alguma coisa ao qual eu podia recorrer”, disse ele.
Por volta da mesma estação, ele também começou a compartilhar com estranhos vídeos e fotos suas nuas, em plataformas porquê Facebook e Instagram, porque isso lhe dava “mais emoção”.
“Eu estava fazendo alguma coisa claramente irresponsável, mas não me importei”, disse ele.
Não demorou muito para que essas imagens vazassem na internet. Woodward só descobriu quando sua namorada na estação, que morava no exterior, ligou para confrontá-lo e terminar o relacionamento.
“Fiquei muito envergonhado e devastado. Simplesmente não sabia porquê mourejar com isso. O pior de tudo era que eu ainda não conseguia parar de observar pornografia. Eu não conseguia parar.”
Ele disse que o vício começou a afetar gravemente sua saúde mental, porquê se estivesse sempre carregando uma “enorme globo de vergonha”.
Depois seis anos, o desportista finalmente conseguiu se livrar do vício no ano pretérito. Ele percebeu que precisava mudar sua mentalidade, deixando de ser alguém que tenta parar de observar à pornografia para se tornar “alguém que não assiste à pornografia”.
Desde que se aposentou das competições de saltos ornamentais, Woodward tem viajado pelo mundo produzindo vídeos para as redes sociais sobre gastronomia e cultura com sua namorada, Chika Izumi, ex-atleta de nato sincronizado da seleção japonesa.
O par se conheceu há sete anos em um navio de cruzeiro onde trabalhavam porquê artistas aquáticos.
Izumi, de 33 anos, disse que Woodward se abriu com ela sobre seus problemas com pornografia alguns meses posteriormente o início do relacionamento.
“Eu pensei ‘OK, acho que há um problema’ –mas não me opus a isso”, disse ela. “Me mantive neutra em relação ao matéria.”
Perguntada sobre se está preocupada com o traje dele compartilhar sua história publicamente, ela disse que o apoia “100%”.
“Estou muito orgulhosa dele, sinceramente –e estou muito feliz que ele tenha feito isso. Sei que ele vai ajudar muitos meninos e homens. Não consigo crer na coragem dele por falar com o mundo todo.”
Aumento de casos
A Associação Britânica de Aconselhamento e Psicoterapia (BACP) afirmou ter observado um aumento significativo no número de pessoas que buscam ajuda para o uso descontrolado de pornografia.
Em uma pesquisa com 3 milénio de seus membros, 53% daqueles que trabalham com homens disseram estar percebendo mais casos relacionados à pornografia.
A psicoterapeuta Paula Hall fundou o Laurel Centre, um meio especializado em vícios em sexo e pornografia há 15 anos.
“É sem incerteza um problema que está explodindo na sociedade, e estamos lutando para entender porquê contê-lo”, disse ela.
Hall afirma que um dos desafios é a relutância da sociedade em falar sobre o matéria e reconhecer quando o consumo de pornografia passa a ser um comportamento viciante.
“Precisamos de recursos disponíveis para ajudar as pessoas caso isso esteja atrapalhando seus relacionamentos ou estudos”, disse ela.
Um porta-voz do Departamento de Saúde e Assistência Social disse: “É preocupante ouvir relatos de indivíduos que se tornam viciados em pornografia em uma idade tão jovem.”
“Isso reforça a influência das leis de segurança online que implementamos para impedir que crianças acessem teor prejudicial.”





