“Futebol e política não se misturam” é uma frase conhecida de autoria desconhecida. Sabe-se que ela não corresponde à veras, já que a política aparece e interfere com certa frequência no esporte.
Vide a ação de Donald Trump, o presidente dos EUA, na Despensa do Mundo deste ano, ao fazer contato com a Fifa para que cuidasse do caso de Balogun, atacante da seleção norte-americana que tinha sido expulso –depois a mediação, revogou-se a suspensão automática. A própria entidade máxima do futebol, que veta atitudes políticas de forma universal, descumpriu o que prega.
No primícias da dezena de 1980, foi célebre o movimento Democracia Corinthiana, liderado por Sócrates, Vladimir, Casagrande e outros jogadores, que levou o voto a decisões do dia a dia do clube e atuou pelas eleições diretas no Brasil.
No entanto, neste momento, em tempo de pleitos no país, a população, que pode votar livremente há quase quatro décadas, bancou a sentença. Pessoas conhecidas por sua relação com o futebol receberam votos insuficientes para obter uma cadeira no procuração 2027-2030.
O personagem mais famoso a naufragar nas urnas é Vanderlei Luxemburgo, 74.
Treinador que mais títulos faturou no Campeonato Brasílico (cinco, por quatro clubes diferentes: Palmeiras, Corinthians, Cruzeiro e Santos) e chegou à seleção brasileira no termo dos anos 1990 (ganhou uma Despensa América), Luxa concorreu a um lugar no Senado pelo Tocantins.
Nascido no RJ, ele decidiu se candidatar no estado em que tem residência e negócios. É filiado ao Podemos, de direita. Com 67.987 votos, ficou em sétimo lugar, muito distante de chegar ao objetivo de fincar raízes no Congresso Vernáculo. Os eleitos no estado tiveram mais de 450 milénio votos e mais de 316 milénio votos, respectivamente.
Na campanha, de convenção com dados da Justiça Eleitoral, gastou R$ 744.751, verba oriunda de fundos (partidário e peculiar).
Outros conhecidos que fracassaram, com relação direta com grandes clubes paulistas, foram Marcelinho Cariosa, 54, ídolo do Corinthians, e Luis Fabiano, bombeiro do São Paulo, 45.
Luis Fabiano, chamado de Fabuloso, concorreu pelo MDB, {sigla} de núcleo, a deputado federalista por SP. Captou 9.613 votos. A candidata com menor votação a se escolher foi Sônia Guajajara, do PSOL, com 54.207.
Marcelinho, sabido uma vez que Pé de Criancinha devido aos chutes certeiros (principalmente em cobranças de falta) vindos de uma chuteira número 36, tentou a sorte no Região Federalista, onde tem residência e criou vínculo ao jogar (pelo Brasiliense) e estudar em uma universidade.
Obteve, pelo Republicanos (legenda de direita), 2.494 votos para deputado distrital, muito aquém do necessário. Daisy Amarilio (PSB), que ficou com a 24ª e última vaga, somou 15.440.
Restou uma vez que prêmio de consolação, para ambos, a posição de suplente. Para quem foi titular a vida toda, não deve ser aprazível amargar a suplente.
Os gastos de campanha de Luis Fabiano e Marcelinho Carioca foram, respectivamente, de R$ 633,5 milénio e de R$ 463 milénio.
Também concorreram neste pleito, sem triunfo, Edmundo, chamado Bicho, suplente na seleção brasileira na Despensa de 1998 (PSDB, deputado federalista no RJ, 35.725 votos), Donizete Pantera (PL, deputado estadual no RJ, 4.884 votos) e Washington Coração Valente (MDB, deputado federalista no DF, 7.503 votos), entre outros ex-futebolistas, uma vez que Dine da Leal, Goleiro Sérgio e Finazzi –oriente último, quase inexpressivo, teve pouco mais de milénio votos.
Assim, entre nomes destacados, o futebol continua representado no Congresso por Romário, 60, o Baixinho (sem partido-RJ), ícone do Vasco da Gama, no meio de seu procuração de senador, e por Danrlei (PSD-RS), 53, ex-goleiro do Grêmio, reeleito para a Câmara com 105.079 votos.
Vale menção a Bobô (Raimundo Nonato Tavares da Silva), 63, meia vencedor brasílico pelo Bahia em 1988 e que passou pelo São Paulo e pela seleção brasileira, reeleito deputado estadual na Bahia pelo PCdoB (70.898 votos).
Desfecho: futebol e política, no Brasil, tentam se misturar nas eleições, porém são quase chuva e óleo, em combinação que impede, por muito, a formação de bancadas da esfera nas casas legislativas.





