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Iniciativas visam qualificar mulheres na tecnologia 06/08/2026 Educação
Tecnologia

Iniciativas visam qualificar mulheres na tecnologia – 06/08/2026 – Educação

Programas de capacitação em STEM (ciência, tecnologia, engenharia e matemática, na {sigla} em inglês) voltados exclusivamente para o público feminino buscam virar a baixa presença de mulheres na tecnologia no Brasil.

Elas representam exclusivamente 20,7% nas ocupações de setores nativos tecnológicos no país, segundo um levantamento da FIEMG (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais).

Por outro lado, estão mais presentes em funções com risco de automação e retração no mercado de trabalho, uma vez que atendentes de serviços postais, caixas bancários e operadores de caixa.

Para Lídia Michelle, doutoranda em notícia na UFRJ (Universidade Federalista do Rio de Janeiro), embora haja um déficit na qualificação feminina no setor —mulheres são tapume de 15% nos cursos de graduação em computação no Brasil—, há questões culturais que explicam essa disparidade.

“Muitas dessas mulheres não se sentem confortáveis em sentar num banco de universidade para estudar exatas. Culturalmente, as mulheres não são vistas uma vez que pessoas que podem atuar de maneira racional.”

Michelle, que pesquisa iniciativas para qualificar mulheres na tecnologia, afirma que a atuação desses programas extrapola o letramento técnico e fortalece outra perspectiva para as participantes. “Elas se sentem confortáveis para perguntar, tirar dúvidas, para subsistir naquele espaço.”

Iana Chan, diretora-executiva da PrograMaria, explica que a computação era uma superfície predominantemente feminina na dez de 1950, antes de a função ser automatizada por máquinas. Mulheres formavam a maioria da primeira turma de Ciências da Computação da USP (Universidade de São Paulo).

O cenário começou a se inverter a partir da dez de 1980. Isso ocorreu com os avanços do software e da prestígio econômica da tecnologia, quando a presença masculina passou a ser majoritária.

“Foi nessa quadra que fortaleceu a narrativa de que as mulheres não são boas em matemática, de que tecnologia não é para mulheres. E hoje a gente encontra essa teoria reforçada desde a puerícia”, afirma Chan.

Um levantamento do Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Puerícia), que analisou dados de mais de centena países e territórios, mostra que os meninos têm até 1,3 vezes mais chances de obter as habilidades matemáticas necessárias em confrontação às meninas.

Segundo a pesquisa, estereótipos negativos de gênero sobre a suposta incapacidade das meninas de entender matemática contribuem para essa disparidade.

Para enfrentar esse cenário, organizações da sociedade social e empresas têm criado programas e encontros voltados exclusivamente para mulheres ou com foco na ampliação da pluralidade no setor. Conheça algumas iniciativas.

PrograMaria

A iniciativa oferece desde cursos introdutórios de programação até formações mais avançadas e mantém uma comunidade para networking e troca de experiências entre mulheres da superfície.

A organização está com inscrições abertas, até o dia 1º de setembro, para o Programando Recomeços, iniciativa voltada para mães que foram demitidas no retorno da licença maternidade.

O programa vai destinar 300 bolsas para capacitar mulheres em habilidades requisitadas pelo mercado, uma vez que estudo de dados e lucidez sintético.

Site: programaria.org

Manas na Tech

A B3, a bolsa do Brasil, está com inscrições abertas, até o dia 7 de agosto, para a 7ª edição do Programa de Estágio Manas da Tech.

Podem participar mulheres cis ou transgênero matriculadas em cursos de tecnologia, matemática, estatística, física ou engenharia, com desfecho prevista a partir de setembro de 2027.

Metade das vagas é reservada a estudantes pretas ou pardas. É necessário ter disponibilidade para atuar no meio de São Paulo (SP) ou em Santana do Parnaíba.

O programa é voltado ao desenvolvimento de competências técnicas em plataformas uma vez que Alura, Oracle e Microsoft, e oferece mentorias e séquito individual para as participantes. Desde sua geração, já formou 80 estudantes, das quais 72% foram efetivadas na companhia.

Site: b3.com.br

STEM Women Congress

O STEM Women Congress é uma rede global que procura açodar a inclusão de mulheres na tecnologia. A iniciativa organiza conferências em diversos países para reunir lideranças femininas do setor e promover discussões.

A edição brasileira deste ano acontece no próximo 19 de agosto, na Fecap (Meio Universitário Álvares Penteado), em São Paulo.

Site: globalstemwomen.org/sao-paulo

WoMakers Code

A WoMakers Code é uma organização sem fins lucrativos brasileira que oferece formação técnica, mentoria e possibilidades de conexões para mulheres na tecnologia. Integrantes da rede têm recta a 20% de desconto no ingresso para o STEM Women Congress 2026.

A iniciativa atua em parceria com outras empresas do setor para qualificação e recrutamento. Além da plataforma permanente, a ONG abre regularmente turmas gratuitas de programas intensivos de desenvolvimento de softwares.

Site: womakerscode.org

Reprograma

O Reprograma oferece cursos de programação gratuitos, para uso de linguagens uma vez que Python e JavaScript, voltados a mulheres em situação de vulnerabilidade social. A organização prioriza a letreiro de mulheres negras, trans e travestis.

Segundo a iniciativa, a taxa de empregabilidade é de 68,8% entre alunas formadas depois seis meses de desfecho dos cursos.

Na próxima segunda-feira (10), terá início a turma do curso Todas em Tech Horizonte+: IA Aplicada, que capacita mulheres a usar lucidez sintético para aumentar a produtividade em seus fluxos diários de trabalho em diferentes áreas.

Site: reprograma.com.br

PretaLab

Já o PretaLab procura conectar mulheres negras que já são ou gostariam de ser da tecnologia. A plataforma oferece cursos, conecta profissionais em rede e produz estudos sobre o impacto das mulheres negras no mercado de tecnologia.

Site: pretalab.com

PyLadies Brasil

O PyLadies é uma comunidade mundial de mulheres amantes da programação na linguagem Python. Originária nos Estados Unidos, o grupo promove cursos gratuitos, mentorias, palestras e eventos voltados a iniciantes e profissionais.

Site: brasil.pyladies.com/about

Folha

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